Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Gesto, Olhar e Sorriso

Palavras que têm vida.

04
Abr18

[Por aí] No blog do "Pum Pum"

Carolina Cruz

Experiência-Estereofónica-25-Temporada-2-Promo-C

 

Olá sorrisos!
Sei que já venho um bocadinho atrasada, vá uma semana, mas nunca é tarde para divulgar seja o que for, muito menos podcasts tão divertidos como este. 
Pois é, fui convidada pelo blogger "Pum Pum" para o seu podcast "Experiência Estereofónica" para falar um pouco mais sobre mim e o meu blog.

A malta do blogs Sapo já deve ter assistido através da minha querida "Simple Girl", a quem eu devo publicamente um obrigada e um abraço apertadinho, pois ela decidiu fazer-me uma surpresa e divulgou o podcast no qual participei! Obrigada Simple! Desculpa, mas fazendo este post não podia deixar passar isto em branco! :)

Agora voltando ao podcast do blog do "Pum Pum", achei uma experiência muito interessante e sem dúvida que voltava a repetir. 
Nesta conversa falámos sobre a minha nova página de facebook (que já tem um ano, na verdade!), sobre a minha escrita, os seus detalhes, o conteúdo do blog, as séries, filmes assistidos e livros lidos. 
Foi uma conversa bastante interessante e divertida.
Podem conferir tudo em baixo! 
Espero que gostem, porque eu, volto a repetir, adorei o desafio e, mais uma vez, agradeço ao "pum pum" por este convite! Obrigada :)

 

 

15
Fev18

[ACMA] Guarda-me para sempre na tua história

Carolina Cruz

Mais um post em conjunto com o projeto "A cultura mora aqui"!
O tema deste mês é TRADIÇÕES E COSTUMES
Decidi escrever sobre o amor proíbido no choque de culturas e tradições. Espero que gostem!

Yoann Boyer, via Unsplash.jpeg

 

Ainda me lembro, como se fosse hoje, o dia em que os nossos olhos se conheceram. 
Os teus olhos verdes apaixonaram-me ao primeiro instante, mas o que soube pouco depois desmoronou qualquer paixão possível de durar.
Quis o destino que nos encontrássemos em Londres, mas não era nossa cidade natal.
A tua vida era inquieta, a tua forma de ser ainda mais.

- Esta é a minha mulher! - disseste semanas mais tarde.

Apertei-lhe a mão e sorri. Que sorriso amargo! 
Quando ela se afastou, disseste baixinho e apertaste a minha mão:

- Não nos amamos.

Soltei um riso penetrante, olhaste à tua volta e abaste-o com um beijo.
Recordei todas as vezes em que nenhuma das nossas diferenças importava, nem as nossas ideologias, religião ou tradições.
O meu corpo era apenas um corpo de mulher que encaixava como um puzzle com todas as peças no teu.
Esse amor poderoso, o sabor do prazer, a delicadeza de um beijo na testa, de um simples sorriso.
Naquela hora em que cruzei o olhar com a tua mulher, pensei e consenti que tudo o que havíamos vivido não passara de um sonho que morrera.
Como tinhas a lata de dizer que não a amavas? Ou de me beijar depois de tudo?
O amor é um verdadeiro lixo e pior que isso, é a cultura deformada de cada lugar, as tradições que não mudam e as mentes que continuam fechadas.
Eu sabia que eras indiano e eu, portuguesa que sonha, acreditei que seria diferente, que a tua família não tinha escolhido pretendente alguma quando nasceras.
Doía-me a certeza de que, mesmo que não a amasses ou me amasses, não poderíamos ficar juntos. Por mais amor que vivêssemos ou sentíssemos, não teria força suficiente para arrebatar qualquer cultura poderosa com tradições enraizadas. 
O que será de nós dois? O que faremos do nosso amor impossível?
Não serei capaz de me subjugar a amar-te escondida.
Quem sabe se noutra vida nos cruzaremos de novo e, com vidas diferentes, poderemos amar-nos tranquilamente.
Não nos podemos magoar, apenas ter esperança de que algures, em tempos que virão, isso aconteça. 
Hoje, aqui, não te posso amar mais, leva o meu beijo contigo e guarda-me para sempre na tua história. 

