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Gesto, Olhar e Sorriso

Palavras que têm vida.

30
Out17

Página de autora

Carolina Cruz

Olá sorrisos.
Não sei se já repararam que houve mudanças com o blog, mas não foi só no look do mesmo. 
Pois é, o acesso à rede social facebook também mudou. E isto porquê?
Porque abri há algum tempo uma página de autora, na qual tenho trabalhado mais e deixado a página de "Gesto, Olhar e Sorriso" um bocado para trás. 
Tendo esta ficado também com menores visualizações e tornando-se um pouco repetitiva, decidi que será a página "Carolina Cruz" que irá abraçar os meus textos daqui para a frente nesta rede social, continuando claro o blog a existir. Porém a página "Gesto, Olhar e Sorriso" ficará fechada a partir do próximo ano.

 

Por isso, deixo-vos o convite para quem ainda não conhece e ainda não fez like, para o fazerem em:

http://facebook.com/carolinacruzoficial

Conto contigo? Encontramo-nos lá? 

 

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13
Fev17

[O teu olhar] Ó lua.

Carolina Cruz

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(fotografia da autoria da Vitória Antunes dos blogs "Histórias irreais" e "Séries, filmes e afins")

 

Ó lua que me vens de perto beijar pede ao meu amor para sonhar.
Sonhar enamorado comigo, no seu jeito mais puro de dormir e de amar. Como se de um anjo se tratasse, anjo esse que vive de milagres em mim, não me falha, alimenta-me e seduz-me, na sua forma mais simples de ser.
Então assim me enamoro também, nesse tempo que tudo cura, sob as estrelas que o teu luar ilumina. Há muito que começamos a olhar-te com olhos de amor, mas nem por isso deixamos de nos enamorar, pois o coração é um músculo que precisa de se alimentar de sabores com certeza, de condimentos que nos tornam e nos fazem sentir no mais puro de nós. Essa angústia que me amedrontava pede-me agora que deixe a minha alma ser feliz, pede-me para derreter todo o medo nos braços do meu amado sol e assim eu serei a sua lua que com ele se irá deitar, mas todos os dias o beijarei ao primeiro brilho do dia a raiar.

 

 

01
Jan17

Venha daí 2017!

Carolina Cruz

Venha daí 2017, com um ano cheio de novidades para "Gesto, Olhar e Sorriso". Quero acreditar que este ano virá com mais de milhares de palavras escritas, com algumas novidades. Querem saber tudo? Claro... Então vá...
"Gesto, Olhar e Sorriso" manterá várias rúbricas como:

  • "O teu olhar" (para quem participou poderá ver as suas fotografias a partir de Janeiro na página do blog, mas quem não o conseguiu fazer, não se preocupem, irá reabrir depois de algum tempo).
  • "Por aí" chegará carregado de notícias/histórias para contar -  falarei sobre a minha rádio de eleição (A rádio Comercial), sobre o fantástico centro de dia da Gafanha do Carmo, entre outras abordagens. 
  • "Dar que pensar" estará de regresso.
  • Novos textos de ficção, com o suspense de dividi-los por vários capítulos.
  • TV shows, filmes com história, a música no seu melhor

entre outras rubricas... mas há uma novidade no blog (em 2017) os variados textos que escrevo e que me inspiram estarão, neste novo ano, sempre acompanhados por uma banda sonora! 

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Espero que 2017 venha cheio de sorrisos para vos oferecer e palavras para vos inspirar!
Venha daí 2017, vamos ser felizes, bom ano!

31
Dez16

Despedindo-me de 2016!

Carolina Cruz

2016 foi (mais) um ano. Um ano bissexto. Um ano bipolar. Um ano cheio de coisas boas, realmente muito boas e outras tão más, que eram escusadas. No entanto, e como eu costumo a dizer - tudo faz parte!
Quanto ao blog, que para mim é um lugar onde sou feliz, fui realmente feliz.
Neste ano de 2016, cresci muito enquanto blogger e o meu blog também amadureceu, porque tal como eu conheceu novas pessoas (fabulosas) e novos mundos onde nunca antes se tinha aventurado. Novas rúbricas surgiram.
Foi o primeiro ano em que tive o prazer de ver os meus textos publicados na "Capazes", comecei a fazer parte da família blogueira de escritores no "Clube blogs de escrita".
Foi, creio eu, o ano em que o blog obteve maior número de visitas, de comentários e isso não se deve apenas a mim ou ao meu trabalho, mas a vocês, foram vocês que me rechearam de sorrisos de orelha a orelha (até lágrimas de alegria) com as vossas palavras, os vossos gestos e a vossa vontade constante de me ler. 
Sou grata por vos ter. Que 2017 seja um ano de maior sucesso ainda, não só para "Gesto, Olhar e Sorriso" mas p'ra todos vocês também.

