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Gesto, Olhar e Sorriso

Palavras que têm vida.

01
Mar19

[Ficção] Não dá para adiar este amor

Carolina Cruz

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Não dá para adiar este amor.
Não há como guardá-lo para amanhã.
É urgente o que sinto por ti, é urgente amar-te como se isso cumprisse a minha vida.
Não posso deixar para depois porque, embora te escondas, sentes o mesmo que eu.
Porque teimas em destruir-te se é paixão ardente aquilo que me queres dar?
Sê impulsivo, para de pensar, o nosso amor é tão certo na minha pulsação que nada pode ser errado!
Do que estás à espera para te lançares nos meus braços? 
Ama-me, beija-me a pele, os lábios, enamora-me por completo!
Corrompe-me, abraça-me e deseja-me ainda mais.
Prende-me em ti, faz do que sou um ser inquieto e assume essa paixão dentro de mim, despe-me a alma, que o meu corpo já é teu. 
Vens?
 
 
 
 
28
Fev19

[Ficção] Não resultamos, mas...

Carolina Cruz
Só penso em ti, nos teus olhos verdes e na tua sede de me teres contigo. Mas nós não resultamos, Simão. Não passamos de bons amigos e, sinceramente, prefiro assim, não estragar o que tínhamos, sem esquecer esta dose de loucura boa enquanto nos amámos.
Prepara-te, meu amor (posso continuar a chamar-te assim, não posso? Vá até encontrares uma miúda que te irá chamar também!)… Prepara-te para o que as pessoas vão pensar, para o que elas vão pensar sobre nós, sobre o que nos faltou e na coragem que tivemos para manter tudo aquilo que nos une além do amor.
O universo humano não entende que há muito amor para além de todas as relações que possam existir, não compreende elos que se ligam para todo o sempre, mesmo que não resultem de uma outra forma. As pessoas não acreditam na amizade depois do amor, acham que as pessoas devem afastar-se e a raiva deve apoderar-se delas por não resultar. Devem acreditar que apenas os maus momentos ficam e os bons não podem prosperar e permanecer. 
Não te importes e faz orelhas moucas, o importante é somente o que sentimos e como nos sentimos bem com aquilo que temos. Nada é mais precioso que esse laço vermelho eterno que unirá para sempre as nossas vidas, aconteça o que acontecer.
Abraça-me, dá-me a mão, não importa o que dizem, ama-me mais um pouco e eu amar-te-ei toda a vida!
 

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Fotografia: Riverdale
 
 
 
 
14
Fev19

[Ficção] Sentir-te

Carolina Cruz

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És eterno. Sempre to disse, mas a verdade é que a presença física cuida de quem está e a falta dela corrói quem fica. 
Fazes-me falta e por mais que eu diga que sou forte e que saiba que olhas por mim… Sabes que não é a mesma coisa, preciso de tocar-te, de sentir a tua pele de seda, os teus cabelos ríspidos e rapados, o teu sorriso que sempre preservaste.
Mas sabes do que é que preciso realmente? De um abraço teu, pois só tu conseguias curar-me as pequenas dores do dia-a-dia. Vinhas com os braços abertos e todos os dissabores eram passageiros por mais graves que pudessem ser. 
É isso que me faz falta. Por mais que eu saiba ou queira acreditar que estás bem e a sorrir daí como sorrias comigo, eu sou uma pequena fracassada sem ti, tudo o que tenho lutado e conquistado é por te ter no pensamento. Porém, nenhum trabalho ou sonho importaria se pudesse trocá-lo pela oportunidade de olhar-te pela última vez e dizer-te que te quero, mesmo quando não me vês.
 
