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Gesto, Olhar e Sorriso

Palavras que têm vida.

23
Mai18

O meu lugar mais bonito

Carolina Cruz

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És o luar, a perfeição de um olhar, o doce da minha vida azeda.
Tens poesia no coração e certeza em cada poro.
És sonho verdadeiro, palpável, inocente e brilhante.
Amo-te, como se deve amar alguém - és livre, livre de querer ou não amar-me de volta. E tu desejas, desejas-me diariamente, de uma forma estupendamente inquieta e não sei como te agradecer.
Expludo de gratidão por te pertencer e orgulhosa por aquilo que construímos juntos. És tão meu também, da minha alma, do meu corpo, de mim, inteiramente.
Já não sei existir sem ti. Olho para trás e não consigo ver o passado sem contar a nossa história!
Oh meu amor!... Vivemos sempre um ao lado do outro, pertencemos ao mesmo coração, à mesma vida sem termos noção disso.
Volto a dizer que agradeço cada pedaço do nosso crepitar, do nosso amanhecer a cada dia. És a luz da minha noite, o meu guia no escuro, o meu lugar mais bonito, a minha casa.
19
Mai18

[O teu olhar] Em cada casa.

Carolina Cruz

Nunca me esqueço de ti.
Mesmo que venha um novo ciclo, mesmo que eu siga outro caminho, nunca vou esquecer o bem que me fizeste, o bem que trouxeste à minha vida.
Por mais tempo que passe desde o dia em que as nossas vidas tomaram rumos diferentes, por mais distância que a nossa amizade tenha aguentado... Amiga! Eu nunca vou esquecer o abraço que me deste, a força que ele me transmitiu e a energia com que me encheu a alma.
Por mais que passem os anos e novas pessoas entrem na minha vida, eu serei sempre grata e terei sempre um lugarzinho no meu coração para te guardar.
Peço à vida que te conceda o melhor e que te presenteie com um mundo feliz, um momento eterno de coisas boas, paisagens lindas e gente bonita por dentro.
Desejo-te o mundo, desejo-te o que há de melhor em mim e o dobro daquilo que desejo para o meu futuro, porque a amizade não se divide, multiplica-se, é maior que qualquer outro sentimento, é verdadeiro, gentil e o meu por ti é um amor infinito.
Por isso não esqueço, por isso em todos os lugares bonitos e inquietos em que estiver vou lembrar-me de ti e escrever em cada casa e em cada canto o teu nome, com saudade.

 

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__________________________________

 

Fotografia da autoria de André Veiga Fotografia

12
Mar18

A Coimbra.

Carolina Cruz

Ao passado que eu sei que não volta. 
Ao passado que traz nostalgia e milhares de histórias para contar. 
Fecho os olhos e estou de novo nos braços de uma cidade que me abraça diariamente, mas que tem o maior encantamento na capa negra traçada e no calor de um sorriso de estudante. 
Recuso-me a acreditar que todas as memórias morreram, se de lá trago o melhor do mundo, pessoas que ainda abraçam a minha vida e a minha alma. 
De Coimbra, de ser estudante, trago o mundo! Vive no meu sangue, toca-me na alma estes anos em que fui o melhor de mim, onde a persistência me ensinou a agarrar o dia. 
Bem dizem que o sol de Coimbra é diferente de todos os outros, é verdade, brilha com certeza, ilumina-nos o pensamento e é sabedor da consciência e da saudade que é abraçar esta cidade que nos é para sempre a eternidade da nossa existência e juventude.
Um brinde à esperança de cada dia novo, de se viver inteiramente.

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(Fotografia de Notícias de Coimbra)

12
Fev18

[Ficção] Não faças isso!

Carolina Cruz

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Não faças isso. Não, não sorrias dessa maneira. Assim consegues trocar-me todos os meus pensamentos e fazer-me perceber que ainda te amo. 
Porquê? Por que é que tem de ser tão difícil ficarmos juntos? Por que não é a vida mais simples do que o nosso dia-a-dia? Se tudo fosse mais fácil acredita que estaria de novo nos teus braços, a implorar-te uma noite de amor e um pequeno-almoço dos nossos. 
Porém as nossas vidas tomaram um rumo diferente, não foi culpa minha, nem tua, nem nossa, creio eu. Foi da vida, dos diferentes caminhos que nos separaram.
Por isso, peço-te, não faças isso. Porque é quando sorris que eu percebo que não há nem nunca houve mais ninguém no meu coração (a transpirar-me a alma) do que tu. 
É quando sorris que fecho os olhos e me lembro do meu corpo a perder-se no teu, do sexo carnal e feliz, da alegria a brotar da serenidade depois do prazer e tudo o que quero fazer quando sorris é fechar os olhos e beijar-te, como da primeira vez, como de todas as vezes que me deixaste inquieta, a fervilhar por mais. 
Por isso, não faças isso, que eu caio na tentação!...
Por mais que peça, tu lá estás a sorrir. Pegas-me na mão e deixas-me morrer um bocadinho. 