 

[Foto by Yoann Boyer, via Unsplash]

 

Sobre o projeto A Cultura Mora Aqui
 

ACMApng (1).png

Criado pela Ju, do blog Cor Sem Fim, o projeto A Cultura Mora Aqui - ou ACMA, para abreviar - tenciona, tal como tenho vindo a referir nos meses anteriores, trazer a cultura de volta à internet com temas mensais ou bimestrais. Para participarem, só têm de enviar um e-mail com os vossos dados para acma.cultura@gmail.com - aproveito para repetir que não vamos falar sobre outfits, maquilhagem, moda, etc, e que qualquer um de vós pode participar, não sendo obrigatório fazê-lo todos os meses. Para não perderem nenhum post, já podem seguir a página do ACMA no facebook e a Revista.

24
Jan18

[Completas-me] com Sofia Alves Cardoso

Carolina Cruz

Bom dia, queridos sorrisos. Hoje tenho um prazer imenso de apresentar o "completas-me" com uma pessoa que admiro muito, não só pela sua escrita, mas como pessoa. Adoro a Sofia e vocês também vão adorar, basta acederem à sua página: Sofia Alves Cardoso
O nosso texto, feito a duas mãos, foi mesmo desafiante, espero que gostem: 
 

"Pela enésima vez, relato a minha história. Dissimulo que a chaga não dói e que sou a mais forte das mulheres. O doutor sabe. É um homem de estudos, não obstante eu não confiar em homens há já muito tempo, mas o doutor sabe do que precisa e se eu tiver de rasgar o meu peito e dissolver a minha essência, fá-lo-ei. É assim que vocês fazem as coisas, não é? Reavivando memórias que gostaríamos de manter trancadas a sete chaves. Mas é o seu emprego doutor, eu entendo isso. Não se culpe. Por muitos anos fui uma mulher tola. Mas o meu tempo não é o do doutor. O senhor é uma pessoa formada, com estudos, e conhecedor de leis. Eu não era, nem sou, uma pessoa de muitos conhecimentos e a minha vida foi voltada para a obediência. Eu não era mais que um cãozinho adestrado. Emília, vai ali. Emília, não faças isso. Emília, vais apanhar uma tareia se não fizeres aquilo. O que acha, doutor? Não tenho razão? A questão é o hábito. Novamente, tal como um cãozinho adestrado a minha vida era uma rotina de obediência cega e muda. Porque, naquele tempo doutor, o conhecimento era uma arma mortífera e só os homens tinham acesso, mas isso o senhor sabe. E eu lia muito, na calada da noite, depois do meu pai ter feito o servicinho dele comigo e com as minhas irmãs. E sabia que tudo estava tão errado… A minha irmã mais velha morreu quando eu tinha catorze anos. Ela tinha dezanove. Arranjou um namoradito que o meu pai tratou de assassinar na noite de 13 de Maio, porque, dizia ele, que nós éramos dele. A minha irmã foi enterrada no dia 15 de Maio desse mesmo ano. Juntamente com a sua infância roubada. E eu e a minha irmã Casimira vivemos com a sua fúria mais uns quantos anos até que decidimos contar o que se passava. Doutor, você sabe que naquele tempo não tínhamos o mesmo conhecimento como agora e, por isso, decidimos que na confissão iríamos relatar o que se tinha sucedido. Mas sabe o que recebemos? Uma alta gargalhada que ecoou em toda a igreja. Era impossível que o nosso pai, um devoto cristão que pagava os seus deveres atempadamente, fosse capaz de tal, acusando-nos ainda de almas tolas e devassas cujo perdão deveria ser solicitado junto do Altíssimo. Diga-me, doutor, onde reina a hipocrisia?"

large.png

 

