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Gesto, Olhar e Sorriso

Palavras que têm vida.

14
Jan18

[Cinema] Breathe

Carolina Cruz

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Que filme, que história, que homenagem...
Uma história verdadeira, um homem de coragem, uma mulher muito à frente do seu tempo e um filho com amor e saudade no coração. 
Um filme que tem tudo para ser perfeito e o é. Excelente é pouco para descrever esta obra-prima.
"Breathe" é um filme que nos fala da história real de Robin, um homem aventureiro e divertido, com uma paixão enorme pela vida e por Diana. Robin, vê-se na sua idade jovem, prestes a ser pai, paralisado para a vida toda, como consequência da grave doença poliomielite. 
Diana desafia a sociedade da época de sessenta e consegue que o marido saia da prisão que era a medicina para pessoa com doenças e deficiências como a sua. 
Um amor poderoso que ajuda a que Robin, mesmo limitado, tenha uma vida inteiramente feliz, ajudando, com o seu comportamento positivo em relação à sua condição, a que se trabalhasse e se desafiasse a mobilidade, acessibilidade e vida com direitos para as pessoas com deficiência. 
Um filme forte, intenso e realmente poderoso, como a luta de Robin e Diana. 
Para quem gosta de dramas com mensagens motivacionais, que nos prendem à vida e nos queimam a alma na pressa e na vontade imensa de viver bem, este filme é ideal.
Cinco estrelas? Muito mais, com certeza. 
Vejam!

 

 

07
Fev17

[Cinema] 2 filmes que abordam a deficiência

Carolina Cruz

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“Ocean Heaven” fala-nos sobre o poder do amor e da educação de um pai doente para com o seu filho autista. Relata a história do seu dia-a-dia e da forma como luta para que o seu filho seja aceite pela sociedade e seja, sobretudo, autónomo.
Um pai como há poucos, que encontra na criatividade um estímulo e uma aprendizagem de rotinas e mudanças incríveis para que, quando puder partir, o seu menino seja já um homem feito, deixando o seu papel cumprido. Um filme ideal e apaixonante para mudanças de consciência e alerta para a importância de hábitos e necessidades.

 

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Sob a leve brisa escreveu-se “Escafandro e a borboleta”, baseado numa histórica verídica de alguém que viu o seu passado voar.
Jean-Dominique Bauby, um homem livre, com um grande sentido de humor, relata a sua própria sentença – através de um acidente cardiovascular grave e um posterior coma de onde despertou adquiriu uma síndrome rara a que chamam “lobked-in” que o deixa totalmente paralisado, pode ver o mundo apenas através de um olho que não parou.
No entanto, para este grande homem, que a todos conquistou, só o seu corpo paralisou, pois a sua criatividade, imaginação e senso de humor não deixaram que a sua alma morresse ali e então não parou, porque parar é morrer mesmo estando vivo.
Mesmo não podendo falar, aprendeu a comunicar com o olhar e conseguiu concretizar o seu velho sonho, lembrando tudo aquilo que passou por si, todos os bons momentos e erros cometidos para poder ficar em paz com todos aqueles com quem viveu.

 

 

02
Nov16

[Cinema] 3 filmes sobre a deficiência

Carolina Cruz

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 Nome de código: Mercúrio

Ele transporta o dom consigo, é especial, apresenta disfunções ao nível social e da comunicação, não é um atrasado, é autista. Tem uma inteligência tão sua e tão cobiçada.
Não o entendo como inferior e sim inteligente, num saber tão precoce, tão intuitivo. 
Foi essa inteligência que o levou a estar em constante perigo, mas igualmente a criar ligações importantes para a sua vida.
É necessário nunca descuidar aqueles que cativamos e que, mutuamente nos cativam. Simon soube disso, não esqueceu Art, nunca.
"Nome de código: Mercúrio" leva-nos numa adrenalina constante, a aprender sobre mil e um sentimentos que a vida nos prega e nos traz, que a diferença não é inferioridade, mas sim algo que torna tudo mais especial neste mundo cruel!