Obrigada, por tudo. 

 

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 Fotografia de tumblr

 

[ P.S. O que promete o blog para 2017? Só vos revelarei amanhã, a partir da meia-noite. Até lá vivam intensamente, não apenas, mas sempre, aproveitem cada segundo e sejam felizes. ]

16
Nov16

[Completas-me] Com a RP

Carolina Cruz

Hoje o "Completas-me" está de volta! Finalmente! - devem dizer vocês. É verdade, mas como disse no facebook, eu não gosto de fazer as coisas à pressa, mas sim dedicar-me de todo o coração àquilo que abraço. E esta rúbrica, como todas as outras, merece a minha perfeição, e como ela não existe, eu procuro dar o meu melhor. 
Hoje trago-vos a minha querida e simpática RP para um texto sobre quebra de monotonia e mudanças. E é engraçado que esta história fez-me sonhar que estava num avião com ela, não é curioso? :D

Vamos ler? Espero que gostem desta história escrita a duas mãos!

 

"Agora que o avião colocou as rodas no chão é que caí em mim. O meu estômago embrulha-se, tal é a minha ansiedade. Constato, agora que estou mais lúcida, que pouco me falta para ter um ataque de pânico. Mas onde é que estava com a cabeça? Como fui capaz de largar toda uma vida? Uma bagagem? Os amigos? A família? Os meus pais choraram tanto. Disseram que todos temos segundas oportunidades. Que fugir não é solução, nunca é! Não concordo. Acho que a pior das hipóteses era ficar. Voltar aos mesmos lugares, ver as mesmas pessoas. A cabeça quente achei que sair do país era o ideal. Mas não para a Europa já com um emprego e uma casa garantidos para os tempos de adaptação. Conheceria alguém. Isso resultaria em familiaridade, em questões, em voltar ao mesmo. Não queria isso. Tudo menos isso... Talvez o meu pânico se deva a sair da zona de conforto. Ao facto de não conhecer ninguém a quem recorrer, a não conhecer o lugar. Ou a ambos. Que raios! Lancei-me de cabeça. Nem sequer o idioma sei. Não tenho emprego. E se não arranjar? Não tenho conta bancária para uma estadia demasiado longa.   As portas do avião abriram. Nem sequer sei onde é a saída do aeroporto. Sigo a multidão. Faço neste momento parte do rebanho. Eu que sempre fui contra isso, que sempre me revoltei com as imposições. Aliás agora que penso nisso lembro-me das pessoas que tanto dececionei. Os meus pais que sempre batalharam para me darem uma vida estável. E cujas regras sempre me obstinei a cumprir. Os meus amigos que sempre me deram um apoio e conselhos e eu largo-os. O meu cão, até ele que tanto gosto dececionei ao não o trazer comigo. Todas as relações falhadas que tive. Não culpo nenhum deles. Culpo a minha pessoa, a insatisfação crónica, o só querer estar onde não estou... Eu fui a pessoa mais dececionante que lhes poderia passar na vida. E nenhum deles merece. Estão táxis à porta. Rabisco o nome do centro da cidade e mostro ao taxista que acena com a cabeça como quem diz que entendeu. Olho pela janela e reparo em como tudo é tão novo, o que me entusiasma, e tão estranho, o que me aterroriza ainda mais. O taxista deve ter reparado na minha cara porque o ouço a dizer com um sorriso encorajador: "No worries miss. It's safe!" Deve pensar que o facto de já terem sido alvos de terrorismo me amedronta. Como se isso não acontecesse cada vez mais na Europa. Olho para ele e devolvo o sorriso. Tenho mais medo da minha pessoa para ser sincera. Deixa-me no centro, pago e agradeço com a melhor pronúncia que consigo arranjar. Olho à minha volta. Toda a gente passa, todos se conhecem, todos parecem seguros para onde vão, todos estão no seu mundo, ninguém repara em mim. A pergunta que me assola é: "E agora? Para onde?".

