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Gesto, Olhar e Sorriso

Palavras que têm vida.

14
Jan18

[Cinema] Breathe

Carolina Cruz

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Que filme, que história, que homenagem...
Uma história verdadeira, um homem de coragem, uma mulher muito à frente do seu tempo e um filho com amor e saudade no coração. 
Um filme que tem tudo para ser perfeito e o é. Excelente é pouco para descrever esta obra-prima.
"Breathe" é um filme que nos fala da história real de Robin, um homem aventureiro e divertido, com uma paixão enorme pela vida e por Diana. Robin, vê-se na sua idade jovem, prestes a ser pai, paralisado para a vida toda, como consequência da grave doença poliomielite. 
Diana desafia a sociedade da época de sessenta e consegue que o marido saia da prisão que era a medicina para pessoa com doenças e deficiências como a sua. 
Um amor poderoso que ajuda a que Robin, mesmo limitado, tenha uma vida inteiramente feliz, ajudando, com o seu comportamento positivo em relação à sua condição, a que se trabalhasse e se desafiasse a mobilidade, acessibilidade e vida com direitos para as pessoas com deficiência. 
Um filme forte, intenso e realmente poderoso, como a luta de Robin e Diana. 
Para quem gosta de dramas com mensagens motivacionais, que nos prendem à vida e nos queimam a alma na pressa e na vontade imensa de viver bem, este filme é ideal.
Cinco estrelas? Muito mais, com certeza. 
Vejam!

 

 

29
Jun17

[Cinema] O Herói de Hacksaw Ridge

Carolina Cruz

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Cobarde não é aquele que não aceita as leis, cumprindo os seus ideais. Cobarde é aquele que não vê que certas leis precisam de ser quebradas para nosso bem.
Doss foi um homem tido como cobarde. Tendo o sonho de ser médico, sonho esse que foi adiado por ter de se alistar. Doss aceitou a guerra, mas com um único objetivo – não matar, mas cuidar.
Doss, um homem religioso, jovem, segundo todos os companheiros – enfezado – não aceitou pegar em nenhuma arma para matar. Por isso foi espezinhado, gozado, torturado e espancado e, quando todos pensavam que ele desistiria, Doss permaneceu fiel a si mesmo. Conseguiu desafiar o exército norte-americano e seguir para a Segunda Grande Guerra sem qualquer monição em sua defesa, mas sim como médico.
Em defesa dos outros sempre se manteve predisposto, salvando assim milhares de vidas. E, o outrora cobarde foi glorificado, medalhado e honrado, tornando-se um verdadeiro herói vivo – o Herói de Hacksaw Ridge.
Uma história verídica, que nos faz refletir. Qualquer que seja a nossa religião, acreditemos ou não em Deus, este filme leva-nos a acreditar na arte do bem-fazer e nos corações nobres e poderosos!
Vejam, vale mesmo a pena!

 

 

16
Mai17

[Cinema] Jackie

Carolina Cruz

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Finalmente pude ver “Jackie”. Finalmente pude vê-lo para comentar e então confirmar o tão poderoso papel de Natalie Portman como Jacqueline Kennedy, a inesperada viúva de John Kennedy.
É um filme poderoso, forte, muito forte, que nos conta uma história verdadeira, a história de um poder perdido, da morte do 35º presidente dos Estados Unidos da América.
John Kennedy, foi assassinado no Texas, a 22 de novembro de 1963, nos braços da sua amada mulher.
Como fica a sua esposa depois de presenciar tudo? Sem poder fazer nada para o salvar? O que faz com todo o poder que tinham? Como manter vivo o seu marido para ela e para o mundo?
Como será voltar ao anonimato, depois de ser tão acarinhada? Como será viver depois de tudo o que se tornou numa história terrível?
A história da viúva do tão querido Kennedy, dias após a sua trágica morte, a explicação aos filhos, as entrevistas, a sua família, o seu amor, a sua luta em manter a história e o legado do seu amado marido, tão bem interpretada por Portman.
Um filme que não desilude, que prende e que nos emociona.

 

07
Mai17

[O teu olhar] Dias...

Carolina Cruz

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Há dias em que tens de acreditar.
Há dias em que tens de ter fé a dobrar, confiança a dobrar, sorrisos a dobrar, lágrimas se for preciso chorar.
Há dias em que tudo desaba, sim.
Há dias em que parece mesmo que nada mais existe contigo, senão a dor.
E é nesses dias que tu precisas de ti mesma. De te sentares, de confiares em ti, de te confidenciares.
Ninguém disse que era fácil pois não?
Ninguém disse que a vida o era, certo?
Então senta-te aí e escuta a tua voz, ainda que pareça vir do outro lado do oceano, onde as lágrimas são um mar perpétuo, um sofrimento sem fim.
Tu tens algo para dizer a ti própria, que és forte, guerreira, sonhadora, e que concretizas todos os teus sonhos.
Se alguém disser que não, mando-a à merda.