 

- Voltamos a tentar? - perguntas.


Eu sorrio. Não há saudade sem volta, dizia ao poeta.
Vou render-me a ti- Sim, rendi-me, completamente.
Beijo-te o pescoço, dispo-te a alma.
Voltámos a ser, a sentir, coro e sorrio. Obrigada por sorrires.

14
Set17

[Ficção] Dói.

Carolina Cruz

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Dói-me o corpo todo.
Dói-me olhar-te e não ver mais nada se não o espelho da minha falta de dignidade, do meu rancor, da minha frustração, do meu medo, do meu pesadelo.
Bebo mais um golo de whisky, misturo-lhe vodka pura, que explosão louca, mas não maior que aquela que provocas no meu coração e consequentemente na minha alma, por ferires o meu corpo.
Bato a porta, mas não sei para onde vou, volto a entrar, já nem consigo tomar conta de mim, o que tu fazes tão bem, dizes tu de uma forma tão imperativa.
Controlas este meu corpo como sendo inteiramente teu, magoas, violas, torturas, este corpo que já está mais morto que propriamente vivo, enquanto se mantém nos teus braços.
Assim não quero mais permanecer, eu que não tenho mais confiança em mim, eu que não acredito que sou capaz, que melhores dias virão e que te venham buscar.
Mesmo que o viessem, mesmo que te levassem da minha vida, eu não seria mais a mesma, não conseguiria voltar a ser eu mesma, a mulher linda e confiante de cabelos ruivos que amava tanto a loucura, mesmo sendo sensata.
Agora nada sou além de ti, sou um espelho do que não quero ser. Por isso, por não saber o que faço deste lado, por ter perdido o norte ou tendo morrido ainda que viva, termino com tudo o que dói e à vodka e ao whisky junto milhares de capsulas que me levam à loucura, à overdose e à sensação de alívio. Deixei tudo para encarares, deixei o meu corpo, a minha alma livre e jovem viaja agora para outro lugar.
Não sei se tomei a atitude certa, mas não há volta a dar.
Não sei se tomei a atitude certa, mas sinto-me melhor.
Morri, por tua culpa.
Morri, sem ti.
Morri triste, mas agora estou feliz, em paz.

02
Set17

O que somos após tudo terminar?

Carolina Cruz

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Somos lume aceso pronto a arder. 
Somos prato servido para ser pó e além da nossa alma que fica no coração dos outros, daqueles que nos amam, nada seremos após a nossa morte. 
Vimos ao mundo para ser, para ousar ser livre, no entanto há sempre algo que nos prende: a ansiedade, o medo, o tempo finito. 
Não há ninguém que não tema a morte, não existe, usamo-la como segurança dos nossos erros ou um escape para quando já não conseguimos viver com as consequências deles. 
Somos nada que é um tudo para alguém. Amamos, profundamente, loucamente, fazemos coisas impensáveis em busca de nos tornarmos eternos para alguém. 
Mas será essa eternidade executável? Verdadeira? Exata? 
Será que não nos esquecerão quando nada restará se não as memórias, se não o tempo da nossa ausência?
Quem somos depois de partirmos? Qual é a definição do amor após só nos restar a alma? É a alma que ama ou o corpo por inteiro?
Há dias em que viver não me basta, por isso vou à procura de razões a perguntas que nunca serão respondidas... 
Nunca? Será? Eu não deixo de pensar, enquanto não tiver respostas! 
O que somos após tudo terminar?
 
