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Gesto, Olhar e Sorriso

Palavras que têm vida.

02
Nov17

Leve.

Carolina Cruz

Hoje sou leve, breve nas confianças e confissões, direta nas ações, escolho bem as amizades. Poucas, certas, em quem confio.
Digo "vamos" e estamos lá. Entregamos o que somos de coração, abraçamos o momento com gratidão.
Desde que aceitei o facto de que não agrado a todos, nem mesmo àqueles que amo, comecei a sentir-me melhor, em paz comigo mesma. Sinto que não preciso de correr atrás, comecei sim a caminhar ao lado de alguém e não há nada mais bonito do que partilhar a vida com quem também gosta de nós. 
É quando crescemos que o amor-próprio é valorizado e é quando o valorizamos realmente que entendemos que nem todos aqueles que falamos querem o nosso bem, que nem todos os que chamamos de amigos, o são realmente. Por isso decidi abraçar quem quer está comigo. São poucos? Que importa se existem neles a qualidade que sempre procurei? 
Aprendi com o tempo, que estar sozinha não significa solidão, por vezes significa conforto, ausência de dor. 
Porém, resisti às batalhas e a essas mesmas dores, vou continuar a entregar-me de coração, porque é essa a minha essência.
Abraço quem quero e para eles desejo o mundo. 
Estou bem comigo, estarei bem com quem me acompanha.
Estou bem comigo, entenderei quem não me quer do seu lado.
Estar bem comigo significa que só o que enche o meu coração importa.
Não guardo rancor, não guardo tristeza, guardo sorrisos, isso é o melhor passo para seguir em frente.

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05
Jul17

[O teu olhar] A tua bagagem

Carolina Cruz

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Deixa-me ser a tua bagagem. Deixa-me entrar dentro de ti, sentir firmemente a tua pele e dizer-te que serei sempre o melhor de ti. Quero que me digas também, sem dúvidas, sem rodeios “és o melhor de mim” e respeitares todas essas tuas palavras ditas. Não me mintas, eu vou saber se o fizeres.
Se não fores o melhor de mim, nem eu o teu, se não me respeitares por atos, mas somente em palavras, essa bagagem que sou, haverá de ser preenchida por mim, mas para partir. Partir para longe e partir o teu coração, se for preciso, ao reparares que erraste.
Será tarde demais, não terei pena, estarei melhor sozinha.
Não venhas tentar comprar com rosas ou com as flores mais bonitas do mundo, se não vieres para me amar. Tentar comprar-me com algo mais material que sentimentos ou gestos genuínos será em vão, eu não estou à venda, não me podes comprar, nem sou vencida com tão pouco.
Eu já sou uma flor, se me regares serei tua, se conheceres e amares as minhas raízes, cresceremos juntos, de outra forma, na tua vida, eu murcharei e não me terás mais.
 
 

 

 

(A fotografia é tão maravilhosa como a dona. Amante da vida e das suas pequenas coisas, a Titi tem um coração enorme, já a conhecem? Visitem "Em nome do amor")

21
Mai17

[Ficção] Tarde demais!

Carolina Cruz

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De que me vale querer? Querer dizer-te seja o que for, quando for. Esquece, para mim acabou. Sempre ouvi dizer que seja o que vier do coração não se implora, se eu um dia implorei o teu amor, hoje nem com a amizade o faço.
Sabes? Cresci. Já não sou aquela miúda que sonhava ser a tua melhor amiga ou adormecer nos teus braços se me aceitasse como mais que isso.
Sei que ninguém é obrigado a gostar de outro alguém, nem como amigo, o que quer que seja, não podemos agradar a todos, eu só pedia apenas respeito da tua parte porque outrora… outrora gostaste tanto, como se deixa de gostar assim?
Não venhas dizer que fui eu que mudei, não venhas dizer que já não sabes quem sou ou que já não sabes ter-me ou pertencer-me. Se assim for, olha… ótimo. Só me mostras que mereço melhor, que quando se implora não é amor, deixei-me disso.
Vou deixar de implorar, aliás… já deixei! Quando voltares, aí é que me verás diferente, talvez fria, mas cheia de calor e amor-próprio por dentro, esse é que me merece, é esse amor que nunca poderei esquecer.
Quando voltares, vou dar-te com a porta na cara, será então, tarde demais!