O meu pai, poderoso homem de simpatia, renegado aparentemente aos desígnios de Deus, desde a morte da nossa mãe, não passou de um completo monstro que matei com as minhas próprias mãos e embora tenha sido em legítima defesa todo a minha alma se remói e se mata desde esse fim de tarde de sol, em que mais uma vez e sem pedir autorização, o meu corpo foi usado e penetrado, com as suas mãos sujas, pela mesma carne e esperma que me fizera nascer, sinceramente preferia nem ter existido. Para não se ser nada, para que é que vale a pena existir? 
Fomos mulheres e nem mulheres fomos, a minha irmã mais velha morreu com um filho no ventre, um filho seu, um irmão nosso... Diga-me, olhe-me nos olhos, veja a sua transparência, o seu vazio, o nada que sou. O que ganhava eu, que sempre amei o meu pai além de todo o ódio, vir dizer em praça pública que ele era o estrume da nossa existência? 
Não há nada mais doloroso do que viver e não se ser nada. E creio que dentro do meu desespero por não nada ser, eu consegui ser o suficiente, amar-me o suficiente, para acabar primeiro com o meu pai do que comigo. 
Agora que posso confiar no doutor. Agora que contei mais uma vez a minha história. Depois de 25 anos a viver na miséria, a ser um pedaço de carne morta ao serviço promíscuo do meu progenitor, eu quero partir, quero ter a força de seguir em frente, de começar se possível uma nova vida. Sei que será difícil nestes meses em que não me posso ausentar do país, mas onde fui todos estes anos? O que vivi? Nada, existi, por isso viver será um começo, enquanto suspiro e sinto o vento no meu rosto. Amanhã virá, e eu acredito que será melhor. O corpo vai demoradamente aos poucos abandonando a dor e nascerá o sorriso que nunca conheci. 
Acredita em mim, doutor?

 

Photo by Teree in we heart it

10
Jan18

[Completas-me] Com a Elsa

Carolina Cruz

Olá, sorrisos! 
Vocês ainda se lembram desta rúbrica?!
Pois é, está de volta ao blog, desta vez quem me acompanha na escrita é a minha querida Elsa, que é muito simpática e o seu sorriso é maravilhoso! Ainda não conhecem o blog "As teorias da Elsa"?. Tratem já disso porque o seu blog transmite imensa felicidade e conforto a quem o visita. E é mesmo sobre felicidade que escrevemos (juntas) hoje! Espero que gostem!

 

"Todos os dias faço o mesmo percurso na procura do meu eu. Na busca da perfeição interior. No encontro comigo própria. Encontro a felicidade em cada movimento. Encontro a felicidade no cruzamento com os outros. Num pequeno gesto incalculado, esboço um sorriso. Uma satisfação que me completa... O que me preenche são as pessoas. Os seus passos. Os seus sorrisos. As suas vivências. Os seus ensinamentos. Completo-me de pessoas e guardo atitudes. Existem pessoas que me magoam. Afasto-me. Nego a sua existência. Não me completam. Pego nas experiências que me transmitem e absorvo. Tenho um chip sentimental muito sensível. Choro, grito e odeio, mas tudo passa. Eu quero que passe. Quero que apenas os bons sentimentos fiquem. Empurro o que não me interessa até ao precipício e rio maquiavelicamente quando cai. Quero ser feliz. Sou feliz. Eu só sou o que eu quero. Ninguém manda no meu ser. Eu completo-me. Tu completas-me. Existe outro ser. Uma realidade paralela. Um patamar superior. Quem sou eu? Alguém. O que quero ser eu? Feliz! Com quem? Com a metade que me completa. Quem é? És tu. És tu... Um ser imperfeito que vive na perfeição da minha vida. Que estou eu a dizer? Chama-se procura... Vivo numa eterna procura sem sentido. Sou e serei uma eterna insatisfeita e incompleta. Tenho tudo, sempre tive. O que me falta? Nada."

 

clock-cute-fashion-photography-time-Favim.com-4577

 

Por isso não me compreendo, sei o que quero, luto por isso, mas ao mesmo tempo há um medo que surge, é um medo que tem nome: amor. E eu amo-te tanto que tenho receio perder-te no tempo das memórias. Porque esta procura incessante de mim, não existe sem ti, mas tu já não estás do meu lado, partiste e desde que partiste eu continuo a minha vida, mas não da mesma forma que me encontraste naquele tempo, porém esse tempo não passou por mim e eu continuo a querer-te como sempre te quis, podes voltar?
Porque quando digo que não me falta nada, eu acredito que ao faltares-me tu, falta-me o coração que bate, falta a vida, falta tudo e eu ainda digo que não me falta nada. Se eu não me percebo porque irias tu perceber-me?
Apetece-me matar a rotina, os gestos, as formas de vida e procurar a constante certeza que é ter-te nos meus braços. Tu és a minha pessoa preferida e sem ti, tenho tudo, mas não tenho nada.

