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Gesto, Olhar e Sorriso

Palavras que têm vida.

13
Mar18

Escritor...

Carolina Cruz

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Um cálice de vinho do Porto, águas bravas, chuva lá fora, escuridão, noite. 
Qualquer escritor sabe que é nas bravuras da madrugada que a vida nos inquieta, que a solidão chega para abraçar o dia que nada mais é que a luz da escrita, das folhas, das palavras que se cospem para um qualquer papel de rascunho.
O que se escreve é o que corre nas veias, a amargura, o despeito, o fim de um amor, um coração desfeito, a perda e a ficção, tantas vezes baseadas nos próprios acontecimentos diários que nada têm a ver com o que se escreve.
Vive-se constantemente a inventar uma história que não é nossa, um amor que não é real, bem se dizia que um “poeta é sempre um fingidor”, finge o que sente e o que não sente, intrigando-se com o que sentem os outros, inspira porque expira tudo aquilo que crê que lhe vá na alma.
Dorme mal e quando dorme é para se inspirar, para sonhar, para analisar, para viver também nos sonhos que sonha e que quer tornar realidade. 
É difícil compreender um escritor, mas se por ti ele se apaixonar, acredita, na dor que lhe provocas, no amor que lhe tens, na vida e na morte serás eterno. 
Escritor de sentimentos, falácia de pensamentos, grandeza de coração, a inspiração surge, mesmo no ímpeto da escuridão.
 
02
Mar17

[Completas-me] Com Cátia Cardoso

Carolina Cruz

Hoje, o completas-me veio à quinta-feira, mas o importante é vir e ser bem recebido, partilhado.
Hoje tenho o grande prazer de partilhar a escrita com a talentosa e comunicadora Cátia Cardoso, autora do livro "Linhas Delicadas" (visitem, vão adorar as suas palavras)
Apresentamos um texto simples mas com uma mensagem muito importante: "seguir os sonhos".

 

“É frio o vento. Sopra com cada vez mais força. Os minutos passam e ela permanece no mesmo local. O anoitecer deu-se e ela ali ficou, a contemplar o vão, a fundir-se em pensamentos aleatórios e masoquistas. As lágrimas são cada vez mais espessas e geladas, porém, nada as afaga. Talvez, se tivesse nascido noutro sítio, noutra família, noutro século, noutro contexto... talvez, de uma forma diferente, tudo pudesse ter sido diferente e ela não tivesse de estar agora ali a lamentar-se pela sua pouca sorte.
Não há nada que a conforte. O céu parece preparar-se para que chova. É inverno, estava à espera de quê? Que um sol raiasse e a permitisse ficar ali toda a noite? Começa a chover, porém, ela não procura abrigar-se. Na verdade, nem se move. Permanece estática como se estivesse à espera que alguém lhe dissesse para sair dali e ir abrigar-se. A chuva molha as suas roupas, e funde-se nas lágrimas que lhe atravessam o rosto. Que horas serão? Dez da noite? Meia-noite? Três da madrugada? Perdeu a noção do tempo, e, sem querer, da vida. Está encharcada e parece não se importar com isso. Embora o frio seja cada vez mais incomodativo, nada a faz mover-se. É como se estivesse morta. Morta para a vida. Que outra morte existe, afinal?”

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Morremos se estagnarmos, morremos se nos acomodarmos, se nos permitimos parar. Nada mais existe em nós, depois de morrerem os sonhos.
Ela sentia-se como que uma alma vã que atravessava o mundo. Já não existiam razões para viver.
Porquê? Porquê aquilo acontecer? Porquê ela? E mais… porque é que ao morrer um sonho, ela morrera também ao invés de lutar por ele? Os sonhos só morrem se desistirmos deles. E ele só tinha morrido porque ela o matara ao não acreditar mais.
Chega de pensar e se… Se ela vivesse em outro lugar, noutro tempo, iria lutar da mesma maneira? Ou melhor, não iria lutar? O que queria ela? Receber tudo de mão beijada? Talvez fosse mais fácil, talvez soubesse bem receber e concretizar tudo o que sempre devera ser seu por direito. Mas não, não teria o mesmo sentido. Tudo é melhor se assim não for, tudo tem um sabor maior depois das quedas, depois de saber que o que temos foi por mérito próprio.
Houve uma voz, que lhe deu essa luz, que lhe disse que ao sentar-se e se lamentar não iria trazer o seu sonho de volta, não ia dar-lhe o que mais queria. Que lamentar só traz pensamentos negativos, dores na alma e moleza do corpo. Sem a força que o alimenta, ela morrerá por completo e sim, assim sendo os seus sonhos também morrerão.
Então ela deu-lhe razão, deu as mãos a esse pensamento positivo e mudou o seu destino.
Terá ela concretizado os seus sonhos? Pelo menos ao pensar de forma diferente, terá tido uma maior chance. 