  

 

 

 Fotografia da autoria da simpática Simple Girl 
06
Mai17

[Resenha Literária] A rapariga que roubava livros

Carolina Cruz

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O ser humano, esse ser, pior que qualquer irracional. O Homem, o único, que mata por prazer. Guerras, mortes inocentes e um imperialismo que conta a história que Hitler escreveu. Triste, repugnante, horrorosa. Muitos mais adjetivos podiam descrever o holocausto, mas por mais anos que passem, é impossível.
"A rapariga que roubava livros" é um livro que narra a história de quem viveu nessa época.
Esta trama é narrada por alguém que teve grande destaque na 2° guerra mundial, sobretudo entre os judeus - a morte.
Ela conta a história de Liesel, uma menina a quem roubaram a esperança e que ainda assim nunca deixou de sonhar. Agarrou-se às palavras, aos livros e aos que mais amava e o mundo, ainda que cinzento, tornara-se cor-de-rosa.
A ânsia de roubar um livro era tão forte que cada dia se tornava numa aventura, ao lado do seu amigo Rudy.
Uma história de ficção envolvendo a história mundial, sobre a inocência, o amor, o afeto, a lealdade e a esperança num mundo onde a morte e a crueldade entram a cada instante.

25
Jan17

[Cinema] A lista de Schindler

Carolina Cruz

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Há momentos da história que nos arrefecem o coração, nos queimam por dentro e nos arrepiam a pele.
Atrocidades, mortes crueis, gente tratada abaixo de cão e nazis sem escrupulos.
No entanto, entre tantos homens nojentos, Schindler destacou-se como poderosa arma de defesa, salvando milhares e milhares de judeus.
Schindler não se deixou levar pelas políticas, pondo muitas vezes a sua vida em risco para salvar muitas outras vidas, vidas essas que naquele tempo eram tidas com dispensáveis, não faziam falta a ninguém, eram um estorvo.
Muitas memórias traumáticas hão-de ter ficado nesses milhares de sobreviventes do Holocausto, mas sem nunca esquecer quem lhes deu coragem e força para sobreviver, quem lhe deu horizontes e possibilidade de hoje em dia existirem várias gerações de famílias judaicas: Schindler.
Um homem que se retrata como herói que rumou contra a maré de mortes na Carcóvia.
A vida e a história do mundo estão-lhe gratos.
Um filme poderoso de Spielberg que todos (em idade adequada) deveriam ver!

 

 

05
Out16

[Por aí] Tatuar Sorrisos

Carolina Cruz

Hoje temos de novo e finalmente mais um "por aí"... E o que vos trago hoje é um projeto muito especial, que eu tenho muito orgulho em vos apresentar porque tenho igualmente prazer de poder chamar de amiga quem teve o intuito genuíno de o criar.
"Tatuar Sorrisos" começou pelo facto de Daniela acreditar que o amor pode mudar o mundo, de dar às pessoas um sorriso, de lhes mostrar que valem tanto mais do que imaginam, "tatuando um sorriso no dia de alguém, na vida de alguém, no coração de alguém."

Daniela, este ser humano de tamanho pequeno por fora mas tão enormemente grande por dentro, começou por deixar "pedacinhos de amor" por onde ia passando com apenas um post-it, com uma frase que enche e melhora o dia de alguém.
Se lesses um post-it destes... o teu dia não se tornaria melhor? 
A menina dos abraços, escreve a esta sociedade que chora mais que sorri, que stressa mais do que devia aproveitar, palavras como "o teu abraço faz corações sorrir.". 

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Dá que pensar não dá? Como uma simples mensagem tão boa de se ler pode mudar o mundo de alguém. 
Adoro pessoas genuínas que dão sem nada pedir em troca. Eu acredito que ainda existem pessoas assim, pessoas boas, de coração cheio, pois assim é a Daniela.

Obrigada Daniela, por dares o teu abraço ao mundo, por o tornares num lugar melhor. 

03
Set16

[Cinema] 3 filmes com histórias fortes.

Carolina Cruz

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Monsters Ball

"Monsters ball" é um filme pesado mas que nos vai deixando mais leves ao longo do mesmo. 
A sociedade acredita que aqueles que se suicidam são os que se sentem culpados ou mais usualmente dito fazem-nos por serem fracos. Não creio nisso e o filme prova-nos que por vezes (nem sempre) são as pessoas com maior coração e sentimentos que o fazem e que é preciso ter coragem para o fazer.
No entanto, a vida ao dar tantas voltas faz-nos repensar nesse assunto e pensar que algumas pessoas poderão mudar com as suas dores, refazendo a vida depois de tantos erros. E o amor... Esse amor que sempre faz milagres lembra-nos que todos somos seres humanos com sentimentos e emoções e que se não faltarmos ao respeito aos outros, também o merecemos, pois não é a nossa pele ou a nossa cor que nos define, mas a forma como olhamos a vida. "Depois do ódio": o amor!
Vejam!