22
Fev17

[O teu olhar] Agradece à natureza

Carolina Cruz

IMG_2265.JPG

 

Eu gosto de perguntar muitas vezes. Juro que gosto de me questionar porque é que o ser humano não poupa a natureza? E é nestes momentos em que me sento e me sinto só eu e o mundo, que penso que perdemos tanto por fazê-lo. Muito mais que julgar que ganhamos, nós sabemos que estamos a perder.
E por isso não ganhamos nada, rigorosamente nada. Estamos a perder a nossa dignidade, o nosso ar puro, a nossa vida.
Os que muito têm, na verdade não têm nada, porque a vida é muito mais que um bolso cheio, é poder sentar-se aqui, ter tempo para respirar e agradecer à natureza pelo seu ar puro, quando o faço sinto que não necessito de nada, que tenho tudo. Agradeço.
Agradecer faz tão bem, sinto que muitas pessoas não o fazem, resignam-se à sua mestria, à sua rotina, àquilo que acham que têm de melhor, que é melhor do que o dos outros.
Sou da opinião, que se a maioria da gente a quem o coração bate, agradecesse, o mundo tornar-se-ia um lugar melhor, as pessoas aprendiam a agradecer o que têm, sem depender do dinheiro que lhes pagam ou lhes devem, seriam mais calmas, mais generosas, e mais pacificas como ensina a natureza, porque se ela se enfurece foi porque o homem não foi de todo simpático para com ela.
Por isso, senta-te, inspira, expira, agradece pelo que tens, à simplicidade da tua natureza e sê feliz, depois o amor nasce, a amizade cresce, e o teu ego também.
É tão simples não é? Agradece.

 

(Fotografia da autoria de Daniela Marinho, autora inspiradora do blog fantástico - "Not my cup of tea")

 

 

21
Dez16

[Completas-me] com a Marina

Carolina Cruz

É com todo o prazer que hoje trago a simpática Marina, do blog "O olhar da Marina" para comigo contar uma história sobre amor verdadeiro. Espero que gostem do texto tanto como eu gosto da Marina (ainda não visitaram o blog? Tratem disso!).
Aqui vai o nosso texto a duas mãos. 

255375_447386641962684_1735534937_n.jpg

“Ele olhou para mim e de repente o meu sorriso desapareceu pois eu notava que aquele olhar estava cheio de perguntas, cheio de sentimentos, ele parou nesse instante analisando o meu rosto e eu virei a cara para ele não perceber, reagindo friamente.
Ele aproximou-se de mim como que em câmara lenta “porque é que não o viste antes assim?! agora tudo está perdido, não vale a pena”, e sem querer uma lágrima escorreu me pelo rosto.
Ele olhando me nos olhos acariciou-me o rosto limpando a lágrima que me caia, eu baixei a cabeça e ele gentilmente pegou no meu queixo com suavidade e aproximando-se de mim beijou-me lentamente os lábios, quase que podia sentir a minha cabeça a explodir de tanta paixão, sentimentos escondidos e reservados que naquele momento
ganharam vida.
O beijo foi cada vez mais ganhando vida, e passou de um beijo lento e suave a um beijo mais desesperado e intenso. Eu correspondia, pois nesse momento ambos descobrimos que apesar de todos os obstáculos, apesar de tantos erros, apesar de a vida por vezes querer que nos afastássemos, nós estávamos completamente apaixonados e nada poderia nos separar naquele momento, porém…” ainda eramos o típico casal “Romeu e Julieta”, ainda que apaixonados e jurando amor eterno, tínhamos de o fazer em segredo, porque se o meu pai descobrisse e o dele estávamos bem lixados, tínhamos de, tal como num filme, morrer por amor.
- Receio perder-te de novo. – Disse-lhe.
- Isso não vai acontecer, não agora, nunca! – Respondeu-me. – Se eu tiver de dizer ao mundo que te amo, nada me poderá impedir de o fazer, nem os nossos pais.
Júlio era indiano, e fugira ao seu casamento prometido pela sua cultura e eu, portuguesa de gema, de uma família endinheirada, devia estar casada com um empresário ou um médico de eleição, mas não, em plenos 34 anos permaneço aqui, a escolher o amor, mesmo depois de todas vezes em que neguei a mim mesma, gostar de alguém como ele. Como ele? O que ele tinha a menos que um médico de sucesso? Talvez dinheiro, mas isso não era nada comparado com as horas de amor a mais que podia ter comigo, do tempo que dispensaria a amar-me e não a ter-me como apenas mais uma medalha na sua vida tão conceituada. Não, mesmo que me dissessem que morreria se escolhesse com ele ficar, eu continuava a querê-lo, sem sombra de dúvidas. Mas eu não iria morrer. Eu iria amar o homem a quem prometi, sem saber outrora, anos da minha vida e, então, sendo amor, amor verdadeiro, essa força sobre-humana, ninguém podia (de)terminá-lo, nem mesmo a morte.
Por isso após recear, recomecei uma nova vida fora da minha zona de conforto, a zona de outrora, porque junto de quem menos julgaram estar junta o meu conforto renasceu e, hoje eu sei ver no amor, o caminho para a felicidade.