21
Dez16

[Simplicidades da vida] dias cinzentos

Carolina Cruz

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E o tempo cinzento volta a aparecer… a vida é uma continuidade, tudo faz parte. Deixo-me ficar por casa, olho a janela, a chuva cai lá fora, pego um chá e deleito-me com as palavras de um livro doce que me faz viajar, que me prende e me emociona, faz-me sonhar de novo.
Vou ao recanto de outras vidas, habitando noutras mentes, segurando a imaginação e percebo que afinal os dias mais escuros também têm a sua magia.

02
Dez16

[Simplicidades da vida] Dias de tempestade

Carolina Cruz

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A chuva lá fora que bate forte nos vidros, parece refrescar-me ao mesmo tempo que me aqueço sob os cobertores quentes a ver um filme.
Adoro estes dias de tempestade que parecem acalmar o meu ser, enchendo-me de puro conforto.
É realmente feliz quem diz que dias de sol e de chuva são ambos especiais à sua maneira, porque sabe a verdade e conhece cada pequeno prazer da vida.

03
Out16

Aproveita a vida

Carolina Cruz

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Aproveita a vida, o amor, a amizade, as coisas simples que ela te poderá oferecer.
Uma tarde de sol, uma boa esplanada, um refresco.
Uma tarde de chuva, um cobertor, um filme.
O que envolve o mundo, o que te envolve, que te rodeia.
Tudo vale a pena, todos os momentos são marcantes e as memórias que ficam eternas se viveres como se não houvesse amanhã, como se todos os dias fossem de sol, sim precisam de ser, dentro de ti, só assim sorrirás sempre, só assim aprenderás a ser feliz.

09
Mai16

Quero ser livre... com amor!

Carolina Cruz

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Sinto e quero, ser livre.
Caminho sobre a chuva, como é bom lavar meus pensamentos.
O vento leva-me a mágoa e água que cai traz-me meus desejos em liberdade!
Sou aquilo que não consegui ser um dia e a minha alma mudou e está límpida como o meu reflexo no espelho. Enche-se de vida, de calma e de amor.
Nos dias de chuva, em vez de ficar triste, procuro sentir-me bem, procuro ir atrás do sonho e do caminho que nos agarra e nos une - um beijo. 
Um beijo, um sonho, a chuva, a liberdade de se amar, com amor!

 

(Photo: Australia movie)

17
Fev16

Tornei-me em ti, no melhor de mim!

Carolina Cruz

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Não me importa se lá fora chove.
Tu és o bom tempo, o meu bom tempo, és tu que me levantas com um sorriso e fazes o dia acontecer, não o sol ou a chuva.
És tu que me enche, que me completa.
Contigo, sou capaz de caminhar à chuva, sem ter medo do amanhã ou do depois. Contigo irei até me cansar o coração, até deixar de bater. Vou à mais alta colina, ao mais alto cume só para sentir que, o melhor da vida somos nós que o tornamos possível.
A força e o desafio está em nós, crescemos e caminhamos juntos, até o fim do nosso fim.
Tornei-me, em ti, no melhor de mim.

 

 

17
Jan16

Sonho em ti.

Carolina Cruz

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"Chegará o dia", digo.

E os meus sonhos mudam de novo, tornam-se claros como a chuva que cai em nossos rostos. Sorrio, retribuis o sorriso e juntos brincamos como se não existisse tempo algum.
És o melhor de mim, tenho dito, e o meu sonho, também é teu, sim, também és tu. 
Sonho em ti, e em ti está guardado tudo aquilo que somos e o que queremos ser, que se expressa no olhar e se lê nos lábios. Numa pequena palavra se conta e se fala da felicidade. 
Aquela que é o meu, o teu, o nosso sonho, e para sempre, o será.

23
Dez15

Contigo.

Carolina Cruz

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Contigo gosto até dos dias chuvosos, inundados, tempestuosos, porque o sol do nosso viver está em nós, connosco, debaixo dos cobertores quentinhos.
Aqueço-me na tua alma, provo do teu sabor e aconchego-me no teu leito, esqueço-me do mundo lá fora, da chuva, do frio, esqueço até do tempo que entristece. Sou feliz, contigo, mesmo quando tudo nos tenta tornar mais tristes.
Não importa que a chuva caia, eu somente sinto, pois a vida e o amor são feitos para sentir.

30
Nov15

Dançar à chuva

Carolina Cruz

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Vem comigo. Vamos dançar na rua, vamos? 
Dançar à chuva, sentindo cada gota de água nossa bênção de amor eterno.
Deixa que ela leve todas as nossas preocupações, e nos traga tempo, sabedoria e esperança de sorrir mais vezes do que chorar e se pudermos chorar de alegria. 
Vamos balançar no tempo, deixando que ele seja fruto da nossa união, e a nossa união seja a nossa vida para que todos os dias, as gargalhadas se unam num beijo sem fim.

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