 
 
11
Fev19

[Ficção] À minha sorte

Carolina Cruz

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Chorei durante muitos anos. Chorei até as minhas lágrimas secarem, chorei até mesmo quando não sabia o que era chorar, porém aliviava.
Hoje posso dar voz à tua ausência perpetuada na minha vida, agora tenho maturidade suficiente para dizer-te que mãe que é mãe não abandona, mãe que é mãe não faz o que tu fizeste.
Abandonaste-me naquela esquina, à mercê do tempo e da sorte, tinha dois anos, como podia eu sobreviver? Consigo sentir o coração pequeno e pesado desse dia, achas que eu não sentia? Nem a um animal isso se faz... quanto mais a uma criança!
Fui ali posto à minha sorte, à minha valentia natural, porque nada sabia fazer a não ser ficar ali. É preciso ter muita falta de amor ou muita fé para acreditar que um bebé ali no chão pudesse ter um futuro melhor do que com a própria mãe. 
Não sei se foi algum Deus que cuidou de mim, o certo é que conheci um anjo, uma verdadeira mãe, porque «mãe é quem cuida». Apareceu quando partiste, surgiu na minha vida e fez com que nunca desistisse dos meus sonhos e educou-me tão bem, sou tão feliz, que conhecer-te não é de todo um sonho para mim. 
Podes acreditar que escrevo para me libertar apenas, não guardo rancor, pois não me dizes nada. Simplesmente me puseste no mundo. Na verdade, foi ela quem me deu vida, porque vida é uma sucessão de etapas (onde tu nunca estiveste presente) e não apenas um nascimento.
Podes ter todas as razões do mundo, da mais verdadeiras às mais cruéis, mas a minha paz interior permite-me dizer-te que não quero saber, que esqueço tudo isso. 
Vivo em paz hoje, hoje já não dói, apenas sinto aquela dor no peito do miúdo da rua, nada mais.
Aprendi que sou filho de quem me dá amor.
Talvez um dia os nossos caminhos se cruzem, talvez até já nos tenhamos cruzado na rua.
É exatamente isso, somos meros desconhecidos, cada um na sua vida, abandonados desse amor que nunca existiu, bem longe, um do outro.

08
Fev19

[Ficção] Espero-te

Carolina Cruz

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Estou aqui, à tua espera como um ser errante. Espero-te, porque dói demasiado amar outro alguém e eu, para ser sincero, também não quero.
Prefiro abraçar as nossas memórias do que sofrer de novo e, embora o que guardo de ti e do que fomos também doa, eu sou masoquista o suficiente para me lembrar apenas do bom que vivemos, o pior eu já nem me lembro.
És poesia, foste o meu jardim, que eu não soube ler nem regar. Lembro os teus olhos enquanto choram os meus, numa saudade e sede de te ter.
Dizem que a esperança é a melhor forma de olhar o amor, não duvido, embora queira desistir, mas o que fazer se te amo?
Não há fórmulas perfeitas para o amor, não há amar menos nem mais, quem o conhece sabe, é indecifrável, mas define-nos tão bem.

07
Fev19

[Ficção] Quem diz que é tarde para amar, nunca amou realmente.

Carolina Cruz

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É tão certo o nosso amor, como a batida do meu coração: ritmado, feliz, melódico e sorri. 
É o desejo num mundo de almas frias, o sonho num lugar onde todos desacreditam, a luz no escuro, o meu caminho, a minha certeza em noites doces e em dias longos.
O meu corpo tem sede de ti, quanto mais te tenho, mais te quero, quanto mais te amo, mais a minha alma se sente em paz.
Deito-me todos os dias com gratidão. Mesmo quando a lua abandona os céus, eu sou feita de estrelas e tu és o meu sol.
És maresia nas tardes longas de verão, és o meu querer mais jovem e mais impuro, feito de impulso e certeza. O meu único verdadeiro amor. Quem diz que é tarde para amar, nunca amou realmente.

06
Fev19

[Ficção] Já dizia o poeta

Carolina Cruz

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Sinto que já não sei escrever, tropeço apenas na melancolia de necessitar de o fazer. Sou um velho que esconde a sabedoria num copo de água ardente, já não sou fiel à minha dor. Ai, quanto prefiro morrer!
As palavras vêm em catadupa, atropelam os meus sentidos quando já não encontro antídotos ou soluções, mas continuo a ser feito de sentimentos e amor à flor da pele.
Embora já sem vida e sem cura para este homem louco, sou como dizia o poeta: nada, de coisa nenhuma!
Para quê ficar se já não me lêem? Para quê manter os sonhos se sou um velho decadente? Já vivi tudo o que havia para viver, resta-me o tempo que não volta e a solidão.