 

BlueValentine.jpg

 

02
Dez16

[O teu olhar] Dezembro está de volta

Carolina Cruz

João Pires.jpg

 

Dezembro está de volta.
Vem carregado com o seu frio característico e a sua neve que mesmo arrefecendo as mãos, aquece o coração com brincadeiras em família.
Dezembro está de volta. Já? É verdade, parece que foi ontem que 2016 estava a começar e agora pouco falta para terminar.
O tempo voa, o tempo é uma constante rapidez, ontem ainda era Agosto, hoje embrulhamo-nos nas mantinhas, no consumismo natalício e na sua magia das pequenas coisas.
O Inverno virá com o seu chocolate quente, com os presentes variados e a neve que cai no beiral fazendo com que desejemos que os nossos sonhos maiores se concretizem, e que o novo ano venha com saúde e mais felicidade, aproveitando cada segundo desta vida que passa na rapidez de um piscar de olhos.
Por isso vamos ser felizes em Dezembro, vamos ser felizes no ano inteiro que virá.

 

(Fotografia do simpático João Pires, do blog "anjo da esquina", visitem porque o João tem muitas histórias para contar neste olhar e noutros muito bonitos) 

25
Nov16

[Por aí] Follow Friday no blog da "Simple Girl"

Carolina Cruz

tumblr_o2ygpeKEXX1uhdi74o1_500.jpg

 

Sempre achei especial que o facto de escrever me deixasse tão completa, tão feliz, motivada para o que desse e viesse. Escrever sempre me ajudou a aceitar e a receber o que a vida tem para me ofercer - o bom, o mau e consigo a aprendizagem. 
Criar um blog foi um desafio, um lugar onde colocar as minhas palavras foi de início o meu objetivo. 
De dia para dia, esse lugar tornou-se um sonho e também uma partilha para os poucos que me seguiam. 
Passaram-se anos (sete) e esses poucos começaram a ser mais, muitos mais e o gosto pela escrita tem vindo igualmente a aumentar, assim como o sonho de lhes dar vida.
O objetivo passou a ser que quem me lesse sentisse que todos erramos, que todos temos dias maus, feridas, mas que ainda assim, ainda há tanto de bom, que a vida sabe como nos compensarmo e nos fazer felizes. Acreditava que podia fazer acreditar, que ao oferecer as minhas palavras a quem as quisesse ler, tornaria o "mundo" num lugar melhor. E o blog passou a ser um desafio maior, meu, com a vossa participação.

Hoje tive mais uma prova viva de que nada do que escrevo é em vão. Que valeu (e vale) a pena todo este crescimento, todo este tempo que dedico às minhas palavras, que dedico a quem me lê, a quem também me escreve e escreve comigo.

