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Gesto, Olhar e Sorriso

Palavras que têm vida.

14
Mai18

[Ficção] Sou inteira!

Carolina Cruz

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O tempo. Esse maldito jogo onde nos perdemos, onde nem sempre vencemos.
Somos nós, tudo aquilo que vivemos, tudo aquilo que cobrámos à vida. Somos meias palavras, meias verdades, presentes incompletos e futuros incertos.
Somos tudo, somos nada. Somos o meio-termo e eu estou cansada. Cansada de não te viver a cem por cento, de não te poder amar na inquietude em que se deve viver um amor e eu embora não queira de todo perder-te, acho que vivo melhor sem ti.
És a felicidade e o desgosto, mas há tanta coisa em ti que me faz querer-te por perto e tanta coisa em mim também. Sabes o que permanece em mim e que te faz ficar? A baixa autoestima, o medo de não ter mais ninguém, esta falta de amor por mim própria, este tamanho amor por ti.
Queria que o tempo decidisse, queria que ele me oferecesse o melhor, porque eu já não tenho forças para dizer que não te quero mais, mesmo que te ame. 
Por isso, faço-me de forte, engulo as minhas lágrimas e respiro o tempo, olho o futuro e procuro fé no meu ser, sento-me e digo-te com um sorriso nos lábios: Não posso viver pela metade, sou inteira!

08
Jul17

[Ficção] O meu corpo

Carolina Cruz

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O meu corpo sujo nas tuas mãos. 
Ou serão as tuas mãos sujas no meu corpo? Não tens direito... Não tens direito de me magoares assim, de achares que tenho de estar ciente e sabedora de que eu sou a culpada, que te provoquei, a estas horas, com a roupa que trazia vestida. O tanas. 
As tuas mãos sujas no meu corpo. Não tens o direito, não tens de ser portador do prazer se eu não o quero contigo. Só porque és homem? 
Essas mãos sujas não mandam em mim, esse olhar de "eu mando, tu obedeces" há de morrer, não comigo, contigo. 
As mil facas espetadas no meu coração, sentidas no meu corpo, são embaladas para outra alma, qual a tua...? 
Embora não a tenhas, essas facadas que te dou (agora que prometo matar-te para não morrer por ti) são as imensas dores que toda a vida me deste. 
A violência doméstica não é apenas bater. Há muitas formas de cuidar e muitas formas de dizer "quero que morras", mil formas de se ser maltratado, de sofrer violência. 
O meu corpo sujo, repudiado de ódio e rancor, não existe mais nas tuas mãos. Essas tuas mãos sujas morreram na ação, numa justiça feita pelas minhas mãos carregadas de medo, na busca de proteção, na busca de um futuro sem ti. 
Jamais morrerei por ti, por isso o meu amor-próprio defendeu-se, vi-te morrer nos meus braços e, então, o alívio da minha alma sorriu.
 
 

 

 

 
21
Mai17

[Ficção] Tarde demais!

Carolina Cruz

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De que me vale querer? Querer dizer-te seja o que for, quando for. Esquece, para mim acabou. Sempre ouvi dizer que seja o que vier do coração não se implora, se eu um dia implorei o teu amor, hoje nem com a amizade o faço.
Sabes? Cresci. Já não sou aquela miúda que sonhava ser a tua melhor amiga ou adormecer nos teus braços se me aceitasse como mais que isso.
Sei que ninguém é obrigado a gostar de outro alguém, nem como amigo, o que quer que seja, não podemos agradar a todos, eu só pedia apenas respeito da tua parte porque outrora… outrora gostaste tanto, como se deixa de gostar assim?
Não venhas dizer que fui eu que mudei, não venhas dizer que já não sabes quem sou ou que já não sabes ter-me ou pertencer-me. Se assim for, olha… ótimo. Só me mostras que mereço melhor, que quando se implora não é amor, deixei-me disso.
Vou deixar de implorar, aliás… já deixei! Quando voltares, aí é que me verás diferente, talvez fria, mas cheia de calor e amor-próprio por dentro, esse é que me merece, é esse amor que nunca poderei esquecer.
Quando voltares, vou dar-te com a porta na cara, será então, tarde demais!