 

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Sinto-me perdida, mas já que tomei esta decisão, não posso tornar-me mais cruel comigo mesma. Sei que ainda guardo os últimos tostões e se conseguir ainda me dão para alguns dias, mas não muitos. Trago a guitarra comigo. Faz tanto frio, estou encasacada como uma esquimó. Pareço uma idiota. Decerto haverá por aqui pousadas baratas. “Caramba” – penso – “Nova Iorque é um mundo e eu sou uma formiga em cada rua que passo”. Estou enganada, aqui ninguém se conhece, como vou eu conhecer alguém? Merda. Todos os pequenos seres são formigas que olham para o seu umbigo. Ainda agora cheguei e sinto-me impaciente, não quero isto, mas também não quero ceder aos meus medos. Creio que também eu olhei apenas pelo meu umbigo, e quando julgava que perdia o mundo, por perdê-lo a ele, por estupidez minha, perdi na verdade todos os que tinha à minha volta. Como voltar atrás? Como fazer diferente?
Agora não posso, e para me deixar de consciência tranquila vou fazer o melhor por mim. Se a vida me desse uma segunda oportunidade para amar eu seria a pessoa mais recompensada do mundo e então todos os meus fantasmas partiriam, mas a vida não é como nos filmes.
No exato momento em que pensava nisto, um rosto simpático mergulhado na penumbra veio falar-me… A sua mão pousara no meu ombro.
Com um português misturado num inglês dito a medo, perguntou-me onde podia jantar em conta, sem que precisasse de pagar muito.
Soltei uma gargalhada, não que tivesse piada, mas por instantes não me senti só.
- Eu falo português. – Disse eu depois de parar de rir.
- Uff. – Disse ele soltando um suspiro simpático, acabando por sorrir. – David. – Disse-me, apresentando e estendendo a mão ao mesmo tempo que me oferecia de novo um sorriso. Tinha uns olhos verdes quase da cor de lima e um olhar sonhador.
- Sofia. – Disse, retribuindo o aperto de mão.
Naquele instante em que ele me olhou, eu podia imaginar que tinha acreditado no amor à primeira vista e que o meu coração voltou a sonhar, mas não quis levantar falso alarme. Sim, estava cansada de falsos alarmes, de trair os outros como fiz com ele e comigo também.
- Felizmente não estou sozinha nisto. – Acabei por dizer.
- Quer ir a algum lado? Vamos procurar juntos algum lugar para jantar?
- Se me tratar por tu. Devemos ter a mesma idade.
Curiosamente tínhamos, a mesma idade, os meus gostos, as mesmas vontades, por incrível que pareça – os mesmos escapes.
Dividimos o maço de cigarros que ainda me restava e conversámos sobre tantas e variadas coisas pela noite fora, que parecia que o conhecia há mais de mil anos.
Ele tinha chegado há uns dois dias e andava tão perdido quanto eu, vinha de uma viagem pela Europa, em busca de mudança, vinha com intenções de mudar de vida e gastar pouco, aprender com o mundo, tal como eu fugia à monotonia, mas não me dissera quaisquer razões para a quebrar. O tempo encarregar-se-ia de mo dizer. Eu apenas desejava esse tempo para o conhecer melhor.
- O que pretendes? Ficar?
- Se tiver motivos. Porque não?
Por momentos, na minha inocência parva, sempre a chamar o coração, tive vontade de ser eu esse motivo, mas fantasia-lo, era, por si só, ridículo. Desde que partira naquele avião sentia-me uma louca à deriva, mas encontrar David foi, na verdade, o melhor que me podia ter acontecido.
Porque tempos mais tarde encontrámos razão um no outro para ficar, para ser, para estar. Ele concordou que eu devia fazer as pazes com o meu passado, pedir-me desculpa e depois fazer o mesmo com quem magoei.
Uma amizade verdadeira nasceu entre nós. Ele também era músico amador, mas juntos tomámos a música como opção, começando a tocar juntos nas ruelas, nas ruas mais movimentados, nos metros.
A primeira vez foi por brincadeira e, ao ver que fazíamos sucesso, a brincadeira tornou-se algo mais sério, um sonho, uma mudança no mundo, dos outros e do nosso.
Um ano mais tarde, fomos desafiados por uma discográfica, dividíamos um apartamento minúsculo sem nada haver entre nós, além da amizade profunda. Até ao dia, que o verdadeiro sonho de ambos se tornou real – o palco.
Aquele abraço na subida e no desejo de sorte, desenrolou-se no beijo mais especial de todos os tempos e, naquele momento e em todos os outros, em que a mudança foi a vitória da minha vida, eu agradeci ter partido, ter quebrado a minha tristeza, fugindo da rotina. Embora fugir nunca seja a solução, para mim foi a mudança. Hoje sou alguém bem resolvida com a minha pessoa, com quem sou, como o meu passado. E o meu presente? Com ele é especial, com a minha profissão, com o que somos, com o que temos – o mundo nas nossas mãos – e os seus dois dialetos universais – o amor e a música.