A "Simple Girl", essa querida blogger que usa da simplicidade a sua forma de olhar o mundo e de escrever, dedicou-me hoje, o seu "Follow Friday" (o seu primeiro), fazendo-me sorrir até às lágrimas. Fazendo-me entender que, nas pequenas coisas, nós conseguimos tão bem, ajudar e transformar o mundo num lugar melhor.

Vou mencionar algumas das suas palavras, mas prometam-me (por favor!) que passam por lá para lerem a dedicatória completa e, é claro, para visitarem o seu cantinho tão especial.

 

"Não sei porque estou a escrever tanto. Talvez porque adoro a Carolina e aos textos dela. Talvez porque ao ler o que ela escreve consigo arranjar mais força em momentos que estou a perdê-la. Talvez porque as palavras dela me inspiram a ser melhor a cada dia, a lutar pelo que quero, a não desistir quando é o que mais me apetece fazer.
O blog da Carolina é o Gesto, Olhar e Sorriso e é para mim um dos melhores blogs que sigo. Numa altura atarefada da minha vida com trabalhos para a faculdade, era lá que passava uns momentos de pausa a deliciar-me com os seus textos maravihosos. Não era - nem é - uma perda de tempo porque ao ler as palavras dela parece que me acalmo, que volto a ter esperança na vida, que o melhor é não desistir e continuar a tentar."

 

Sinto-me como se me tivesses abraçado, e sabes como eu adoro abraços. Aqui tens o meu também 
Sinto-me grata. 
Um obrigada, é pouco. 

 

16
Nov16

[Completas-me] Com a RP

Carolina Cruz

Hoje o "Completas-me" está de volta! Finalmente! - devem dizer vocês. É verdade, mas como disse no facebook, eu não gosto de fazer as coisas à pressa, mas sim dedicar-me de todo o coração àquilo que abraço. E esta rúbrica, como todas as outras, merece a minha perfeição, e como ela não existe, eu procuro dar o meu melhor. 
Hoje trago-vos a minha querida e simpática RP para um texto sobre quebra de monotonia e mudanças. E é engraçado que esta história fez-me sonhar que estava num avião com ela, não é curioso? :D

Vamos ler? Espero que gostem desta história escrita a duas mãos!

 

"Agora que o avião colocou as rodas no chão é que caí em mim. O meu estômago embrulha-se, tal é a minha ansiedade. Constato, agora que estou mais lúcida, que pouco me falta para ter um ataque de pânico. Mas onde é que estava com a cabeça? Como fui capaz de largar toda uma vida? Uma bagagem? Os amigos? A família? Os meus pais choraram tanto. Disseram que todos temos segundas oportunidades. Que fugir não é solução, nunca é! Não concordo. Acho que a pior das hipóteses era ficar. Voltar aos mesmos lugares, ver as mesmas pessoas. A cabeça quente achei que sair do país era o ideal. Mas não para a Europa já com um emprego e uma casa garantidos para os tempos de adaptação. Conheceria alguém. Isso resultaria em familiaridade, em questões, em voltar ao mesmo. Não queria isso. Tudo menos isso... Talvez o meu pânico se deva a sair da zona de conforto. Ao facto de não conhecer ninguém a quem recorrer, a não conhecer o lugar. Ou a ambos. Que raios! Lancei-me de cabeça. Nem sequer o idioma sei. Não tenho emprego. E se não arranjar? Não tenho conta bancária para uma estadia demasiado longa.   As portas do avião abriram. Nem sequer sei onde é a saída do aeroporto. Sigo a multidão. Faço neste momento parte do rebanho. Eu que sempre fui contra isso, que sempre me revoltei com as imposições. Aliás agora que penso nisso lembro-me das pessoas que tanto dececionei. Os meus pais que sempre batalharam para me darem uma vida estável. E cujas regras sempre me obstinei a cumprir. Os meus amigos que sempre me deram um apoio e conselhos e eu largo-os. O meu cão, até ele que tanto gosto dececionei ao não o trazer comigo. Todas as relações falhadas que tive. Não culpo nenhum deles. Culpo a minha pessoa, a insatisfação crónica, o só querer estar onde não estou... Eu fui a pessoa mais dececionante que lhes poderia passar na vida. E nenhum deles merece. Estão táxis à porta. Rabisco o nome do centro da cidade e mostro ao taxista que acena com a cabeça como quem diz que entendeu. Olho pela janela e reparo em como tudo é tão novo, o que me entusiasma, e tão estranho, o que me aterroriza ainda mais. O taxista deve ter reparado na minha cara porque o ouço a dizer com um sorriso encorajador: "No worries miss. It's safe!" Deve pensar que o facto de já terem sido alvos de terrorismo me amedronta. Como se isso não acontecesse cada vez mais na Europa. Olho para ele e devolvo o sorriso. Tenho mais medo da minha pessoa para ser sincera. Deixa-me no centro, pago e agradeço com a melhor pronúncia que consigo arranjar. Olho à minha volta. Toda a gente passa, todos se conhecem, todos parecem seguros para onde vão, todos estão no seu mundo, ninguém repara em mim. A pergunta que me assola é: "E agora? Para onde?".

