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Gesto, Olhar e Sorriso

Palavras que têm vida.

18
Out18

[Ficção] No sorriso de um louco

Carolina Cruz

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Num sorriso de um louco, há sempre um amor doce.
Foi exatamente isto que pensei quando o olhei, tinha muito mais que a minha idade, com cabelo grisalho e olhos de bom sonhador. Não havia coração de velho na sua alma e por mais anos que tivesse além de mim o seu sorriso tornara-o jovem. 
Que importa a idade se o amor nos faz sempre retomar a infância e nos faz ser crianças de novo? 
Era isso que importava, mais nada. 
Os meus olhos de rapariga maior de idade apaixonou-se pelos seus, vinte anos mais velhos. 
Foi difícil amá-lo aos olhos da sociedade, mas o amor completa tudo o que a vida tende em separar.
Vivemos toda a vida assim, até a morte nos separar fisicamente, porque os que amamos nunca partem do nosso coração. Ele viveu eternamente comigo.

27
Jun18

Vou sempre te amar!

Carolina Cruz

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A chuva lá fora, a correr pelos beirais.
Fazes insónia no meu corpo com o teu sorriso.
A tempestade inquieta, o frio fora de época e o calor dos nossos corpos nus dentro destas quatro paredes.
Sorris e eu sorrio.
Delicias-me, neste gosto selvagem e intemporal que é estarmos juntos.
Que o nosso amor sempre floresça, mesmo em dias de chuva, porque é nesses dias que ele se sustenta. Não nos dias cinzentos lá fora, mas os da alma, nos dias em que esquecemos quem somos e deixamos que a tempestade nos envolva.
É com a mão no teu peito, admirando a tua nudez, que te imploro para que saibamos sempre ser o sol um do outro e que ele brilhe no nosso olhar
Adormeço no teu colo e agradeço este despertar constante. És a aurora dos meus dias. O meu acordar. 
E enquanto os meus olhos se fecham, dizes-me baixinho:
- Vou sempre te amar!

 

 

 

______________________________

 

Photo by Larissa in "we heart it"

23
Fev18

Obrigada por existires

Carolina Cruz

 

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Quero para sempre essa tua mão na minha, meu amor.
Esse abraço, esse terno abraço que nos une. 
Essa cumplicidade interna e eterna do coração, do corpo e da alma. 
Quero-te plena e simplesmente como dois átomos que se unem, que se entendem e estendem como o mar e a areia. 
Quero-te para sempre, nessa juventude do teu olhar sobre o meu, que não apagará, nem envelhecerá nenhum pequeno pedaço deste amor grandioso. 
Venham as tempestades, as noites mal dormidas, as discussões, porque sei que após todas as intempéries, o nosso amor ainda permanecerá, os nossos corpos terão a mesma intensidade para fazer amor, os lábios para sorrir, a certeza de mão dada com a coração. 
Amo-te e nenhuma imensão de palavras chegará para dizer-te tudo aquilo que sinto, poderia fazer todas as canções, escrever-te cartas de amor, implorar ao vento que te beijasse com a intensidade da minha paixão por ti, que nunca será suficiente, sabes porquê? Porque numa outra vida, além desta nossa vida longa, estivemos unidos, pois a nossa cumplicidade é complexa e bonita demais para ser compreendida.
Obrigada por existires e me amares no mesmo tamanho que o tempo.