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(fotografia do filme "Walk the line")

08
Out16

Um texto para vocês neste dia de aniversário - 7 anos de blog!

Carolina Cruz

7 anos de blog… 7 anos de tantas alegrias, de tanto conhecimento, de amizade, de partilhas, de aprendizagens.
7 anos de blog, meus e vossos.
É verdade, sou eu que construo este cantinho, mas ele nunca teria tido um verdadeiro nome e um crescimento tão grande nestes 7 anos se não fossem vocês!
Por isso hoje é dia de vos agradecer e de festejar convosco!

 

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Dizem que o número 7 é o número da sorte, não sei se é ou não, mas é dos meus números preferidos, associo-o a anos de luta, de coragem e de amor, lá está de sorte!
Quero hoje partilhar convosco uma das razões, se não a razão maior, que me faz hoje em dia agarrar a vida tão fortemente e traduzi-la para as palavras que escrevo.

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Curiosamente, foi com 7 anos que o meu crescer perante a vida foi repentino, mais incomum e mais cedo que outra criança daquela idade.
Com 7 anos fui operada ao coração, pois um sopro fazia com que a válvula tricúspide deixasse passar o sangue para não devia… e esse sopro que em alguns caso fecha e passa, no meu caso não passou e aos 7 anos eu soube o que era ser operada, não da melhor maneira, mas sempre com uma coragem que ainda hoje me surpreendo com ela!
Fui acompanhada pela equipa do Hospital da Universidade de Coimbra, como se de uma verdadeira senhora se tratasse, e sei que embora não fosse ali tornei-me numa verdadeira mulher.
A minha mãe foi o meu maior suporte a todas as horas, lembro-me de ela me esconder a sua ausência à noite, em que eu passava sem ela, e embora soubesse disso e sentisse falta, só mais tarde lhe perguntei porque é que ela me mentira…
Foi um ano que fez com que o orgulho que tenho por ela, aumentasse ainda mais, porque foi uma guerreira sem cessar, ela e quem com ela permanecia, dando-me força.
Porque muito embora só tivesse tido noção da gravidade muito mais tarde, eu senti-o na pele e sentir na pele, creio, que é saber tudo e ter a certeza que aquilo não é o melhor que conseguimos ser.
Posso dizer que hoje poderia não estar aqui, quando nesse mesmo ano, após a operação fiz uma pericardite, uma infeção rara, em que o pericárdio se enche de um líquido e pode ter complicações graves, como a morte.
Não gosto de dar negatividade a este episódio da minha vida, nem me lembrar dos traumas que me trouxeram anos mais tarde, mas sim agradecer à força maior que sei que existe.

E essa força maior deu-me coragem para não me agarrar às coisas menos positivas, mas sim a viver cada dia como se fosse o último, a apaixonar-me pela vida, pelas pessoas, pelas suas histórias, por cada momento, por cada segundo que respiro.
Estas vitórias todas neste pensamento meu pouco derrotista e sim lutador por ver cada marca minha daquele lugar como a história do que sou, deram-me esse lado bom, de transformar tristezas em aprendizagens.
Em cada lado mau, eu vejo um lugar para aprender. Em cada momento bom ou mau, uma razão para escrever.
E tenho a certeza que já não irei largar nunca mais as palavras, viverão para sempre comigo, por isso quero acreditar que estes 7 anos são apenas um começo!

 

Obrigada por tudo, por darem cor às minhas palavras, por nunca abandonar este lugar e dar sentido a esta minha segunda casa.
Parabéns ao blog, a mim e a vocês, sou grata por vos ter desse lado! 

20
Set16

[Por aí] No blog "Chic'Ana"

Carolina Cruz

Hoje "Por aí" é numa onda muito divertida, ou não fosse uma publicação no blog da Chic'Ana, como resistir a uma gargalhada? Esta rapariga é o máximo!
Foi um prazer participar na rúbrica "One smile a day", em que a Ana convida um blogger para contar uma situação caricata e cómica que lhe tenha acontecido. Ora desastrada como sou, escangalhei-me a rir, porque, na verdade, não sabia que situação escolher, por isso contei umas quantas. E sobre quê? Autocarros!