 Abraços Partidos

“Abrazos rotos”, nome original do filme “abraços partidos” de Pedro Almodóvar, que p17.jpgconta a história de um cineasta, que perdeu a visão num trágico acidente e que mesmo assim não se vê a parar de escrever e deixar de fazer o seu trabalho, muito pelo contrário.
Este filme relata o reencontro deste cineasta com o passado, a amores que tiveram uma intensidade imensa e um fim precoce, mas no presente esse tempo que não volta mais ajuda a desvendar mistérios e segredos que outrora nunca tinham sido entendidos.
Entra na magia e no suspense desta película do famoso e único Almodóvar e descobre a preciosidade do tempo no agora e do que somos.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Like stars on heart 

 

“Somos todos diferentes” é um filme indiano que nos mostra, exatamente, o que o seu próprio titulo indica. Ninguém precisa de ser igual ao outro, cada um é como é, na sua essência e cada um marca da sua forma, naquilo que é melhor.
Tantas crianças há que, tal como Ishaan têm problemas de aprendizagem,p18.jpg como a dislexia por exemplo e ler e escrever para essas crianças é um tremendo pesadelo, porque não compreendem o que é escrito e para saber ler e escrever é preciso compreender para saber como interpretar.
Não estou a dizer que estas crianças nunca chegam a ler ou a escrever. MUITO pelo contrário, são fabulosos artistas, tantos conhecidos há que se deparavam erradamente com as palavras, falo por exemplo de Albert Einstein, Leonardo Da Vinci e incrivelmente até Agatha Christie, escritora de tantas palavras bonitas e se virmos bem são pessoas que marcaram o mundo, são “pedras preciosas”.
“Pedras preciosas” que precisam de ser respeitadas e amadas, de serem compreendidas e animadas apostando nas suas potencialidades porque o seu crescimento e evolução é diferente de todos os outros, e se formos a ver nenhum de nós aprende da mesma forma ou ao mesmo tempo.
Cada criança é uma criança com o seu dom, que precisa ser valorizado, porque cada um nasce para ser diferente de todos os outros, todos somos especiais, cada um é um ser e tem o direito a crescer e a viver com dignidade.
O filme conta a história que reflete tantas outras histórias destas crianças pelo mundo e leva-nos a refletir que de cada um podemos tirar o melhor e que unidos a nossa causa será maior e mais felizes seremos se respeitarmos e acreditarmos naqueles que admiramos e que tanto amamos.

 

 

15
Set16

[Cinema] A beatiful mind

Carolina Cruz

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Duas horas de suspense, duas horas de uma poderosa história que nos prende e nos assusta.
A sua mente é poderosa e vê além daquilo que vive ou sente.
Podemos dizê-lo de forma menos fantasiosa. John está preso a si próprio. De uma forma menos dramática e mais realista podemos afirmar que estamos perante um doente mental, que julga e sonha mais do que aquilo que é real, mas que, com força e amor se torna numa das pessoas mais conceituadas do mundo, provando que a capacidade de luta e de vontade nos leva a um futuro certo, ao topo e que não é a eficiência ou a deficiência que nos define, mas sim, tudo aquilo que somos, toda a nossa história, toda a nossa vida.

 

 

15
Jul16

[Cinema] 3 filmes sobre a deficiência.

Carolina Cruz

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Beyond Silence

“Beyond Silence” (um filme de 1996) demonstra-nos a importância que existe em ouvirmos o nosso coração e sobretudo não termos vergonha nem pena de nós mesmos.
Este filme conta-nos a história de Lara, filha de pais surdos-mudos, que sempre se mostraram desconfortáveis com as suas limitações, mas sempre apoiados por esta filha que desde cedo aprendera linguagem gestual, comunica com eles, traduz-lhes os programas de televisão e que os incentivava a levar uma vida normal, dentro dos seus possíveis.
O sonho de Lara sempre foi ter uma carreira musical tocando clarinete, sonho esse que os pais de Lara nunca aceitaram da melhor maneira por nunca terem tido o prazer de a poder ouvir, mas podem escutá-la se observarem bem o seu coração e sentirem as vibrações da música que é tocada, pois não é vergonha ver o mundo de forma diferente. É isso que nos desperta e nos faz pensar em “Beyond Silence”, deparamo-nos também sobre tantas curiosidades sobre a audição, a sua importância e ao invés, consequências da falta dela.
Nem sempre precisamos de falar por palavras, pois as coisas verdadeiras sentem-se sem, obrigatoriamente nos expressarmos por palavras, no fundo o mais importante é ouvirmos o nosso coração.

 

 

Soul Surfer – Coragem de viver

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As barreiras são, na maioria das vezes, criadas pela nossa mente, chamando-as de medo, medo de seguir em frente. 
“Soul Surfer – Coragem de viver” mostra exatamente como precisamos de acreditar que somos capazes de fazer o que outrora fizemos, marcando e amando ainda mais. 
Este filme conta-nos a história verídica de Bethany Hamilton, campeã de surf e da coragem, que se viu obrigada a mudar a sua rotina desde que perdeu um braço, mas não mudou nem deixou de realizar a sua grande paixão: surfar. E ainda bem que o fez, pois deixa em nós uma mensagem de nos fazer lutar contra o possível e o impossível, de nos fazer lutar pelo prazer que é estarmos vivos e de nos mostrar que o amor é acima de tudo, a força para conseguirmos. 