23
Dez17

És

Carolina Cruz

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És o som que bate no meu coração.
És o ar que respiro.
O meu jogo da razão.
Venci-me pelo tempo, pela desilusão na verdade.
Tornei-me indiferente, não fria, mas descontente com quem se aproximava por mera paixão. Até ao dia em que te olhei nos olhos e sorri. 
Nunca imaginei que houvesse em mim tamanho amor, nunca fui mulher de sonhar com casamentos, com grandes paixões como as histórias do cinema. 
Não que me queira casar contigo, nada disso, sempre fui decidida quanto aos meus planos. 
Amor, família, eternidade, não precisa de papéis, de contratos assinados que provem aquilo que sentimos. Porque o que sentimos revê-se nos nossos olhos a brilhar, na felicidade do nosso sorriso, da nossa pele que se toca, nos lábios que se beijam como se fosse a primeira vez. 
Casar é um sonho para muitos e eu respeito. Porém, o meu sonho é ter-te por perto, é acreditar que será sempre assim, a intimidade e a cumplicidade que se espelha nos nossos olhos a sorrir. 
Não preciso de cartas de amor para mostrar o que sinto, não preciso de presentes para me mostrares o que sentes, preciso que precises de mim, que ames quem sou, que valorizes o que temos, me beijes e que me respeites. 
O amor não precisa de palavras desmedidas ou festejos de celebrar anos juntos, nada disso, somar está nas pequenas coisas do dia-a-dia. Do beijo de bom dia ao aconchego do lar à noite. De um pequeno “amo-te” em gestos de mão dada, de um abraço apertado…

O amor é o sentimento mais simples quando te tenho do meu lado e isso diz tudo, certo?

17
Jul17

[Ficção] Esses olhos

Carolina Cruz

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Esses olhos. 
Eram os teus olhos rasgados a olhar os meus.
O sorriso a despontar. O sorriso a nascer para toda a vida... esse mesmo sorriso que se quebrou.
Não há mais volta e tu não voltas para mim.
Não há amor como o primeiro? Mentira, não há amor como aquele que nos mata a sede, que nos envolve no peito e nos queima de prazer pelo simples gesto de amar.
Nunca me esqueci de ti.
Não existe um único dia em que não me lembre desse olhar.
Há amores que, por mais anos que vivamos, por mais pessoas que passem por nós, são eternos, pelo facto de nos terem marcado para sempre.
Embora eu ame quem tenho a meu lado, os meus filhos, os meus netos, eu ainda amo as nossas memórias, quem foste para mim, porque a juventude não volta. Volto apenas, todos os dias, a vontade de voltar atrás no tempo.

 

 

23
Mai17

[Ficção] Oh, meu amor!

Carolina Cruz

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Oh, meu amor...
Como o tempo passou!
Já não és mais a menina ladina de tranças, mas esses olhos cor de limão ainda permanecem com o mesmo brilho!
Como o tempo passou por nós...
Erámos meninos e eu vivia no teu coração!
Hoje vives também no meu, num casamento tão bonito.
Não me esqueço nunca como eras rabugenta, como eu me ria com o teu mau feitio. A mulher ciumenta que sempre se preocupou e que, na verdade, sempre amei.
Faltam-me as palavras...
Por ti, tudo quero.
Por ti, tudo fiz, tudo farei.
Por isso morrerei de desgosto ao ver-te partir...
Oh, meu amor...
 

 

17
Mai17

Eternamente

Carolina Cruz

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Percebe uma coisa: É a ti que eu quero, mais ninguém.
Abraçar, beijar, chatear, discutir, abraçar de novo, aparvalhar, amar.
És só tu mais ninguém. É só contigo, mais ninguém.
Não vou amar mais ninguém o resto da minha vida, não vou querer me seduzir por alguém que não tu.
Por isso mesmo quero que entendas que eu não sou uma terra conquistada como faziam os mouros. Não sou uma propriedade tua ou uma medalha que abanas e que julgas que vences.
Eu só te quero a ti, porque nunca me julgaste assim, porque se um dia o fizeres, talvez o meu pensamento mude. Eu quero que sejamos assim o resto da vida, a querer o bem um do outro sem pedir nada em troca.
Eu quero desejar-te e mimar-te para sempre. Também quero que me conquistes todos os dias em que caminhamos lado a lado. Não apenas hoje, mas amanhã também. Não enquanto eu for jovem, bonita e tu um homem atraente e sensual. Não! Eu quero que tu me aceites e me ames aos vinte, quando tudo começou. Aos trinta, quando nos juntarmos numa vida a dois. Aos quarenta, quando for uma mãe por vezes chata ou mandona. Aos cinquenta, quando achar que a vida é uma chatice e me achar que não sou tão bonita como outrora. Aos sessenta e setenta ou quando a morte chegar perto, eu quero que tu sejas vida em mim. Porque eu amar-te-ei de todas essas vezes, em todos os teus recantos, os teus vinte tão bonitos, os teus trinta tão responsáveis, os teus quarenta extremosos e os teus cinquenta a berrar com o futebol. Os teus sessenta e setenta de rugas vincadas e amores-perfeitos.
Amar-nos-emos até quando os nossos corpos não puderem mais, até a nossa alma falar por nós e nos beijar, eternamente.