 

Quem me conhece sabe que sou um desastre a andar nos transportes públicos, não é que não saiba andar, a cena é que... Tudo o que tem de acontecer, acontece comigo lá dentro, querem um exemplo?

 

«1. Mão entalada

Sim leram bem. Aqui a Carolina ia muito divertida com as suas colegas na gargalhada, apoiada na coluna da porta do autocarro, porque não havia nem lugares sentados e a malta que estava em pé ocupava todas as colunas do meio e eu lá pensei que estava segura… Mas, eis que uma colega minha ao desequilibrar-se toca no “STOP” e na paragem de seguinte a porta abre para ninguém sair, porque foi toque de engano. No entanto, serviu para entalar a minha mão, porque a porta desse autocarro que, ao contrário da maioria, abria para dentro.

Começo a entrar em stress, pois aquilo nunca mais fechava e a minha mão estava a ficar inchada, até que não aguentei mais e gritei ao condutor: “senhor por favor feche a porta, tenho a mão entalada” o problema começou realmente aí, é que a porta não fechava por causa da minha mão lá estar, já pensava o pior, até que consegui com algum esforço tirar a mão de lá, mão essa que me doeu e inchou durante o resto do dia.

Eu sei, é mau de mais!»

 

Querem ler mais? Então cliquem na divertida vinheta que a Ana fez para este post:

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 Obrigada mais uma vez, Ana! Foi um gosto pôr toda a gente a gargalhar!!

 

 

 

24
Ago16

[Completas-me] com Andreia de "O meu poema"

Carolina Cruz

E lá vamos nós, para uma viagem a duas mãos, as minhas e as talentosas mãos de escrita da Andreia, do fantástico blog "O meu poema"
Espero que gostem tanto, quanto eu gostei desta partilha. 

 

“Encosta a porta.
Deixa que o vento te sussurre ao ouvido, enquanto gemem, em rebuliço, os cravos cor de sangue imortal. Deixa que o tempo leve de arrastão as lembranças que entrelaçaram os nossos caminhos. Deixa que o adormecer da madrugada te traga o silêncio de um lampião à escuta, a fuga das estrelas, o sentido das palavras feitas nas entrelinhas.
Lê, uma vez mais, as cartas que eu nunca te escrevi, os beijos quentes de outono, os passeios longos, as conversas banais…
Guarda em ti o nosso pretérito mais que perfeito, onde cabiam todos os sonhos do mundo, uma vida inteira sem último dia, um lugar sem pressa, sem futuro, sem questões.
Depois, quando a estação mudar, não penses mais!
Rasga os versos que escreveste e atira para o mar. Rasga a pele que há em ti e rompe a saudade mordaz que te prende, que te amarra, que te queima, que te destrói.
Denuncia-te!
Levanta os teus sonhos, ao nível dos olhos, e arrasta a poeira de cada calafrio. Levanta-te sem que destruas a história que te deixou ver o amor sem pernas e sem braços, sem dias a mais ou filas de espera. Esvazia o tempo em contrarrelógio, porque houve um dia em que contruímos o nosso castelo na areia, enquanto se deixavam bater, pelas ondas, as memórias de um refúgio antigo, de um desejo secreto, de uma mágoa apagada.
Por agora, agarra bem a almofada. Prende-te à humidade das lágrimas salgadas que irrompem do escuro, do relento de uma alma sem destino, de um ritmo descompassado, de uma angústia em tempo morto, onde a única certeza…”

 

Andreia o teu poema.jpg

...é inutil. Cerca-te de uma coisa, de um pensamento que te encaminha à realidade: ele não voltará, como não volta a revolução de Abril. Tal como a história de outrora, ele apenas mora no teu pensamento, em cada recordação tua, do teu passado. Deixa que alguém mais tarde ocupe o seu lugar, ele será apenas uma lágrima, um pedaço de sangue que não te merecerá jamais.

Viveres nessa amargura, é só idiotice tua, não escarneças a tua pessoa. Vive. Abandona todas as dúvidas e segue o teu sonho, aquele que ninguém vivenciará por ti, tu és dona disso, da tua certeza, da tua vida, não deixes que ninguém diga para onde vais, se não é esse o teu caminho. Conta as horas, vive cada segundo e mostra o mundo que não és as muralhas desse castelo mas a rainha que ficou na história não por morrer pelo amado, mas por ser a primeira a vencer a mais terrível das batalhas.