 

 

17
Mai17

Eternamente

Carolina Cruz

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Percebe uma coisa: É a ti que eu quero, mais ninguém.
Abraçar, beijar, chatear, discutir, abraçar de novo, aparvalhar, amar.
És só tu mais ninguém. É só contigo, mais ninguém.
Não vou amar mais ninguém o resto da minha vida, não vou querer me seduzir por alguém que não tu.
Por isso mesmo quero que entendas que eu não sou uma terra conquistada como faziam os mouros. Não sou uma propriedade tua ou uma medalha que abanas e que julgas que vences.
Eu só te quero a ti, porque nunca me julgaste assim, porque se um dia o fizeres, talvez o meu pensamento mude. Eu quero que sejamos assim o resto da vida, a querer o bem um do outro sem pedir nada em troca.
Eu quero desejar-te e mimar-te para sempre. Também quero que me conquistes todos os dias em que caminhamos lado a lado. Não apenas hoje, mas amanhã também. Não enquanto eu for jovem, bonita e tu um homem atraente e sensual. Não! Eu quero que tu me aceites e me ames aos vinte, quando tudo começou. Aos trinta, quando nos juntarmos numa vida a dois. Aos quarenta, quando for uma mãe por vezes chata ou mandona. Aos cinquenta, quando achar que a vida é uma chatice e me achar que não sou tão bonita como outrora. Aos sessenta e setenta ou quando a morte chegar perto, eu quero que tu sejas vida em mim. Porque eu amar-te-ei de todas essas vezes, em todos os teus recantos, os teus vinte tão bonitos, os teus trinta tão responsáveis, os teus quarenta extremosos e os teus cinquenta a berrar com o futebol. Os teus sessenta e setenta de rugas vincadas e amores-perfeitos.
Amar-nos-emos até quando os nossos corpos não puderem mais, até a nossa alma falar por nós e nos beijar, eternamente.

 

 

22
Mar17

[O teu olhar] Deixa-me

Carolina Cruz

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Por favor. Imploro-te. Deixa-me sair, conhecer o mundo por mim mesma. Eu sei que vou errar, quem não o faz? Sou um ser humano e se me deixares para sempre nesta redoma então eu falharei sempre, não serei ninguém, rigorosamente ninguém que valha a pena, nem para mim, muito menos para o mundo.
Deixa-me ir, eu vou ser sempre a tua menina, não é por partir que te deixo por inteiro. A tua vida começa quando sais da tua zona de conforto. Sempre te disse e tu devias saber, mas não queres.
O mundo nunca te conhecerá nem tu conhecerás o mundo se viveres fechado nesse canto, amedrontado com medo de viver. Isso é tão inútil, mas tu não imaginas, achas sempre que serás mais feliz se viveres na solidão.
Já que não admites, deixa-me ao menos admitir que eu já sou crescida o suficiente para fazer as minhas escolhas, que embora me possa arrepender mais tarde, o problema é meu, o mundo está ali, do lado de fora. E embora com tantas contrariedades ao belo, eu ainda acredito que há tanta coisa boa e bonita por desvendar.
Deixa-me ir, eu não sei como vou ser feliz, mas vou caminhar, até lá momentos e experiências me mostrarão que a felicidade está no caminho traçado e não na chegada ou na vitória.
A vida é uma viagem, deixa-me entrar nela. Deixa-me ir, até amanhã ou assim sendo, até um dia.

