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Gesto, Olhar e Sorriso

Palavras que têm vida.

06
Mai18

Fomos feitos um para o outro

Carolina Cruz

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Nunca será piroso dizer-te, com o coração, que fomos feitos um para o outro.
Creio que nada se torna lamechas quando recebemos o amor nos braços e nos abraçamos como se o amanhã não viesse. 
É isso que sinto quando te olho, quando com o sorriso conto a nossa história. Fomos feitos um para o outro. Tenho toda a noção disso. 
Vivemos uma vida inteira a achar que éramos donos de outro amor e de outro coração, mas sempre pertencemos um ao outro. Não foi o destino que fez com que nos encontrássemos, nada disso, foi a química dos nossos corpos, a intenção das nossas almas de se conhecerem, a intenção dos nossos corações baterem certo e das mãos que permaneceram unidas.
Não tenho vergonha de dizer que nasci para te amar, porque não consigo definir a imensidão que sinto quando me beijas com um sorriso ou quando iluminas o meu dia. Não há nenhuma palavra, por mais que escreva, que possa equivaler a uma mísera quantidade do tamanho amor que sinto…
E eu sinto e sei que o que nos fez amar, jamais nos irá separar.
Não sei se acredito na vida depois da morte, se o que somos continuará a existir. Mas ainda assim, sei que quando partir, esteja eu onde estiver, vou lembrar-me sempre desses olhos que me fazem sorrir e dessa tua alma que eu amo e agradecerei à vida ter-te pertencido.

17
Fev18

[Ficção] Desculpa-me

Carolina Cruz

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Desculpa-me.
Desculpa, mas não consigo amar-te de volta.
Desculpa por, mesmo ele já não merecer, a sua pele ainda viver em mim.
Desculpa, ainda não consigo amar outro alguém que não o homem com o qual me divorciei.
Desculpa, por ver esses olhos brilharem como esmeraldas, anunciando todo o amor do mundo e eu não poder sequer tocá-lo.
No meu peito ainda não há espaço para o teu coração. Há apenas um vazio enorme por amar quem já não me ama.
Pudesse eu ouvir-te cantar todas as canções do mundo, nessa tua forma doce de me amares, e me embalar nos teus braços. Mas não posso... 
Seria cruel e cobarde demais pedir que vivesses esse amor não correspondido e que amasses pelos dois.
És o homem de sonho de qualquer mulher... pudesse o coração escolher quem ama!
Esperaria anos a fio para que colasses todos os pedaços que se partiram no meu coração, mas pedi-lo era egoísta, tens uma vida à tua frente com esses olhos a brilhar.
Não esperes por mim.
Desculpa-me.

 

 

-- fotografia do filme "Newness" --

12
Fev18

[Ficção] Não faças isso!

Carolina Cruz

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Não faças isso. Não, não sorrias dessa maneira. Assim consegues trocar-me todos os meus pensamentos e fazer-me perceber que ainda te amo. 
Porquê? Por que é que tem de ser tão difícil ficarmos juntos? Por que não é a vida mais simples do que o nosso dia-a-dia? Se tudo fosse mais fácil acredita que estaria de novo nos teus braços, a implorar-te uma noite de amor e um pequeno-almoço dos nossos. 
Porém as nossas vidas tomaram um rumo diferente, não foi culpa minha, nem tua, nem nossa, creio eu. Foi da vida, dos diferentes caminhos que nos separaram.
Por isso, peço-te, não faças isso. Porque é quando sorris que eu percebo que não há nem nunca houve mais ninguém no meu coração (a transpirar-me a alma) do que tu. 
É quando sorris que fecho os olhos e me lembro do meu corpo a perder-se no teu, do sexo carnal e feliz, da alegria a brotar da serenidade depois do prazer e tudo o que quero fazer quando sorris é fechar os olhos e beijar-te, como da primeira vez, como de todas as vezes que me deixaste inquieta, a fervilhar por mais. 
Por isso, não faças isso, que eu caio na tentação!...
Por mais que peça, tu lá estás a sorrir. Pegas-me na mão e deixas-me morrer um bocadinho. 

 

- Voltamos a tentar? - perguntas.


Eu sorrio. Não há saudade sem volta, dizia ao poeta.
Vou render-me a ti- Sim, rendi-me, completamente.
Beijo-te o pescoço, dispo-te a alma.
Voltámos a ser, a sentir, coro e sorrio. Obrigada por sorrires.