 

tumblr_m0fvspOgQC1qjcyoho1_500_large.jpg

 

Sinto-me perdida, mas já que tomei esta decisão, não posso tornar-me mais cruel comigo mesma. Sei que ainda guardo os últimos tostões e se conseguir ainda me dão para alguns dias, mas não muitos. Trago a guitarra comigo. Faz tanto frio, estou encasacada como uma esquimó. Pareço uma idiota. Decerto haverá por aqui pousadas baratas. “Caramba” – penso – “Nova Iorque é um mundo e eu sou uma formiga em cada rua que passo”. Estou enganada, aqui ninguém se conhece, como vou eu conhecer alguém? Merda. Todos os pequenos seres são formigas que olham para o seu umbigo. Ainda agora cheguei e sinto-me impaciente, não quero isto, mas também não quero ceder aos meus medos. Creio que também eu olhei apenas pelo meu umbigo, e quando julgava que perdia o mundo, por perdê-lo a ele, por estupidez minha, perdi na verdade todos os que tinha à minha volta. Como voltar atrás? Como fazer diferente?
Agora não posso, e para me deixar de consciência tranquila vou fazer o melhor por mim. Se a vida me desse uma segunda oportunidade para amar eu seria a pessoa mais recompensada do mundo e então todos os meus fantasmas partiriam, mas a vida não é como nos filmes.
No exato momento em que pensava nisto, um rosto simpático mergulhado na penumbra veio falar-me… A sua mão pousara no meu ombro.
Com um português misturado num inglês dito a medo, perguntou-me onde podia jantar em conta, sem que precisasse de pagar muito.
Soltei uma gargalhada, não que tivesse piada, mas por instantes não me senti só.
- Eu falo português. – Disse eu depois de parar de rir.
- Uff. – Disse ele soltando um suspiro simpático, acabando por sorrir. – David. – Disse-me, apresentando e estendendo a mão ao mesmo tempo que me oferecia de novo um sorriso. Tinha uns olhos verdes quase da cor de lima e um olhar sonhador.
- Sofia. – Disse, retribuindo o aperto de mão.
Naquele instante em que ele me olhou, eu podia imaginar que tinha acreditado no amor à primeira vista e que o meu coração voltou a sonhar, mas não quis levantar falso alarme. Sim, estava cansada de falsos alarmes, de trair os outros como fiz com ele e comigo também.
- Felizmente não estou sozinha nisto. – Acabei por dizer.
- Quer ir a algum lado? Vamos procurar juntos algum lugar para jantar?
- Se me tratar por tu. Devemos ter a mesma idade.
Curiosamente tínhamos, a mesma idade, os meus gostos, as mesmas vontades, por incrível que pareça – os mesmos escapes.
Dividimos o maço de cigarros que ainda me restava e conversámos sobre tantas e variadas coisas pela noite fora, que parecia que o conhecia há mais de mil anos.
Ele tinha chegado há uns dois dias e andava tão perdido quanto eu, vinha de uma viagem pela Europa, em busca de mudança, vinha com intenções de mudar de vida e gastar pouco, aprender com o mundo, tal como eu fugia à monotonia, mas não me dissera quaisquer razões para a quebrar. O tempo encarregar-se-ia de mo dizer. Eu apenas desejava esse tempo para o conhecer melhor.
- O que pretendes? Ficar?
- Se tiver motivos. Porque não?
Por momentos, na minha inocência parva, sempre a chamar o coração, tive vontade de ser eu esse motivo, mas fantasia-lo, era, por si só, ridículo. Desde que partira naquele avião sentia-me uma louca à deriva, mas encontrar David foi, na verdade, o melhor que me podia ter acontecido.
Porque tempos mais tarde encontrámos razão um no outro para ficar, para ser, para estar. Ele concordou que eu devia fazer as pazes com o meu passado, pedir-me desculpa e depois fazer o mesmo com quem magoei.
Uma amizade verdadeira nasceu entre nós. Ele também era músico amador, mas juntos tomámos a música como opção, começando a tocar juntos nas ruelas, nas ruas mais movimentados, nos metros.
A primeira vez foi por brincadeira e, ao ver que fazíamos sucesso, a brincadeira tornou-se algo mais sério, um sonho, uma mudança no mundo, dos outros e do nosso.
Um ano mais tarde, fomos desafiados por uma discográfica, dividíamos um apartamento minúsculo sem nada haver entre nós, além da amizade profunda. Até ao dia, que o verdadeiro sonho de ambos se tornou real – o palco.
Aquele abraço na subida e no desejo de sorte, desenrolou-se no beijo mais especial de todos os tempos e, naquele momento e em todos os outros, em que a mudança foi a vitória da minha vida, eu agradeci ter partido, ter quebrado a minha tristeza, fugindo da rotina. Embora fugir nunca seja a solução, para mim foi a mudança. Hoje sou alguém bem resolvida com a minha pessoa, com quem sou, como o meu passado. E o meu presente? Com ele é especial, com a minha profissão, com o que somos, com o que temos – o mundo nas nossas mãos – e os seus dois dialetos universais – o amor e a música.