 

 

(Fotografia da autoria de Ana Rafael)

19
Mar17

[Dia do pai]

Carolina Cruz

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Vem, sem medos, deitar-te entre os meus braços. Como eu tenho orgulho na miúda que vi crescer. Hoje tornaste-te mulher. Mulher de olhos lindos, de jeito decidido. Embora saiba que também falhas quando tens medo. Mas não tenhas, minha querida filha. Os erros servem para aprender, o coração pode doer, mas é bom que doa, é a razão de teres lutado com afinco. Quero que saibas que, embora já sejas essa miúda grande, independente, que estou sempre de braços abertos para receber o teu abraço, com as tuas lágrimas quando algo em ti desmoronar ou os teus sorrisos quando com orgulho te poderei dizer que sempre acreditei em ti. Ser pai não é ser apenas pai hoje, é ser pai todos os dias. É ser a imensidão de um rio que corre sem cessar, como um leito que não morre, porque mesmo quando partir vou amar-te da mesma maneira.

14
Out16

Vida malvada

Carolina Cruz

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Vida malvada encaro-te de cara lavada, de sorriso no rosto.
Pensas que me passas a perna mas eu vou ser mais forte e espero que com isto as minhas palavras se tornem em ações.
Costuma-se a dizer que aquilo que não nos mata torna-nos mais fortes, espero que ao te encarar eu cresça e perceba a não dar tanto de mim a quem não me merece, a pôr o coração de lado para não sofrer mais ainda do que aquilo que sei que sofro.
É a insatisfação em mim que me faz procurar todos os porquês, de todas as certezas que tenho de que não mereço o pouco que me dão.
Quero com isto fazer-me acreditar que algo ou alguém irá compensar-me por tudo o que falhou, por toda a indiferença.
Vida malvada sempre sabes como me ensinar mas eu pareço não entender tudo o que preciso de ver e tu fazes-me olhar com dor para todo o meu passado feliz que não valeu a pena, só apenas para mim.
Vida malvada dá-me uma razão para te encarar de frente, para ter uma oportunidade que seja para feliz, dizes que há uma razão para tudo, até para a indiferença?
No erro está o crescimento, na dor a realidade de que mais facadas virão para me dares e que seja com um sorriso que eu te viva, vida malvada.

08
Out16

Um texto para vocês neste dia de aniversário - 7 anos de blog!

Carolina Cruz

7 anos de blog… 7 anos de tantas alegrias, de tanto conhecimento, de amizade, de partilhas, de aprendizagens.
7 anos de blog, meus e vossos.
É verdade, sou eu que construo este cantinho, mas ele nunca teria tido um verdadeiro nome e um crescimento tão grande nestes 7 anos se não fossem vocês!
Por isso hoje é dia de vos agradecer e de festejar convosco!

 

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Dizem que o número 7 é o número da sorte, não sei se é ou não, mas é dos meus números preferidos, associo-o a anos de luta, de coragem e de amor, lá está de sorte!
Quero hoje partilhar convosco uma das razões, se não a razão maior, que me faz hoje em dia agarrar a vida tão fortemente e traduzi-la para as palavras que escrevo.

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Curiosamente, foi com 7 anos que o meu crescer perante a vida foi repentino, mais incomum e mais cedo que outra criança daquela idade.
Com 7 anos fui operada ao coração, pois um sopro fazia com que a válvula tricúspide deixasse passar o sangue para não devia… e esse sopro que em alguns caso fecha e passa, no meu caso não passou e aos 7 anos eu soube o que era ser operada, não da melhor maneira, mas sempre com uma coragem que ainda hoje me surpreendo com ela!
Fui acompanhada pela equipa do Hospital da Universidade de Coimbra, como se de uma verdadeira senhora se tratasse, e sei que embora não fosse ali tornei-me numa verdadeira mulher.
A minha mãe foi o meu maior suporte a todas as horas, lembro-me de ela me esconder a sua ausência à noite, em que eu passava sem ela, e embora soubesse disso e sentisse falta, só mais tarde lhe perguntei porque é que ela me mentira…
Foi um ano que fez com que o orgulho que tenho por ela, aumentasse ainda mais, porque foi uma guerreira sem cessar, ela e quem com ela permanecia, dando-me força.
Porque muito embora só tivesse tido noção da gravidade muito mais tarde, eu senti-o na pele e sentir na pele, creio, que é saber tudo e ter a certeza que aquilo não é o melhor que conseguimos ser.
Posso dizer que hoje poderia não estar aqui, quando nesse mesmo ano, após a operação fiz uma pericardite, uma infeção rara, em que o pericárdio se enche de um líquido e pode ter complicações graves, como a morte.
Não gosto de dar negatividade a este episódio da minha vida, nem me lembrar dos traumas que me trouxeram anos mais tarde, mas sim agradecer à força maior que sei que existe.

