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Gesto, Olhar e Sorriso

Palavras que têm vida.

15
Out18

[Ficção] Não me quero levantar

Carolina Cruz

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Cercas-me o pensamento, há dias que não durmo, a cama vazia com o teu cheiro corrói-me a pele, afeta-me como se assim a minha vida não andasse para a frente.
Costumava dizer orgulhosa que gostava muito de ti, mas que se algum dia terminassemos eu viveria bem sem ti. Menti a mim mesma, aos outros. Menti tanto, mas tanto. 
Hoje procuro-te em todo o lado, na pele dos outros, nos sorrisos, nas ruas... Dói-me constantemente esta tua ausência, não sei viver assim. 
Fecho os olhos e ainda consigo ouvir a tua voz dizer-me baixinho que sou a cor dos teus dias e hoje, hoje os nossos dias (ou pelo menos os meus) não passam de um pesadelo, de uma escuridão infinita.
Nem sempre há finais felizes, às vezes o que é verdadeiro também termina e eu nunca viverei bem sem ti.
Deito-me nesta cama em que te sinto e não me quero levantar.

11
Jun18

[Ficção] Sonhar-te

Carolina Cruz

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Feriste o meu peito. 
Fizeste um rasgo, de um lado ao outro, que não estanca, que não para de sangrar.
Há coisas que nem o tempo consegue curar. 
Vem-me à memória todas aquelas frases bonitas que dizias e todo o calor do teu corpo sobre o meu, palavras fantásticas, esperançosas e momentos eternos que não passaram de uma mentira. 
Hoje ainda me lembro de nós, hoje ainda queria viver-nos, viver essa mentira, porque o conforto da tua pele, o cheiro de todas as coisas, valia a pena, mesmo que fosse um sonho onde sabia que acordaria, um sonho que antecedia a um pesadelo.
Agora dorme comigo a saudade, acorda comigo a ansiedade de ter de passar mais um dia, sem ti. 
Não podias demorar mais um pouco? Não podias colar um pouco desta amargura que me invade? 
Só te quero a ti, por mais que doa. Só te quero a ti no meu abraço, por mais que tudo pese. Só tu consegues fechar este buraco no meu peito e só tu conseguirias curar o que o tempo não cura.
Vens? Eu sei que não. 
Por isso, ficarei aqui, a sonhar-te.

 

 
14
Mai18

[Ficção] Sou inteira!

Carolina Cruz

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O tempo. Esse maldito jogo onde nos perdemos, onde nem sempre vencemos.
Somos nós, tudo aquilo que vivemos, tudo aquilo que cobrámos à vida. Somos meias palavras, meias verdades, presentes incompletos e futuros incertos.
Somos tudo, somos nada. Somos o meio-termo e eu estou cansada. Cansada de não te viver a cem por cento, de não te poder amar na inquietude em que se deve viver um amor e eu embora não queira de todo perder-te, acho que vivo melhor sem ti.
És a felicidade e o desgosto, mas há tanta coisa em ti que me faz querer-te por perto e tanta coisa em mim também. Sabes o que permanece em mim e que te faz ficar? A baixa autoestima, o medo de não ter mais ninguém, esta falta de amor por mim própria, este tamanho amor por ti.
Queria que o tempo decidisse, queria que ele me oferecesse o melhor, porque eu já não tenho forças para dizer que não te quero mais, mesmo que te ame. 
Por isso, faço-me de forte, engulo as minhas lágrimas e respiro o tempo, olho o futuro e procuro fé no meu ser, sento-me e digo-te com um sorriso nos lábios: Não posso viver pela metade, sou inteira!

03
Mai18

[Ficção] Não mudas

Carolina Cruz

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Nunca fui a tua primeira opção, em nada. Porque seria agora? Para que é que teimo ainda em ligar e magoar-me a mim própria?
Não há em ti aquela vontade imensa, aquela partilha necessária em me teres contigo.
Há sempre outras prioridades, em amares mais as coisas que realmente achas que te dizem respeito e eu gostava tanto que demonstrasses mais o carinho que acho que ainda tens por mim.
Continuo a dizer-te a mesma coisa: que são as nossas ações que geram outras ações. Tu sabes disso, mas não mudas.
Continuas a implicar, de mansinho, sem as pessoas perceberem, para que, em tudo o que faças possas ficar por cima, mesmo que não demonstres, mesmo que para isso me tenhas de magoar, e de me inferiorizar.
Eu não sou ninguém a menos que tu, não sou. E não penses, contente, que acho isso por me desrespeitares. Não. Nada disso. Apenas me sinto triste por ainda te amar tanto e continuar a ver que, em ti, não há aquela exaltação de me teres por perto, de partilhares momentos comigo como eu teria todo o prazer em partilhar contigo. Não vejo o sorriso interessado como quando falas com os teus amigos, a forma estupenda e alegre como vibras quando assistes futebol e a tua equipa ganha.
Tu não vês que eu estou aqui. Sei que posso ter cometido alguns erros e sabes que nenhuma das minhas palavras entaladas ficaram por dizer, nunca disse aos outros de forma triste, o que nunca te apontei na cara. Eu estou de consciência limpa quando sempre demonstrei interesse em querer-te.
Eu estou de consciência tranquila sim, mas acredita que dói demais preferires estares de costas voltadas do que seres a minha equipa, o meu lugar terra-a-terra e o meu abraço. Dói demais sabes? E digo-te mais, não há nada material ou mensagens que possas escrever que compram o meu coração magoado. Eu só queria que olhássemos no mesmo sentido, que inventássemos histórias e construísses sorrisos comigo, verdadeiros, para podermos juntos ter memórias para contar.
Sem nada não se criam memórias, por isso vou em busca delas. Se eu não serei nunca a tua primeira opção, nem a segunda… então partirei e o meu coração mudará.

