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Gesto, Olhar e Sorriso

Palavras que têm vida.

13
Mar18

Escritor...

Carolina Cruz

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Um cálice de vinho do Porto, águas bravas, chuva lá fora, escuridão, noite. 
Qualquer escritor sabe que é nas bravuras da madrugada que a vida nos inquieta, que a solidão chega para abraçar o dia que nada mais é que a luz da escrita, das folhas, das palavras que se cospem para um qualquer papel de rascunho.
O que se escreve é o que corre nas veias, a amargura, o despeito, o fim de um amor, um coração desfeito, a perda e a ficção, tantas vezes baseadas nos próprios acontecimentos diários que nada têm a ver com o que se escreve.
Vive-se constantemente a inventar uma história que não é nossa, um amor que não é real, bem se dizia que um “poeta é sempre um fingidor”, finge o que sente e o que não sente, intrigando-se com o que sentem os outros, inspira porque expira tudo aquilo que crê que lhe vá na alma.
Dorme mal e quando dorme é para se inspirar, para sonhar, para analisar, para viver também nos sonhos que sonha e que quer tornar realidade. 
É difícil compreender um escritor, mas se por ti ele se apaixonar, acredita, na dor que lhe provocas, no amor que lhe tens, na vida e na morte serás eterno. 
Escritor de sentimentos, falácia de pensamentos, grandeza de coração, a inspiração surge, mesmo no ímpeto da escuridão.
 
24
Out17

[Cinema] Gifted

Carolina Cruz

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"Gifted" é um filme maravilhoso, com a presença sempre simpática e emocionante de Chris Evans e com a talentosa McKenna Grace.
Embora a história pareça um pouco massuda ao início, a verdade é que se torna apaixonante e o mais importante é que  conclui com uma mensagem bonita e fundamental para lembrarmos no nosso dia-a-dia.
Mary, é uma menina prodígio, sobredotada, que vive com Frank, até ao dia em que a sua mãe compete pela custódia da neta.
Porém, Mary sabe muito bem o que quer, mas será que isso pesa alguma coisa perante a justiça? Porque quererá a sua avó depois de 6 anos, a sua custódia?
Os adultos gostam de complicar e embora Mary tenha uma mente brilhante e, mesmo pensando como um adulto, ela não deve ser jogada como uma fonte ou trunfo, não deve ser sobrevalorizada ou trabalhar. Criança é criança, deve brincar, sujar-se, apaixonar-se pela vida, fazer amizades... quem terá isso em consideração?
Vejam, sobretudo os pais e educadores, pois é um filme que todos deveríamos explorar e refletir. 

 

 

14
Ago17

[Ficção] Já não és quem foste.

Carolina Cruz

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Digo-te e não minto, apaixonei-me por ti, na hora em que te conheci, vieste com um olhar terno e um jeito acolhedor. Tínhamos onze anos e marcaste-me para sempre. 
Foste tu que roubaste o meu primeiro beijo aos treze e levaste o meu coração aos quinze quando partiste. 
Hoje aos vinte voltaste e eu ainda estou apaixonada pela pessoa que foste. Acredita que me arrependo por te amar, porque tornaste-te num erro na minha vida, mudaste tanto... O teu sorriso virou mania e o teu jeito é de um Casa Nova disfarçado de Don Juan. 
Ainda gravo o teu beijo no meu corpo, mas a mim não me enganas mais. Passas por mim não me conheces, quando outrora disseste ser eu a tua melhor amiga. Fui para ti apenas mais uma do teu historial aborrecido, sou passado e não te marquei, são um pão sem sal e não uma experiência para te gabares. 
Ainda assim eu amei-te. Ainda assim eu ainda amo o teu sorriso! 
Como é que o amor pode ser tão impuro? Tão infeliz... 
Já não és quem foste, nunca mais serás, ficam as memórias e os caminhos apagados do que nunca nos tornámos.

 

 
04
Mai17

[Ficção] Da minha história

Carolina Cruz

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É isso mesmo, o que o Diogo Piçarra já escreveu: “Sempre serás o fim e o início da minha história”.
És sim, sempre serás.
És o meu início porque sempre sonhei contigo. Mesmo sem te conhecer, era contigo que eu sonhava, como alguém como tu, para me viver, para me amar por completo.
Sim, também serás o meu fim, porque mesmo encobertos deste nojento orgulho perverso e autodestrutivo, sabemos que seremos sempre parte um do outro, da história pessoal de cada um, de cada coração que bate em nós.
Nunca te agradeci. Não. Fui cobarde em não ter gratidão suficiente para manter esse amor que construímos, essa mesma história que virou passado. Desculpa, em vez de me desculpar, devia agradecer-te. Eu nunca mereci cada pedaço de sonho que viveste do meu lado e agora eu vou morrer sozinho, sem ti.
Desculpa, peço-te, por não te agradecer. Mas é em vão. Neste orgulho que me invade eu nada sou sem ti. Morrerei incompleto.
Quem sabe noutra vida, renasceremos nesse amor que outrora foi nosso e nos apaixonaremos de novo, de mãos dadas e de gratidão amarrado ao peito.
Ainda assim aceito que se vieres estarei de braços abertos, sem nunca te abandonar. Errei mas nunca deixei de te amar.