03
Fev18

O nosso sorriso

Carolina Cruz

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Inventaram mil formas de sorrir, nenhuma era igual à tua. 
Inventaram mil maneiras de ser feliz, nenhuma era igual ao batimento do meu coração por ti. 
Inventaram mil formas de amar, mas nenhuma era tão forte como o sentimento que nutres por mim. E eu por ti. 
Não há formas ou maneiras de inventar um amor como o nosso. Creio que fomos feitos um para o outro e isso diz tudo. Não como nos filmes, não como nas séries românticas ou nos livros cliché. Não, fomos feitos um para o outro na contemplação da vida, do real, da certeza, do verdadeiro sentido de sentir e viver dando vida um ao outro.
Sabes o que é olhar nos olhos e sentir-me protegida? Sei que sabes quando olhas nos meus olhos e te sentes amado e orgulhoso por me pertenceres. 
Não quero usar palavras de “para sempre” ou “eternamente” porque sei que o destino é nosso, seja em que tempo for, pois o presente é sempre o melhor presente que podemos dar um ao outro. 
Inventaram o passado que foi nosso, o futuro inventaremos nós, com o nosso sorriso e amor que não são iguais a mais nenhum lugar do mundo.

14
Jan18

[Cinema] Breathe

Carolina Cruz

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Que filme, que história, que homenagem...
Uma história verdadeira, um homem de coragem, uma mulher muito à frente do seu tempo e um filho com amor e saudade no coração. 
Um filme que tem tudo para ser perfeito e o é. Excelente é pouco para descrever esta obra-prima.
"Breathe" é um filme que nos fala da história real de Robin, um homem aventureiro e divertido, com uma paixão enorme pela vida e por Diana. Robin, vê-se na sua idade jovem, prestes a ser pai, paralisado para a vida toda, como consequência da grave doença poliomielite. 
Diana desafia a sociedade da época de sessenta e consegue que o marido saia da prisão que era a medicina para pessoa com doenças e deficiências como a sua. 
Um amor poderoso que ajuda a que Robin, mesmo limitado, tenha uma vida inteiramente feliz, ajudando, com o seu comportamento positivo em relação à sua condição, a que se trabalhasse e se desafiasse a mobilidade, acessibilidade e vida com direitos para as pessoas com deficiência. 
Um filme forte, intenso e realmente poderoso, como a luta de Robin e Diana. 
Para quem gosta de dramas com mensagens motivacionais, que nos prendem à vida e nos queimam a alma na pressa e na vontade imensa de viver bem, este filme é ideal.
Cinco estrelas? Muito mais, com certeza. 
Vejam!

 

 

23
Dez17

És

Carolina Cruz

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És o som que bate no meu coração.
És o ar que respiro.
O meu jogo da razão.
Venci-me pelo tempo, pela desilusão na verdade.
Tornei-me indiferente, não fria, mas descontente com quem se aproximava por mera paixão. Até ao dia em que te olhei nos olhos e sorri. 
Nunca imaginei que houvesse em mim tamanho amor, nunca fui mulher de sonhar com casamentos, com grandes paixões como as histórias do cinema. 
Não que me queira casar contigo, nada disso, sempre fui decidida quanto aos meus planos. 
Amor, família, eternidade, não precisa de papéis, de contratos assinados que provem aquilo que sentimos. Porque o que sentimos revê-se nos nossos olhos a brilhar, na felicidade do nosso sorriso, da nossa pele que se toca, nos lábios que se beijam como se fosse a primeira vez. 
Casar é um sonho para muitos e eu respeito. Porém, o meu sonho é ter-te por perto, é acreditar que será sempre assim, a intimidade e a cumplicidade que se espelha nos nossos olhos a sorrir. 
Não preciso de cartas de amor para mostrar o que sinto, não preciso de presentes para me mostrares o que sentes, preciso que precises de mim, que ames quem sou, que valorizes o que temos, me beijes e que me respeites. 
O amor não precisa de palavras desmedidas ou festejos de celebrar anos juntos, nada disso, somar está nas pequenas coisas do dia-a-dia. Do beijo de bom dia ao aconchego do lar à noite. De um pequeno “amo-te” em gestos de mão dada, de um abraço apertado…

O amor é o sentimento mais simples quando te tenho do meu lado e isso diz tudo, certo?

