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Gesto, Olhar e Sorriso

Palavras que têm vida.

16
Mai18

Um mundo

Carolina Cruz

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Nas pequenas palavras nasceu um mundo.
No teu sorriso rasgado, no teu abraço tímido, na tua franqueza e no teu “estou aqui”, eu vi o meu futuro.
Ainda me lembro do primeiro olhar coberto de amor, o primeiro beijo com inocência, o primeiro até amanhã coberto de saudade, a primeira mensagem com alma quente de paixão.
Não trago saudades desses momentos, porque o que se construiu em nós pede-nos para viver mais, foi duro, foi bom, repetia, mas agora desejo o presente e que venha o futuro.
Tenho orgulho de olhar-te e dizer-te que éramos pequeninos nessa altura, que nada éramos comparado com o que hoje somos e que o que somos hoje espero amanhã sermos mais, muito mais. Mais amor, mais companheirismo, mais eternidade de cada momento, mais amizade, mais união, mais tempo para nos olharmos, para vivermos um ao lado do outro, com a vivacidade de uma criança que impera em nós, para sempre.

15
Mai18

Amores-perfeitos

Carolina Cruz

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O romantismo está nas pequenas coisas do dia-a-dia.
Engana-se quem pensa que o amor é como nos filmes, sem discussões, cheio de adrenalinas e provas de amor aos quatro ventos, proclamando a todos que se ama alguém. 
Amores-perfeitos só em flores. 
Somos pessoas diferentes que se complementam, que se negam por vezes, que discutem, que se magoam.
O amor está nessas pequenas coisas, o romantismo expressa-se na certeza e na vontade de permanecer e lutar por um amanhã. 
Sei que é amor quando me olhas nos olhos, sei que é amor quando esse mesmo olhar sorri transparecendo orgulho, não precisas de dizer a toda a gente ou consumar esse amor perante todos os outros, porque basta que eu saiba ler esse olhar para me aquecer a alma, para me fazer bem ao coração. 
Muitas das vezes é em “off” que vivemos melhor, muitas vezes acredito que nem tudo o que reluz é ouro, quando se deseja mostrar demais, então é porque faz falta alguma coisa, e eu não preciso de mais nada senão do teu respeito, do teu olhar seguro de me quereres, do teu sorriso e do teu “estou aqui”. 
Isso é o melhor casamento que me podes dar, não preciso de papel.
Isso é a melhor surpresa que me podes fazer, surpreenderes-me todos os dias com um sorriso.
Isso é a melhor forma do ser romântico, viveres-me com intensidade.

07
Mai18

[Cinema] "Aşk tesadüfleri sever"

Carolina Cruz

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Mais um filme pouco conhecido, daqueles que vocês sabem que eu adoro falar-vos e comentar convosco. 
“Aşk tesadüfleri sever”, com tradução em português de “O amor gosta de coincidências” é um filme turco, de 2011, que nos fala sobre o amor, a família e as coincidências da vida e do destino, pelos quais também somos um pouco (ou muito) responsáveis.
E somos responsáveis sim, pelas nossas atitudes, não basta apenas amar, amar somente não interessa, interessa as atitudes, as ações, as palavras ditas com o coração, o sentir mas sobretudo o demonstrar que sentimos.
Acredito que as pessoas não aparecem nas nossas vidas por acaso e não é ao acaso que tudo acontece, mas acontece também porque desejamos que aconteça e por deixarmos que aconteça. Porém também acredito em coincidências e no que toca ao amor podem ser e são muitas vezes surpreendentes. 
“O amor gosta de coincidências” fala-nos ao coração, leva-nos a questionar muita coisa, sobretudo a nossa existência e o seu valor, as relações pessoais e amorosas, o perdão e a dor. Deixa-nos questões fundamentais quando se ama alguém:

 

 

“Quando foi a última vez que tremeste por dentro ao tocares em mim?
Algum lugar te pareceu mais bonito só porque eu estava lá?
Já te sentiste realmente feliz só, e apenas só, porque eu estava contigo?
Um momento fugaz juntos alguma vez significou tudo para ti?”

 


Refletindo assim, o que é verdade, nem sempre amar basta, precisamos de intensificar e cuidar do nosso amor diariamente. Se nada é para sempre, porque não fazer durar e conquistar todos os dias quem amamos e o que desejamos?
Vejam, porque se gostam de filmes que vos fazem pensar, chorar e sorrir de emoção, este é um deles!