Éramos um.jpg

(fotografia do filme "Walk the line")

18
Out16

[Tag] Filmes

Carolina Cruz

A justanordinarygirl e a Anna desafiaram-me para esta tag e como adoro cinema, já não é novidade para ninguém, tive de aceitar é claro! Vou tentar não repetir nenhum filme ok? Bora lá começar o desafio!

1. Último filme que vi: Remember Sunday! - simples, divertido e muito amoroso *.*

2. Filme para rir: Love, Rosie - divertido, romântico, choras e ris ao mesmo tempo!

3. Filme para chorar: A culpa é das estrelas - já o vi 7 vezes e choro sempre!

4. Um filme que quero muito ver: Ela.

5. Um suspense: Mata-me de prazer - "Killing me softly" 

6. Um filme para ver com a família: De repente já nos 30!

7. Um romance: O diário da nossa paixão

8. Um filme lindo: Amor sem fim (2014)

9. Um filme para morrer de medo: The ring

10. Um filme de ação: Divergente.

11. Um filme que não vale a pena/não gostei/não recomendo: Uma segunda juventude.

12. Um filme para o feriado: Paixão de Shakespeare

13. Um desenho animado: Mickey Mouse, of course!!

14. Um filme que toda a gente tem que ver/que recomendo: A vida é bela - dispensa apresentações e justificações certo? Bem me parecia!

15. Um filme que vi 3 ou mais vezes: O diário da nossa paixão

16. Um filme para meninas? Juntos ao luar.

17. Melhor filme que já vi: Um dos melhores - A lista de Schindler - nu e cru.

18. Um filme que deixei pela metade: Ned Kelly

19. Personagem preferido: Guido, de  "A Vida é Bela" pela tamanho coragem. 

20. Diretor/realizador preferido: Steven Spielberg, entre outros!

21. Melhor filme de ficção científica: Só vi um, creio! Não gosto do género - A ilha.

22. Primeiro filme que vi: Os cento e um dálmatas *.*

23. Melhor filme de fantasia: O ilusionista

24. Género favorito: Drama.

25. Clássico da Disney preferido: O Rei Leão 

 

Done! Falta sempre alguns mas desafio é desafio, não repeti nenhum! Desafio quem se sentir desafiado!
Boa noite :)

Mais sobre mim

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Parcerias

Arquivo

  1. 2018
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2017
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2016
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2015
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D