30
Nov17

[Ficção] Não queiras saber de mim

Carolina Cruz

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Não queiras saber de mim. Não venhas agora com desculpas, com perdões ou certezas.
Esquece. Aliás, esquece-me.
Há coisas que o meu coração mole aprendeu a não perdoar. Ele não ficou frio, apenas se cansou de se aquecer ou vibrar pelas pessoas que são constantemente indiferentes para com ele. 
Acabou o coração que vive para todos, incluindo os ingratos. Acabou a alma que abraça ainda que magoada. Não dá mais. 
Não queiras saber de mim, porque vens agora, que estás só, sem mais ninguém.
Podes dizer à vontade que mudei, não vou interessar-me pelo que tu pensas, não tenho tempo para isso. 
Mudei sim, mudei e sinto-me bem com isso, estou mais calma, importo-me mais comigo mesma, estou em primeiro lugar na minha vida.
Pergunto-me a mim mesma: Queres sofrer por quem não merece? 
Nada disso. 
Quero amar, amar-me, sentir a vida. Sorrir, sorrir muito, sorrisos mil
Tu não mo permitias, contigo já não me conhecia, e é nos ombros de um amigo que devemos ser tudo, inteiramente. E se não me recebes como sou, se só queres a minha companhia quando estás só. Esquece, esquece-me.
Não queiras saber de mim, que eu já esqueci, esqueci-te, já não quero saber de ti.

14
Out17

De coração

Carolina Cruz

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Permitam-me que escreva sobre nós. Nunca o fiz, sinto essa necessidade.
Três amigas, três personalidades diferentes, três diferentes percursos de vida, três diferentes formas de olhar o mundo.
Nunca essas diferenças de ser, de estar ou de distância se impuseram no nosso caminho, nada disso, muito pelo contrário, é ela que nos torna mais especiais. 
Com a distância e com o tempo, a nossa amizade adensou-se e a alegria que brota em cada encontro torna tudo (ainda mais) mágico.
Especial é aquilo que nos une, somos uma família além da própria família. Sinto que o que nos une é inteiramente de coração.
As conversas, os segredos, o à-vontade, a partilha, a emoção, é algo que dou valor, sei que damos todas, e é isso que nos liga, num elo para toda a vida.
Permitam-me que sonhe e que diga que quero que seja para sempre assim, até sermos velhinhas. Pode ser?
Porque o amor mais bonito e infinito é o de amizade. 
E eu adoro-vos, de coração.

04
Out17

Sê.

Carolina Cruz

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Sê autêntico. Sê tu, sem máscaras, sem filtros. Sê para que te sintas bem contigo mesmo.
Dá, sem pedir nada em troca.
Dá(-te) de coração. Porque dar nem sempre significa receber. Dá porque te sentes bem com isso. Dá porque amas, porque queres ver alguém feliz. Não hesites. Faz de coração.
E não esperes nunca que façam o mesmo por ti, podes cair no erro das expectativas e por essa ordem saires magoado.
Não esperes dos outros tudo de bom, tudo o que dás, eles também têm defeitos, os outros também erram, também têm esse direito, tu tens, certo?
Ora por tempo, por indisponibilidade, às vezes magoamos sem dar conta ou atenção, isso não significa que não gostemos de alguém.
Por isso, sê autêntico.
Vive de coração e dá o melhor de ti, a quem tu sentes que vale a pena, porque o que surge, sem expectativas e com surpresa, traz-nos mais felicidade.
Sê, autêntico.
Sê, de coração. 

14
Set17

[Ficção] Dói.

Carolina Cruz

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Dói-me o corpo todo.
Dói-me olhar-te e não ver mais nada se não o espelho da minha falta de dignidade, do meu rancor, da minha frustração, do meu medo, do meu pesadelo.
Bebo mais um golo de whisky, misturo-lhe vodka pura, que explosão louca, mas não maior que aquela que provocas no meu coração e consequentemente na minha alma, por ferires o meu corpo.
Bato a porta, mas não sei para onde vou, volto a entrar, já nem consigo tomar conta de mim, o que tu fazes tão bem, dizes tu de uma forma tão imperativa.
Controlas este meu corpo como sendo inteiramente teu, magoas, violas, torturas, este corpo que já está mais morto que propriamente vivo, enquanto se mantém nos teus braços.
Assim não quero mais permanecer, eu que não tenho mais confiança em mim, eu que não acredito que sou capaz, que melhores dias virão e que te venham buscar.
Mesmo que o viessem, mesmo que te levassem da minha vida, eu não seria mais a mesma, não conseguiria voltar a ser eu mesma, a mulher linda e confiante de cabelos ruivos que amava tanto a loucura, mesmo sendo sensata.
Agora nada sou além de ti, sou um espelho do que não quero ser. Por isso, por não saber o que faço deste lado, por ter perdido o norte ou tendo morrido ainda que viva, termino com tudo o que dói e à vodka e ao whisky junto milhares de capsulas que me levam à loucura, à overdose e à sensação de alívio. Deixei tudo para encarares, deixei o meu corpo, a minha alma livre e jovem viaja agora para outro lugar.
Não sei se tomei a atitude certa, mas não há volta a dar.
Não sei se tomei a atitude certa, mas sinto-me melhor.
Morri, por tua culpa.
Morri, sem ti.
Morri triste, mas agora estou feliz, em paz.

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