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Gesto, Olhar e Sorriso

Palavras que têm vida.

03
Jun17

[Resenha Literária] Nos braços do Vagabundo

Carolina Cruz

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O amor cura, mas também dói. O amor fere mas é o primeiro passo para o tratamento da alma.
Quando perdemos alguém nunca julgamos que essa pessoa leva consigo o nosso mundo, sentimo-nos vazios, moribundos, doentes, procurando um destino fatal.
Estas palavras e pensamentos reveem-se no papel de Sofia, a protagonista deste livro – “Nos braços do vagabundo” de Letícia Brito.
Sofia é uma jovem carismática, no entanto a perda do seu verdadeiro amor irá consumi-la, desejando até a sua própria morte. Sofia adquire depois de perder o seu Francisco, uma depressão pós traumática, pois antes já havia perdido o pai e afeiçoando-se ao seu primeiro amor viu nele um escape e uma cura para a ferida incurável que é a morte de um pai. Ora, perdendo Francisco, Sofia perdera o rumo, e é aqui que o enredo valente desta história brilhante começa.
Letícia (a autora) consegue ter o tato fantástico de saber como se pôr na pele de Sofia, faz-nos sentir de forma intensa o que a sua personagem sente. Porque embora esta seja uma rapariga cheia de sonhos, o passado infeliz, de bullying, de um amor perdido, fere-a mais do que qualquer ponto positivo: um novo amor, um trabalho de sonho.
Este é um livro que nos ensina muito, que tem o objetivo de marcar e de levar à consciência de cada um que o lê que ainda há muito por fazer quando questionamos ou falamos de doenças do foro psicológico, a nossa sociedade ainda está muito aquém, ainda os chama de loucos, ainda acha que não existe razão para tamanha tristeza, que não passam de lamentações. Mas não, as doenças como estas são delicadas, precisam de cuidados, de serem lidas, de terem atenção por parte de todos os nós.
Leiam este livro porque vale mesmo a pena, tem uma mensagem importante e marca, marca mesmo.

28
Abr16

Cada toque seu (parte II)

Carolina Cruz

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Caramba! Os seus olhos pareciam dois cristais, o sorriso pareceu oferecer um beijo e eu parecia aceitar toda a situação.
Idiota, não resisti... e sabia que havia o desejo de o querer mas mais desejo ainda de que ele me quisesse a mim.
Aquele jogo de incertezas e ódio pareciam perseguir-me, ainda asssim rendia-me aos seus beijos, ao seu corpo estupidamente bem constituído, enquanto ele me puxava o vestido para cima, despindo-me por completo.
Cada toque seu era uma ferida na minha consciência e um sorriso no meu coração lamechas, mas o meu corpo desejava que aquele momento fosse eterno.
O calor dos seus lábios sobre a minha pele pareciam queimar-me e a sua força contra o meu peito prendia-me, como eu abominava mas queria.
Então percebi que independentemente de todos os sentimentos contrários, eu sempre sonhara com aquele momento. Então encostei-o contra a parede, se ele tinha aberto o jogo então eu merecia mostrar o que valia.

 

 


(Continua?!)

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