 

 

20
Ago17

[O teu olhar] Âncora

Carolina Cruz

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O destino no seu esplendor. 
O destino a ser, a afastar-nos, a mover-nos para direções contrárias.
Não há direito. 
Isto é mentira. 
Não, não é verdade.
Somos duas metades que se completam. 
Duas almas que furam a floresta juntas, que amam a natureza de ser.
Somos dois corpos perdidos no vazio, mas orientados pelo amor.
Não, nada nem ninguém é quimera suficiente que nos possa afastar.
Nem o destino.
Nós é que somos (e sempre fomos) destino. 
Fomos feitos um para o outro, de forma tão certa, tão coerente, tão precisa, tão nossa, desde os confins do tempo.
Somos flores que florescem juntas, somos os mesmos braços, o mesmo coração. 
Somos uma linha de amor como uma bonita trepadeira, que cresce sem esmorecer. 
Jamais nos cortarão os braços e se nos deixarem à deriva, seremos sempre a âncora um do outro, para tudo, para o que der e vier… 
Somos dois corpos dedicados a tudo o que somos.
Somos duas almas a ser (tão completamente) tudo o que somos.
Sem mais nada, sem mais ninguém.
Uma flor, uma âncora, um amor.

 

(Fotografia da autoria de  Verónica Pedro)

24
Jul17

Alma fresca

Carolina Cruz

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Que calor!
Que bom!... que posso beber dessa tua alma fresca… 
Que bom!... que posso deitar-me e saudar-te de sorrisos nos lábios! 
Que bom dizer que o dia terminou, que chegou ao fim, que findou, contigo ao meu lado!
Por mais desilusões que haja, por mais maus momentos que existam, que bom!... saber que te tenho comigo, que depois de tudo ainda moro nos teus braços e a tua alma fresca me sorri.
Venha o sol, o mar, a tempestade e a chuva! Venham as marés, os maus agoiros e o calor abrupto. Venham as desilusões, as perdas e os desamores… Eu estou contigo, tu estás comigo e isso é indiscutível, infindável ao contrário dos dias, perfeito. E só isso, apenas isso, me basta.

 

 

16
Jul17

Com intensidade

Carolina Cruz

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Faremos no silêncio tudo aquilo que o corpo nos pede. Faremos desse silêncio o desejo inteiramente feito da nossa pele. 
Somos e fomos o pecado que quebrou todas as regras. 
Sejamos. 
O que é mais importante ser feliz ou aprisionarmos no que é dito pela sociedade ser bem feito ou com bom senso? 
Chega! A tua pele e a minha conspiram e respiram uma pela outra. Não existem uma sem a outra. Porque haveríamos de ficar longe? Porque haveríamos de lhe renegar o prazer? 
Não. Seremos corpo e alma, felizes. 
Seremos corpo e alma, unidos. 
O amor é o amor, ele pede paixão, desatino, insensatez, coração. Nada disso seremos se não quebrarmos as regras. 
O amor por si só quebra regras, desarma a imensidão. 
Não vale a pena parar o amor, controlá-lo. 
A melhor forma de o viver é sem medida, com intensidade.

 

 

01
Jun17

Olho por ti a dentro.

Carolina Cruz

Olho por ti a dentro.jpg

 

Olho por ti a dentro. Refresco-me na tua alma. Agradeço por te pertencer.
Consigo ver que pessoas como tu jamais serão esquecidas. Pessoas como tu existem poucas. E eu tenho a sorte de te olhar nos olhos e sorrir.
Posso ver-te crescer ao olhar-te nos olhos. Consigo ver o quanto te tornaste adulto e como é bom estar ao teu lado, a vivenciar tudo, com amor.
Esse amor leve que me aquece o peito, esse amor leve e apaixonante que me faz ser… Nunca nenhum homem me amou por inteiro como tu. Nenhum homem, além de ti, me soube olhar nos olhos e por gestos dizer que me amava.
Não é o teu cavalheirismo que me inquieta ou que me conquista. É o teu querer-me tanto, é o teu sorriso quando me vês sorrir. É esse olhar que sorri e que brilha muito mais que todas as estrelas do céu.
Eu não quero casar contigo. É apenas um papel. Nós não precisamos disso, pois não?
Eu não quero dizer a toda a gente que te amo, porque as pessoas mais importantes já o sabem, e são o bastante – nós dois.
Eu quero apenas pertencer-te todo o resto da minha vida. Adormecer uma e outra vez no teu peito e acordar com um beijo doce e um sorriso breve, tão certo como a paz de um oceano.
Eu quero ser, sem regras, toda tua, até ao fim da minha vida.

 

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