 

 

 

Temple Grandin

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Temple Grandin começa o filme por se apresentar: "(...) eu não sou como as outras pessoas. Penso com imagens e conecto-as.", mas miss Grandin não é diferente, ou é porque somos todos diferentes, a sua mente é especial, é muito além do que qualquer mente comum, é interessante, inteligente e sensível. Sim, também sensível ao toque, Templen Grandin tem autismo, diagnosticado aos quatro anos, com um futuro nada promissor, os médicos não davam esperanças que pudesse vir sequer a falar e que o melhor seria o internamento e aí entra a história de todo este filme tremendamente encantador e real. 
A sua mãe com toda a coragem e amor lutou por ela e hoje Temple é doutorada e aprendeu em todas as suas fases da sua vida a evoluir à sua maneira e a conhecer a sabedoria e a amizade. Esta conta que embora os autistas sejam sensíveis ao toque quando se encontram mais agitados eles também necessitam de um abraço e por isso criou um máquina de abraçar com a sua gentil inteligência criativa. 
Vale a pena assistir e conhecer esta mulher que, na realidade completa 66 anos, e é conhecida por grandes palestras e crónicas em grandes magazines. Porque não é o transtorno que nos faz mas sim a nossa luta!

 

 

02
Jun16

[Resenha Literária] Viver depois de ti, de Jojo Moyes

Carolina Cruz

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Caramba! Tenho de começar assim, é impossível começar a crítica deste livro de outra maneira. Custou-me abandonar esta história, este livro, porque como diz a crítica do New York Times, apeteceu-me lê-lo de novo assim que o terminei.
"Viver depois de ti" é um livro cru, que envolve a magia da vida e o mais escuro que ela nos pode oferecer.
Este best seller discute de forma perfeito os direitos de cada ser humano.
Todas as escolhas que fazemos há sempre alguém que sai magoado, especialmente quando se trata de pôr termo à vida.
Will Traynor, um homem de sucesso, sofre um acidente que o coloca numa cadeira de rodas para o resto da sua vida.
Homem de correr riscos e bom vivã vê-se como nunca se sonhou, repugnando o ser em que se tornou. Frio, mal humorado e desleixando-se, conseguirá aos 35 anos voltar a ser feliz? Será que essa felicidade suficiente?
Tudo mudará quando Louisa Clark entra na sua vida. Divertida, descontraída e com gostos peculiares, muda a sua forma de se entregar ao tempo e à rotina que tem.
Aventuras, aprendizagens, momentos nunca antes experienciados até então surgirão, o que cria entre ambos uma cumplicidade infinita.
Um livro incrivelmente maravilhoso é assim que o posso definir, um livro que nos deixa preponderantes ao debate de sentimentos como o livre-arbítrio e a capacidade de amar e de saber quando devemos deixar alguém partir... mas como isso nos parte o coração.
"Viver depois de ti" faz-nos soltar gargalhadas impulsivas e chorar como se da nossa própria vida se tratasse. Leva-nos sempre a pensar "E se fosse comigo?"
Resta-me agora aguardar ansiosamente pela estreia do filme, e até lá leiam também este livro tão especial!

13
Out15

[Por aí] VI Festival Nacional da Canção para pessoas com deficiência

Carolina Cruz

O Festival Nacional da Canção para Pessoas com Deficiência é um festival para todos, tem como objetivo demonstrar as capacidades das pessoas com deficiência mental, promovendo a criatividade, a competição saudável e para quem assiste: a inclusão.
Neste festival várias IPSS de Norte a Sol de Portugal, concorrem entre si, para representar Portugal no Festival Europeu da Canção para Pessoas com Deficiência 2015.
A felicidade autêntica  é a energia deste projeto, pois não há pessoas mais empenhadas e sinceras no que fazem, são elas que nos levam a bater palmas até ao finzinho, sorrir até doerem os maxilares e sobretudo nos deixam a lágrima no canto do olho, mostram a todos que a diferença não importa. E que importa realmente? Não somos todos diferentes? É isso que nos torna especiais e a música é o dialeto mais bonito do mundo e este projeto é o verdadeiro exemplo que ela nos liga a todos. 
Este ano, o Festival Nacional da Canção foi recebido pela ARCIL (Associação para a Recuperação de Cidadãos Inadaptados da Lousã) de braços abertos e do qual eu também fiz parte como voluntária, neste sábado, dia 10. 

Quem já conhecia este Festival? Para todos aqueles que conheciam ou desconheciam o mesmo, fica aqui um pouco desta magia - os vencedores deste ano: "os Curiosos" da associação CRID de Cascais, espreitem, vale a pena:

 

 

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