 

 

06
Mai18

Fomos feitos um para o outro

Carolina Cruz

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Nunca será piroso dizer-te, com o coração, que fomos feitos um para o outro.
Creio que nada se torna lamechas quando recebemos o amor nos braços e nos abraçamos como se o amanhã não viesse. 
É isso que sinto quando te olho, quando com o sorriso conto a nossa história. Fomos feitos um para o outro. Tenho toda a noção disso. 
Vivemos uma vida inteira a achar que éramos donos de outro amor e de outro coração, mas sempre pertencemos um ao outro. Não foi o destino que fez com que nos encontrássemos, nada disso, foi a química dos nossos corpos, a intenção das nossas almas de se conhecerem, a intenção dos nossos corações baterem certo e das mãos que permaneceram unidas.
Não tenho vergonha de dizer que nasci para te amar, porque não consigo definir a imensidão que sinto quando me beijas com um sorriso ou quando iluminas o meu dia. Não há nenhuma palavra, por mais que escreva, que possa equivaler a uma mísera quantidade do tamanho amor que sinto…
E eu sinto e sei que o que nos fez amar, jamais nos irá separar.
Não sei se acredito na vida depois da morte, se o que somos continuará a existir. Mas ainda assim, sei que quando partir, esteja eu onde estiver, vou lembrar-me sempre desses olhos que me fazem sorrir e dessa tua alma que eu amo e agradecerei à vida ter-te pertencido.

03
Mai18

[Ficção] Não mudas

Carolina Cruz

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Nunca fui a tua primeira opção, em nada. Porque seria agora? Para que é que teimo ainda em ligar e magoar-me a mim própria?
Não há em ti aquela vontade imensa, aquela partilha necessária em me teres contigo.
Há sempre outras prioridades, em amares mais as coisas que realmente achas que te dizem respeito e eu gostava tanto que demonstrasses mais o carinho que acho que ainda tens por mim.
Continuo a dizer-te a mesma coisa: que são as nossas ações que geram outras ações. Tu sabes disso, mas não mudas.
Continuas a implicar, de mansinho, sem as pessoas perceberem, para que, em tudo o que faças possas ficar por cima, mesmo que não demonstres, mesmo que para isso me tenhas de magoar, e de me inferiorizar.
Eu não sou ninguém a menos que tu, não sou. E não penses, contente, que acho isso por me desrespeitares. Não. Nada disso. Apenas me sinto triste por ainda te amar tanto e continuar a ver que, em ti, não há aquela exaltação de me teres por perto, de partilhares momentos comigo como eu teria todo o prazer em partilhar contigo. Não vejo o sorriso interessado como quando falas com os teus amigos, a forma estupenda e alegre como vibras quando assistes futebol e a tua equipa ganha.
Tu não vês que eu estou aqui. Sei que posso ter cometido alguns erros e sabes que nenhuma das minhas palavras entaladas ficaram por dizer, nunca disse aos outros de forma triste, o que nunca te apontei na cara. Eu estou de consciência limpa quando sempre demonstrei interesse em querer-te.
Eu estou de consciência tranquila sim, mas acredita que dói demais preferires estares de costas voltadas do que seres a minha equipa, o meu lugar terra-a-terra e o meu abraço. Dói demais sabes? E digo-te mais, não há nada material ou mensagens que possas escrever que compram o meu coração magoado. Eu só queria que olhássemos no mesmo sentido, que inventássemos histórias e construísses sorrisos comigo, verdadeiros, para podermos juntos ter memórias para contar.
Sem nada não se criam memórias, por isso vou em busca delas. Se eu não serei nunca a tua primeira opção, nem a segunda… então partirei e o meu coração mudará.

25
Abr18

[Ficção] Isso basta-nos

Carolina Cruz

Quarenta anos tem ele. E eu sou uma pequena miúda de vinte para ele, dizem.
Que me importa o que dizem…
Ele é inteligente, atraente, divertido. 
Eu sou para ele o seu dia, a sabedoria, o seu amor.
O que fazer quando o amor nos bate à porta sem pedir?
Amamos.
É essa a essência do ser humano – Amar. Ainda que pela pessoa errada, ainda que doa, amamos e vamos com tudo, com alma, com coração. 
Mas ele não é a minha pessoa errada, nada disso, tudo em nós é certo. 
Pecado é não sentir. 
Ele fez da menina que sou mulher, e eu dou-lhe todos os dias o melhor de mim, trago alegria à sua vida, brilho aos seus olhos e ele acerta o bater do meu coração.
Que importa a nossa idade? Se somos só nós dois? Se não magoamos ninguém à nossa volta? Para quê nos sentirmos culpados? Se o que fazemos é simplesmente amar?
Ele gosta de mim, eu gosto dele. 
Damos as mãos, envolvemo-nos como verdadeiros amantes, protegemo-nos como irmãos, falamos como dois amigos e o destino adora manter-nos fiéis ao amor que proferimos. 
A vida são dois dias. 
Que importa a nossa idade? As diferenças? O que dizem os outros?
Aqueles que olham e criticam, se amassem sabiam que o amor é melhor forma de se ser feliz.
Eu sou, ele é, e isso basta-nos.

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by Malika Lambert  in we heart it.jpg

 

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photo by Malika Lambert in "we heart it"

24
Abr18

Meu bem maior

Carolina Cruz

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Fazes-me viver.
Fazes-me querer cada dia com a intensidade da primeira vez em que piso a Terra cheia de sonhos.
Adoro o teu abraço, renasço sempre que me envolves.
És, todo tu, amor em mim. Os teus olhos são meu espelho e eu adoro sorrir-lhes, porque retribuis esse sorriso e eu apaixono-me de novo, e de novo, e de novo…
És o meu conforto, a minha casa.
Levaste todos os meus fantasmas embora, contigo não temo o amanhã, a morte, o que virá.
És a minha sorte. A minha luta todos os dias, a minha valentia, e enquanto for dia no sol da nossa vida, serás sempre o meu bem maior.