 

 

14
Mai17

Tu bastas-me.

Carolina Cruz

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Pipocas (um balde cheio), uma série e milhares de sorrisos. Basta-me.
Tu bastas-me.
O teu carinho, o teu conforto, o teu sorriso e o teu amor.
Esse amor que não cessa, esse amor que se constrói a cada dia.
Por isso, no calor da noite, eu só quero que me aconchegues.
Contigo, posso até virar rotina, desde que os nossos beijos sejam sempre iguais, cheios de pedaços gigantes de cumplicidade.
Contigo, tu e eu, para sempre. Até sermos velhinhos.
Tu e a bola, eu e um livro. Mas no fim da noite, ai o fim da noite!
Pipocas (um balde cheio), uma série e milhares de sorrisos!
O que vier depois disso será segredo, será nosso, será amor. Amor para viver, não para mostrar ao mundo. Eu e tu, para sempre. Até sermos velhinhos. Até não conseguirmos amar mais, porque os braços cessam e porque o corpo pesa.
Virá a morte, mas não o esquecimento. Virá a morte, mas não o término. Porque este “para sempre”, vai muito além da eternidade.
Eu e tu, para sempre. Basta-me.

 

 

 

30
Abr17

Acreditas? Eu também

Carolina Cruz

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Sabes... é impossível não te querer para sempre.
A verdade é que mil sonhos do (meu) futuro te pertencem.
Um lar, uma certeza, uma vida a dois. Um aconchego, uma calma e um coração completo.
Uma casa inundada de amor, de desejos partilhados, tarefas distribuidas, rotinas quebradas.
E mais tarde, com estabilidade, passaremos a ser três.
Três pedaços de amor, um sorriso infinito e um amor maior.
Porém, o tempo presente é o agora e é nesse agora que devemos lutar para que esse "para sempre" exista.
Esse agora, que é o hoje, será a história que contaremos (com amor) amanhã.
Acreditas? Eu também.

 

 

24
Abr17

Se é amor...

Carolina Cruz

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Se é amor então não são precisas palavras. Se é amor, do verdadeiro, é o coração que fala com a alma através de um olhar, de um olhar ao qual ninguém se insurge, que ninguém ousa contestar ou negar. Se é amor, a aura que paira num olhar cúmplice é intensa, poderosa e o sorriso surge. Surge mesmo quando se quer chorar, surge mesmo quando o mundo nos quer roubar o que temos de melhor, quando o destino quer que a distância separe esse amor, mas se é amor, de verdade, ultrapassa e cura tudo.
Ainda que, por momentos, não se consiga ultrapassar, ele viverá para sempre na memória de quem ama para sempre e viverá com esse desejo para toda a vida, de um reencontro, de uma ajuda do destino, porque um amor verdadeiro nunca se esquece, não se pode fugir dele, ainda que se queira. Porque no cruzamento da vida, em que os olhos se reencontram, o sorriso, que embora magoado com o tempo, diz que o tempo não interessa mais, fazendo jus à felicidade e se entrega num beijo profundo. Porque se é verdadeiro, não tem fim, data de término ou falecimento. Amor de verdade é para toda a vida. É meu, teu, de mais ninguém.
 
 

 

 
 

 

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