 

10
Ago16

[Completas-me ] com Andreia Morais

Carolina Cruz

Hoje abri as gavetas da casa encantada da Andreia e consegui (estou muito contente por isso!) que ela partilhasse connosco as suas palavras (mais uma vez fantásticas!), vamos lá lê-las:

 

«Quando entrei desesperada pelo quarto do hospital, guiada pelo barulho das máquinas, senti um baque forte no peito, como se me estivessem a arrancar o coração a frio. Senti o meu corpo a gelar, as pernas a ceder de nervos e as lágrimas a inundarem-me o rosto. O teu coração parara de bater, de vez, apesar de tantas vezes ter pedido para que não o permitisses, e a linha presente na máquina que se encontrava ao pé da tua cama era contínua e fazia um barulho insuportável, que me arrancava mais um pedaço de mim.
Morri por dentro como tu acabaras de morrer, mas a grande diferença é que eu ainda estava de pé e saudável, só precisava de recuperar do choque, já tu acabavas de partir para um lugar de onde não sei morada para te escrever, de onde não terei noticias tuas e onde não te poderei ir visitar, pelo menos por agora. Só me resta esperar que te transformes numa pequena e brilhante estrela, que te posiciones no céu em frente à minha casa e que olhes por mim, pois eu cuidarei de ti da única forma que ainda consigo: amando-te para sempre!

No último ano, a minha vida foi uma autêntica correria…»

 

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Tornei-me na mulher que eu sei que terás todo o orgulho. Fui atrás de todos os sonhos que ficaram pendurados desde que adoeceste. Escrevi sobre ti, falei sobre nós. Dei cor às palavras dos teus momentos mais cinzentos, dei sorrisos à tua dor e uma mensagem especial dando outro sentido a tudo o que acontecera contigo.
Dei a volta ao mundo, para dar esperança a todas as crianças que também perderam a coragem de viver, tu foste forte até ao fim do teu fim, até a cada segundo dessa tua breve vida.
Quero que o meu filho viva no coração de cada mãe que ajudo, de cada jovem que dou esperança. Eu posso não te ter aqui, mas trago-te sempre no meu regaço, onde escrevo o teu amor no meu peito. Sempre foste meu, sempre serás. Não morreste, morremos, mas ainda sobrevivo, com esta força que arranjei para respirar.
Se pudesse morreria contigo, em vez de ti, mas hoje sei que não é possível fazê-lo, que Deus quis tornar-te num anjo e eu o teu mensageiro.
Amo-te, na doçura de um abraço eterno, meu amor maior.

22
Jun16

[Completas-me] Com Joana Freitas

Carolina Cruz

Hoje a nossa blogger convidada é a simpática Joana Freitas do blog "Quase Italiana" (um blog com temas variados e interessantes para diferentes públicos-alvo). O seu texto é sobre o amor, que tantas vezes nos dececiona... 
Escrevemos juntas este texto, espero que gostem! :)

 

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"Só estou a dizer adeus às memórias.... Sim, às nossas... Aquelas que simplesmente jogaste pela janela fora quando cada um foi para seu lado. 
Sabes... Confesso que ainda tinha 1% de esperança, até te encontrar em plena rua de mão dada com uma desconhecida. Desconhecida, para mim, porque, para ti,  pelo que vi, já a conhecias tão bem que até trocavam os mesmos carinhos que os nossos. 
E tu perguntas, "Se sempre tiveste esperança porque não vieste até mim?" 
Eu sempre ouvi dizer que devíamos deixar voar tudo aquilo que nos faz mal, e o que fiz, foi apenas te dar a liberdade que tu nunca me deste. 
Se ainda dói? Dói... Mas não tanto como ontem. E a dor, vai desaparecer com o passar dos dias. Vou ganhar novos hábitos, fazer novas amizades, conhecer coisas novas", a minha vida sera melhor, porque se te afastaste do meu caminho, por alguma razao foi, sobretudo para me dar força e para me fazer lutar pelo meu amor proprio, coisa que nunca existiu quando existias por perto. Amanha eu sei serei mais forte, mais capaz de vencer a saudade e abraçar outro alguem que me respeite, que veja em mim o que tu nunca viste. Nao terei pena se voltares e me quiseres de volta, se isso acontecer vou bater palmas e fazer troca de ti, mostrar que nao me abalaste, que consegui ser feliz, e provar que fiz isso tudo por mim, "tudo sem ti". 

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