 

 

23
Abr17

[O teu olhar] Sem ti, eu agradeço

Carolina Cruz

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Todos dizem que o pôr-do-sol é romântico. Sinceramente, não o vejo como tal. Não é por já não te ter há mais de duas semanas ou por já não sermos rigorosamente nada um para o outro que assim penso.
Acredito que o pôr-do-sol seja romântico para os mais apaixonados. Já eu aprendi, desde algum tempo, a fazer dele um momento de meditação, agradecimento.
É um dia que finda e que eu agradeço, mesmo sem ti.
Aprendi também que é muito mais libertador agradecer do que lamentar.
Se nos lamentarmos nunca vamos ver a felicidade ao fundo, quereremos sempre mais, nunca estaremos satisfeitos com o que temos ou com o que virá.
No entanto, ao agradecermos daremos valor àquilo que somos, ao nosso ser individual, que acreditemos ou não, ainda tem muito que triunfar. Ao acreditarmos nisso e ao agradecermos, as coisas boas surgirão naturalmente.
Por isso, hoje sento-me aqui sem ti, onde nos sentámos tantas vezes e, embora o nosso amor tenha terminado (o teu pelo menos) eu agradeço teres feito parte da minha história e teres-me respeitado todos os dias em que o nosso amor foi eterno. Também por isso eu me deva sentir grata. Porque aconteceu, porque outro amor virá que fique, porque eu acredito na paz do meu coração, na sua força, num novo amanhã, ainda que sem ti.

 

(Fotografia da autoria de Cláudia Fernandes)

12
Mar17

[Ficção] Não te preocupes

Carolina Cruz

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Deixa estar… Não te preocupes!
A verdade é que me cansei, cresci. Não mudei, continuo a ser aquela por quem te apaixonaste e com quem tiveste uma relação maravilhosa. Tu é que mudaste, ou melhor… Revelaste-te!
Deixa estar… Não te preocupes, que eu já deixei para lá também. Deixei de correr atrás de ti feita parva. Não, desta vez eu vou ter o juízo suficiente para perceber que não dá mais. Que não é por insistir em tentar falar-te que as coisas se vão resolver.
Depois de tanto me ignorares, percebi que estás certo, não dá mais. Eu ainda sou estúpida por querer resolver as coisas, mas percebi com o tempo que quem me ignora não merece mais o meu tempo, não merece a minha companhia, quanto mais a minha amizade, muito menos o meu amor.
Aprendi que não podemos agradar a todos, e que embora o que vivemos tenha sido forte e bom, eu percebi que o tempo e a vida são escassos para demorar nesse sofrimento de não me quereres de volta, nem na tua mesa de amigos.
Não te preocupes… Essa mesma expressão é uma forma de dizer porque, na verdade, nunca te importaste, portanto e agora… é a minha vez de te dizer “deixa estar” que eu “deixo para lá”.
Aprendi que posso ser feliz sem ti.

 

21
Jan17

[O teu olhar] Paz de espírito

Carolina Cruz

Tudo o que eu quero neste momento é paz, paz de um lugar tranquilo. Sinceramente não necessito de mais nada, valores materiais, beleza exterior, ou apetite. Apetece-me sim, deitar-me sobre toda a minha paz e dizer-me de consciência tranquila.
Pergunto-me porque é que o ser humano deseja tantas coisas quando o que devia desejar era o bem da sua mãe natureza, porque assim era desejar também o bem a si próprio, não é verdade?
Deito-me sobre a minha paz, porque neste mundo cruel e egoísta onde vivo, eu posso crer na minha consciência tranquila. Não sou mais nem menos humilde por pensar assim, apenas creio que há algo que posso dar ao sonhar, ao escrever, ao deitar-me sobre a natureza, respeitando-a, respirando-a.
Apesar de todas as coisas más que existem, eu ainda acredito que o melhor ainda está por vir. Se posso estar a ser inocente? Talvez, mas sonhar nunca fez mal a ninguém, desde que não caia sobre a brisa que me anoitece. Eu sei que nem tudo é belo no mundo, por isso é que me deito aqui, porque ainda há algo que me faz acordar todos os dias e desejar esta paz: o (bom) coração de alguém.