01
Fev18

[Ficção] Deixas-me?

Carolina Cruz

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Que dor é olhar-te no mais vazio de ti, esse mais vazio de ti é a tua ausência de mim. 
Criei-te confusão, certo? Pois bem, pelos vistos foi o que fiz em toda a tua vida, criei confusão na tua mente, em vez de amor no teu coração. 
Seria mentira se dissesse que não tenho saudades de quem era sem ti, sem esta tua presença ausente, sem esta dor que me inquieta e ao mesmo tempo me desmorona. 
Sinto uma saudade tamanha daquilo que fui antes de te conhecer, deste peito leve sem dor, deste coração sem raiva ou deceção. 
Porque te tornaste tão mau? O que te fiz? O que fizemos de nós dois?
És mau não, jamais, por me bateres. No entanto, a dor física (não estou a dizer que seria bom) é mais sentida que a dor da alma, da psicológica, da interna. A dor na pele, sente-se, sabe-se que forma tem, o seu tamanho. Agora esta dor que em mim se invade, esta saudade tamanha não tem outro nome, vive de coragem. 
Já não sei quem és, já não sei quem sou, quem somos… perfeitos desconhecidos que um dia se casaram, se amaram antes de isso. Hoje sou a saudade que em mim fica, na esperança de, mesmo sabendo que isto não mudará, eu poder sorrir por ser livre. 
Deixas-me?

 

 

Já seguem a minha página de autora?
Carolina Cruz

29
Jan18

[Resenha Literária] "Há pesadelos que nos fazem acordar" de Joana Veríssimo

Carolina Cruz

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"Há pesadelos que nos fazem acordar" é o primeiro livro (de muitos, espero!) de Joana Veríssimo.
Quem segue a Joana sabe que a sua escrita é de uma simplicidade mágica e poética, logo este livro não é excepção!
A Joana fala-nos sobre sentimentos que todos nós presenciamos diaramente, a perda, o amor, o desamor, pedras no caminho. É nesta simplicidade deste viver tão intenso que cabe a minha admiração pela escrita da Joana. Lê-la é dar sentido a cada pedacinho maravilhoso das nossas vidas, até as coisas menos positivas fazem sentido. 
Porque quando se escreve com a alma e o coração é a engrenagem da vida e da escrita, o resultado só podia ser este: fantástico.
Leiam, porque vale mesmo a pena. 
Até lá, sigam a Joana nas redes sociais (facebook e instagram)

12
Mar17

[Ficção] Não te preocupes

Carolina Cruz

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Deixa estar… Não te preocupes!
A verdade é que me cansei, cresci. Não mudei, continuo a ser aquela por quem te apaixonaste e com quem tiveste uma relação maravilhosa. Tu é que mudaste, ou melhor… Revelaste-te!
Deixa estar… Não te preocupes, que eu já deixei para lá também. Deixei de correr atrás de ti feita parva. Não, desta vez eu vou ter o juízo suficiente para perceber que não dá mais. Que não é por insistir em tentar falar-te que as coisas se vão resolver.
Depois de tanto me ignorares, percebi que estás certo, não dá mais. Eu ainda sou estúpida por querer resolver as coisas, mas percebi com o tempo que quem me ignora não merece mais o meu tempo, não merece a minha companhia, quanto mais a minha amizade, muito menos o meu amor.
Aprendi que não podemos agradar a todos, e que embora o que vivemos tenha sido forte e bom, eu percebi que o tempo e a vida são escassos para demorar nesse sofrimento de não me quereres de volta, nem na tua mesa de amigos.
Não te preocupes… Essa mesma expressão é uma forma de dizer porque, na verdade, nunca te importaste, portanto e agora… é a minha vez de te dizer “deixa estar” que eu “deixo para lá”.
Aprendi que posso ser feliz sem ti.

 

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