E essa força maior deu-me coragem para não me agarrar às coisas menos positivas, mas sim a viver cada dia como se fosse o último, a apaixonar-me pela vida, pelas pessoas, pelas suas histórias, por cada momento, por cada segundo que respiro.
Estas vitórias todas neste pensamento meu pouco derrotista e sim lutador por ver cada marca minha daquele lugar como a história do que sou, deram-me esse lado bom, de transformar tristezas em aprendizagens.
Em cada lado mau, eu vejo um lugar para aprender. Em cada momento bom ou mau, uma razão para escrever.
E tenho a certeza que já não irei largar nunca mais as palavras, viverão para sempre comigo, por isso quero acreditar que estes 7 anos são apenas um começo!

 

Obrigada por tudo, por darem cor às minhas palavras, por nunca abandonar este lugar e dar sentido a esta minha segunda casa.
Parabéns ao blog, a mim e a vocês, sou grata por vos ter desse lado! 

26
Jun16

Um bom vivã

Carolina Cruz

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Não podemos desconfiar demasiado da vida nem podemos ter demasiadas expectativas, sabemos que uma quanta parte delas saem furadas. A vida tem um limite, apenas a tua capacidade de viver e de lutar por ela não.

Um bom vivã rege-se pelas seguintes regras:
1. ver o passado como um tempo finito, "não quero que volte, não o quero mudar, quero apenas e só recorda-lo, isso faz-me feliz, faz-me crescer."
2. viver o dia de hoje aproveitando cada sorriso, cada lágrima profunda, cada palavra, cada sentimento, cada abraço forte como se o amanhã fosse uma miragem.
3. O futuro pode existir, essa miragem, está perto e quando ele necessita ser projectado e pensado então aí peguemos nele, quando ele implorar, necessitar ser explorado.

Nunca ninguém escreveu certo sobre o que irá fazer amanhã. Quem é a pessoa certa, perfeita que hoje diz "amanhã será assim, assim e assim." e é mesmo? Os planos mesmos que parecidos nunca são exactamente certos, na vida só a morte é certa.
Por isso desfruta do que tens a teus pés, da dádiva que possuis, respira e deixa-te levar pela janela do sorriso, pela brisa suave da alma, somente ela importa.

 

(Foto: filme "127 horas")

06
Out15

Um tempo.

Carolina Cruz

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Para tudo há um tempo...
Percebes que cresces e que a tua vida muda quando já só queres te sentir bem, sem pensares na opinião dos que menos importância têm para ti, quando aquilo que mais queres é estar junto de quem mais gostas e de quem mais amas, de realizar aquilo que te faz feliz e empenhar-te naquilo que te torna realizada. 
Percebes que ficam os que forem verdadeiros e os pequenos prazeres da vida têm outro sabor, como uma mesa rodeada de poucos e bons amigos, a simbologia de um festejo, a entidade de um sorriso sincero, um gesto espontâneo e um abraço apertado, a mão dada, o aconchego e o coração quente.
A vida nos oferece o melhor sem estarmos à espera, precisamos é de lutar e de saber que o amor é tudo aquilo que temos para vivermos mais felizes.

 

Fonte da imagem: filme "Cartas para Julieta"

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