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(Fotografia da autoria da Daniela Coelho, do blog "Once upon Time")

21
Out16

[Ficção] Esta ausência de ti.

Carolina Cruz

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Esta ausência de ti fez de mim alguém melhor. Iludi-me por querer te ter, mas por te amar não percebi que em ti não se despontou nem uma pequenez de amor, quiseste apenas jogar com o que eu sentia, inventando tão eficazmente esse sorriso doce que só me troce uma vida amarga.
Hoje agradeço-te por isso, por me teres tornado na mulher que sou, não fiques convencido que não o digo positivamente em muitos aspectos, apenas porque deixei de ser a menina inocente que morria por um colo teu, agora tenho amor próprio, hoje gosto mais de mim..

03
Mai16

[O teu olhar] Nós, mulheres

Carolina Cruz

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Nós, mulheres, somos um ser bonito, ponto.
Cada uma à sua maneira, cada uma com a sua forma de marcar a vida de alguém, de ser forte.
Não é nem a grandeza nem a pequenez de tamanho que define a mulher da tua vida, é a forma como ela te ama, a forma como ela sabe ser diferente.
Não é a sua magreza ou gordura que a faz detestar o seu corpo ou ser menos feliz por isso. A gordura não é uma vergonha para esconder, nem a magreza algo para elogiar ou questionar. Cada mulher tem a sua forma de ser, isso não quer dizer que as mulheres magras também não sintam complexos, que amem o seu corpo. Assim como as mulheres mais gordas se possam sentir-se bem e porque não se haviam de sentir? O importante é gostar de si próprio e não criticar o outro. O mais importante é o amor-próprio, o amor pelo nosso ser, pelo que somos, a beleza mais interessante é a que vem de dentro, é essa que nos define, que demonstra aos outros a nossa essência.
E na essência de uma mulher vive a força de mostrar ao mundo que ela é melhor do que os outros julgam, de traçar caminhos, de vencer o que muitos julgam antecipadamente serem derrotas, mulher é sinónimo de força, de amor.

 

[Fotografia da autoria de uma fotografa muito talentosa, ainda não conhecem o blog da Manuela? Toca a espreitar "Existe um olhar"]

06
Out15

Um tempo.

Carolina Cruz

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Para tudo há um tempo...
Percebes que cresces e que a tua vida muda quando já só queres te sentir bem, sem pensares na opinião dos que menos importância têm para ti, quando aquilo que mais queres é estar junto de quem mais gostas e de quem mais amas, de realizar aquilo que te faz feliz e empenhar-te naquilo que te torna realizada. 
Percebes que ficam os que forem verdadeiros e os pequenos prazeres da vida têm outro sabor, como uma mesa rodeada de poucos e bons amigos, a simbologia de um festejo, a entidade de um sorriso sincero, um gesto espontâneo e um abraço apertado, a mão dada, o aconchego e o coração quente.
A vida nos oferece o melhor sem estarmos à espera, precisamos é de lutar e de saber que o amor é tudo aquilo que temos para vivermos mais felizes.

 

Fonte da imagem: filme "Cartas para Julieta"

27
Set15

[Dar que pensar] Tu és...tu!

Carolina Cruz

 Tu és tu.. mais ninguém, não há outro ser igual, não te subestimes, não te deixes abater por causa de críticas maldosas.
Chega de te deixares atacar por más línguas ou troçadas baixas, tu és tu, ponto.
Mostra que a diferença é o que te distingue, não te rebaixes, mostra que te vestes assim porque é o teu gosto, que o teu estilo não é sinónimo de qualquer estereótipo mas sim a forma como te sentes melhor, como te sentes tu.
Mostra que ainda bem que não somos todos iguais e que ainda bem que não gostamos todos do mesmo, porque se não, já ouviste dizer - o mundo tombaria.
Não deixes que ninguém te queira mudar ou mudar a tua personalidade e mesmo que essa pessoa te vire as costas por não te envergonhares ou não te deixares abater mostra-lhes qe também tu consegues ser indiferente e que é tão bom seres tu mesmo, porque cada um é ser especial... Tu és tu!

 

Bom domingo :)

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