 

 

 

 

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Misterious Skin

Ninguém pode viver o seu presente sem ter a mínima explicação do seu passado, da forma como foi educado, o que fez parte do que foi, o que responde às perguntas às quais se questiona hoje.
No olhar dele existia a vontade de alcançar o que foi, de sentir o que para ele não tinha explicação, ficou-lhe o desejo e a loucura, a frustração escondida de não ser de novo o MELHOR.
No outro olhar estava rasgado o pânico de não conhecer o passado tal e qual, verdadeiro, a vontade de seguir em frente mas o medo de o fazer, de se magoar, de viver.
Há um início mas não um fim, a melhoria das suas histórias não existe, há apenas marcas e um desejo de as apagar... para sempre.

 

 

 

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Serena

Quantas loucuras e crimes é o ser humano capaz de fazer por amor ou desilusão?
A raiva é o sentimento mais culpado, mais feroz e mais feio do mundo, acarreta ódio, quando podia ser o contrário: compreensão, retribuição, crença no outro, no seu amor.
Todos erramos, todos somos culpados pelos nossos erros, mais ninguém, mas nem sempre somos culpados pelos erros dos outros, e quando a vida de quem amamos está em perigo nós fazemos tudo para remediar aquilo que fizemos outrora mas por vezes pode ser tarde demais, mas nunca o é para aprendermos a pôr de lado certos sentimentos ou certas pessoas.
“Serena” é um filme impressionante, cru e cativante que nos deixa boquiabertos sem querer desligar desta história surpreendente, em que Jennifer Lawrence tem um papel espetacular ao lado de Bradley Cooper.
Vejam e deixem-me a vossa opinião!

 

28
Ago16

[Cinema] Viver depois de ti

Carolina Cruz

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Para quem leu o livro, a espontaneidade e a beleza desta história não é novidade.
No entanto, o filme dá tem uma expressão mais forte para todos os públicos, mas na minha opinião o livro consegue ser ainda melhor.
Não quero dizer com isto que o filme ficou aquém! Não! Muito pelo contrário, Emília Clarke e Sam Cafflin fazem um papel extraordinário dando vida e amor às duas personagens principais.
Porém, o facto de o livro ser mais detalhado faz-nos ter uma ligação maior com as personagens, as palavras escritas vão ao íntimo das suas personalidades, facto que é, claro, ocultado em muitas partes do livro.
À parte das discussões “livro versus filme”, a verdade é que esta história nos deixa com a lágrima no canto do olho ao mesmo tempo que nos faz rir, assim é exatamente a vida, e dentro da vida existem temas que precisam de ser postos em cima da mesa, sem ter medo de o fazer por causa da crítica, por isto e por aquilo.
E “viver depois de ti” é uma história muito polémica porque nos deixa a refletir sobre a eutanásia e o direito dela.
Interessante e inspirador, que não deixa ninguém indiferente.

 

 

10
Ago16

[Completas-me ] com Andreia Morais

Carolina Cruz

Hoje abri as gavetas da casa encantada da Andreia e consegui (estou muito contente por isso!) que ela partilhasse connosco as suas palavras (mais uma vez fantásticas!), vamos lá lê-las:

 

«Quando entrei desesperada pelo quarto do hospital, guiada pelo barulho das máquinas, senti um baque forte no peito, como se me estivessem a arrancar o coração a frio. Senti o meu corpo a gelar, as pernas a ceder de nervos e as lágrimas a inundarem-me o rosto. O teu coração parara de bater, de vez, apesar de tantas vezes ter pedido para que não o permitisses, e a linha presente na máquina que se encontrava ao pé da tua cama era contínua e fazia um barulho insuportável, que me arrancava mais um pedaço de mim.
Morri por dentro como tu acabaras de morrer, mas a grande diferença é que eu ainda estava de pé e saudável, só precisava de recuperar do choque, já tu acabavas de partir para um lugar de onde não sei morada para te escrever, de onde não terei noticias tuas e onde não te poderei ir visitar, pelo menos por agora. Só me resta esperar que te transformes numa pequena e brilhante estrela, que te posiciones no céu em frente à minha casa e que olhes por mim, pois eu cuidarei de ti da única forma que ainda consigo: amando-te para sempre!

No último ano, a minha vida foi uma autêntica correria…»

 

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Tornei-me na mulher que eu sei que terás todo o orgulho. Fui atrás de todos os sonhos que ficaram pendurados desde que adoeceste. Escrevi sobre ti, falei sobre nós. Dei cor às palavras dos teus momentos mais cinzentos, dei sorrisos à tua dor e uma mensagem especial dando outro sentido a tudo o que acontecera contigo.
Dei a volta ao mundo, para dar esperança a todas as crianças que também perderam a coragem de viver, tu foste forte até ao fim do teu fim, até a cada segundo dessa tua breve vida.
Quero que o meu filho viva no coração de cada mãe que ajudo, de cada jovem que dou esperança. Eu posso não te ter aqui, mas trago-te sempre no meu regaço, onde escrevo o teu amor no meu peito. Sempre foste meu, sempre serás. Não morreste, morremos, mas ainda sobrevivo, com esta força que arranjei para respirar.
Se pudesse morreria contigo, em vez de ti, mas hoje sei que não é possível fazê-lo, que Deus quis tornar-te num anjo e eu o teu mensageiro.
Amo-te, na doçura de um abraço eterno, meu amor maior.

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