23
Abr18

[O teu olhar] O meu jardim

Carolina Cruz

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São flores que te dou…
E já que a Primavera teima em não vir, faço, por natureza, Verão no teu coração.
Há Inverno no teu corpo e há muito que os nossos olhos se tocam. Eu sei que me amas, mas o teu feitio vincado é tão inquieto quanto uma noite de Outono.
Não te sei ler, logo eu que adoro códigos secretos. Talvez por isso me tenha apaixonado por ti, sou complicado demais também e detesto equações lógicas, ideias que acontecem porque sim.
Não, está na tua natureza ser complicada, e na minha está a forma audaz de amar essa complicação. Nada na vida é simples e é isso que torna tudo especial.
Por isso, ofereço-te estas flores que plantei para te ver sorrir. O teu sorriso é a coisa mais simples e mais bonita que existe e embora não seja teu hábito, habitua-te, vou fazer-te rir à gargalhada, vais querer ficar até ao fim. 
Porque dentro do meu peito, vou fazer de ti o meu jardim.

 

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Fotografia da autoria de Keina Diniz

18
Abr18

Lembra-te…

Carolina Cruz

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Ouve-me. 
Sei que sou tua. 
Dou-te o mundo e o outro. Para mim os meus braços são nuvens grandes onde podes descansar o teu corpo e a tua alma. Estarei sempre que precises de mim, de um ombro amigo, de um sorriso ou de chorar todas as lágrimas, mas por favor, faço-te um pedido, dois, três, talvez…
Não me tomes como garantida, não fiques a achar que serei sempre tua, ou boa a vida inteira, se me tomares por garantida e não regares o nosso amor.
Sim, se assim não for de que vale sermos namorados se não formos amigos, loucos como dois irmãos?
Sou da opinião que nunca devemos tomar nada por garantido, tudo nos foge das mãos se não lutarmos!... Até a vida! 
Olha para mim. 
Não quero presentes caros, não preciso de ir todos os dias jantar fora, não quero que deixes de ter o teu tempo, para o ocupares sempre comigo, não é isso.
É dedicares-te, como o Principezinho dedica à sua rosa, é preciso amar todos os dias, como se não houvesse amanhã, como se todos os defeitos não importassem no dia-a-dia, o amor pode superar tudo isso. 
Não supera apenas se achares que o nosso amor é eterno só porque o destino quer! Não! És tu, sou eu, que temos de querer, hoje e todos os dias em que fomos, somos e seremos, duas pessoas que fazem os possíveis e os impossíveis para o amor resultar. 
É isso que devemos fazer em todas as coisas da nossa vida, dedicarmo-nos aos amigos, à família, ao emprego, a tudo o que amamos, porque se não amarmos cada gota do nosso sangue, cada pequeno pedaço de um momento a que dedicamos o nosso tempo, então tudo isso será tempo perdido.
Não sou tua, de todo, se não me prenderes em ti e se não te apaixonares por mim todos os dias, se não me conquistares em todos os segundos em que estamos juntos. Lembra-te disso. Lembra-te que não sou eterna, não sou uma garantia ou medalha. 
Sou humana… tenho sentimentos, gosto de me sentir bem, amada, de ter retorno no sentimento que em nós nasceu, mas que pode um dia morrer…
Lembra-te…
Ouve-me…
Olha para mim…
Sei que sou tua, mas… 
Tu sabes!

15
Abr18

[Ficção] Perco-me em ti.

Carolina Cruz

Perco-me em ti, como o vento se perde nas ondas do mar. 
Há milhões de horas que acordo para ver-te dormir. Dás-me insónias e contigo não as receio. 
Para quê dormir? Se posso sonhar acordado?
Olho-te e a tua serenidade é tão bela que quase me faz chorar e dizem que tenho uma pedra no lugar do coração, vê lá. Vê lá como eu não te resisto, vê lá tu como me fazes sentir.
É no teu colo, dentro do teu coração, que eu não temo a morte, pois morreria todos os dias para alcançar este amor tão nosso, tão genuíno. 
Ninguém escolhe quem ama, mas digo-te que saiu-me a sorte grande, não podia o destino e o meu coração terem escolhido melhor, estou tão bem entregue, sou tão grato à vida por te ter acolhido. 
Olho-te mais uma vez e tenho a certeza: é isto que eu quero para a toda a vida! Porém, tenho de aprender a dormir do teu lado, sorrir em sonhos, apertar-te bem, para acordar melhor!
Contigo, eu não terei medo do que está para vir
Contigo, eu sorrirei.
Serás (sempre) o brilho que me faz sentir!

 

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Photo by Ivy in "We heart it"

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