04
Fev19

[Ficção] Salvador, sê feliz.

Carolina Cruz

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Como é que eu consegui ser tão estúpida? Achava que ia ter-te para sempre. Corrompi tudo o que éramos e cerquei-me na ideia de que, acontecesse o que acontecesse, tu serias sempre meu e eu sempre tua. 
Como tens razão, Salvador, “só pensei em mim”. Como pude eu ser tão visível para os outros e escondida no teu coração? Nas minhas atitudes incorretas para contigo, não fui fiel, não te dei ouvidos. Achava que tudo era demasiado esgotante, os dias em que ficávamos em casa, os dias em que éramos só nós dois, e eu não percebi que isso fazia parte quando se ama alguém… Mas sabes?... Agora que penso que perdi tudo isso, dói-me a alma, de culpa, de desgosto. Pudesse eu voltar atrás, pois tenho a certeza absoluta que não encontrarei alguém como tu, tão certo, tão doce, tão bom, que me ame de coração como tu fizeste. 
Nunca me vou perdoar, isso é uma certeza e que, embora saiba que o mal já esteja feito, quero que pedir-te que sejas feliz, que na dor te lembres que eu jamais mereci a pessoa que eras e que encontrarás alguém que brilhará ao ver-te. Os meus olhos irão sempre chorar, mas não quero pedir que voltes, quero que completes esse pedaço meu que te falta, com ela. 
Sê feliz.
 
 
 
04
Jan19

[Ficção] Saber de ti

Carolina Cruz

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Queria tanto saber de ti! 
Meu Deus, que louca que sou! Louca por sorrisos rasgados, felizes e sinceros e é isso que me apaixona em ti.
Não te assustes, não é amor ou paixão platónicos, sabes… sou da opinião que também nos apaixonamos pelas pessoas sem nutrir amor, mas admiração.
É isso, é exatamente isso que sinto, admiro-te e pensas tu “mas tu nem sequer me conheces”, pois não, mas consigo sentir com o coração quem são as pessoas de bem e não. Esses olhos dizem-me tudo!
Não imaginas o quanto me motivas e o quanto me fazes feliz sem saber. Vejo em ti um mistério de sonhos doces. Posso conhecer-te? 
Tenho a certeza de que não me engano, que serás fiel à imagem que tenho de ti.

31
Dez18

[Ficção] Amanhã não importa

Carolina Cruz

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Não consigo enganar-me de novo. 
Eu sou tua, eu preciso de ti, eu necessito de ti, ainda que a minha cabeça e o meu bom senso me peçam para me afastar de ti...
O meu corpo pede por ti, deseja-te, mexe-se a implorar-te e cá estou eu de novo, como se fosse a primeira vez, nos teus braços.
A perdoar-te de novo, a ceder a esse amor que eu sei que me tens, essa adoração infinita que regressa sempre por mais erros que cometas ou por mais pessoas que entrem nas nossas vidas.
Porque é que é assim? Porque é que não posso simplesmente abandonar-te e dizer que me sinto em paz sem ti? Sem recordar que existes? Eu sei porquê.
Sou humana, erro imensas vezes, caio no erro outras milhares e amo-te, amo-te como se fosse morrer amanhã e eu sei que também te sentes assim.. Por mais erros que cometas, por mais mágoas que me tragas, eu sei que sorrimos quando nos envolvemos, quando te chamo de idiota e tu dizes que sou a mulher mais bonita do mundo, quando o universo conspira para que fiquemos juntos, independentemente de tudo.
Queres-me? Eu também te quero.
Amanhã não importa. Morreremos juntos hoje... de amor!

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