 

 

30
Abr17

Acreditas? Eu também

Carolina Cruz

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Sabes... é impossível não te querer para sempre.
A verdade é que mil sonhos do (meu) futuro te pertencem.
Um lar, uma certeza, uma vida a dois. Um aconchego, uma calma e um coração completo.
Uma casa inundada de amor, de desejos partilhados, tarefas distribuidas, rotinas quebradas.
E mais tarde, com estabilidade, passaremos a ser três.
Três pedaços de amor, um sorriso infinito e um amor maior.
Porém, o tempo presente é o agora e é nesse agora que devemos lutar para que esse "para sempre" exista.
Esse agora, que é o hoje, será a história que contaremos (com amor) amanhã.
Acreditas? Eu também.

 

 

25
Abr17

[O teu olhar] A minha voz

Carolina Cruz

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É esta a minha voz. É esta a minha vida. Isto é o que sou, em objetos, que são muito mais que simples peças. Dizem tanto de mim, como a minha própria vida. Aqui descrevo e digo de novo – a minha voz.
Eu sou as palavras que escrevo, o meu blog, quem me lê, mulher de tecnologias mas de amor ao papel. Mulher de amor, de muito amor-próprio e felicidade, que me dá o poder de gostar de mim e de quem me rodeia. Sou mulher, mas aprendi a sê-lo de alma e coração quando o meu ser maior de amor nasceu.
Aprendi que ser mulher é muito mais do que simplesmente ser, é amar o mundo, e deixar-se prender ao um novo ser que nasce de si, com todo o seu jeito de perfeição.
Aprendi que sou muito mais do que escrevo, muito mais que dou de mim a conhecer, sou um jeito enigmático que eu própria determino a cada passo que dou, rumo sempre à felicidade, não apenas com esse objetivo mas como um caminho de etapas felizes, porque eu sou aquilo que sonhei ser um dia, por isso sei e sinto que o percurso está a ser percorrido da forma certa, não por acaso, mas sim, porque lutei.
Sei-o e digo-o sem vaidades, mas com alegria, de que posso não ter tudo, mas tenho tudo o que me completa e, tudo o que sou, eu adoro ser.
 

 
* Fotografia da autoria de Ana Azevedo do blog "Anas há muitas"
 

 

08
Mar17

Um novo começo (parte IV)

Carolina Cruz

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- Se o nosso guia fosse um rapaz novo é que era! – Comentou Catarina.
- Fogo! – Ripostou Sofia. – Pareces uma pita, Caty.
- Olha ao menos não rejeito convites de rapazes bonitos…
- Tinhas de vir.
- Estou a responder-te. Pura e simplesmente.
- Meninas! Chega! – Disse Mariana. – Vem aí o senhor!
Um senhor de meia-idade, com muita sabedoria e um belíssimo contador de histórias guiou-lhes o caminho pelo belíssimo Palácio da Pena.
Não era jovem, nem bonito, como Catarina desejava que fosse. No entanto, tinha sido impecável e ensinou muitos assuntos interessantes às três amigas, o que proporcionou uma visita bastante agradável.
No final da mesma, as três amigas foram informadas, que naquela noite haveria uma festa nos jardins do Palácio – a noite branca – a entrada seria apenas cinco euros. Teria a presença de um cantor bastante talentoso e com muita qualidade.
- Vamos? – Perguntou Mariana.
- Estou nessa! – Respondeu Sofia.
- Bora! – Exclamou Catarina

Passado umas horas, as três amigas estavam deslumbrantes, prontas para arrasar. Ia ser a melhor noite das suas vidas! Iam recordá-la para sempre, sem nunca esquecer.
Quando chegaram, Sofia estava decidida a aproveitar o concerto, as baladas que tocavam eram belíssimas, no entanto as outras amigas queriam bebidas.
- Então fazemos assim, vocês vão às bebidas, pedem por mim, e depois vêm ter comigo.
- Não é mais fácil esperares?
- Não.
Sofia queria mesmo ver o concerto, afinal de contas havia algo que lhe dizia que ia adorar aquele concerto, que a iria marcar.
- Vá, até já!
- Até já. – Disseram as outras duas amigas olhando uma para a outra.
Sofia tinha razão quando pensava que aquele concerto a iria marcar, pois quando chegou à frente do palco, pôde reparar que aquela cara não lhe era de todo estranha. Que beleza extraordinário, que sonho feito realidade. Fez-se-lhe luz: Mike. Era o seu super-herói. Era o inglês e simpático Mike.
Se aquele rapaz já parecia ter caído do céu quando a salvara, nessa noite tudo parecia dar-lhe um toque de magia, até o destino… Será que desta vez ela não podia arranjar desculpas para o enfrentar e arriscar o seu mau inglês?

 

(continua...)

 

 

27
Fev17

[Cinema] Good Bye Lenin!

Carolina Cruz

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“Good bye Lenin!” é um filme alemão, sério mas com um humor genial.
Com um toque delicado de amor e proteção, este filme, como diz o próprio nome diz fala de um marco histórico do mundo, um adeus à Republica Democrática Alemã e ao muro de Berlim.
Mudanças que ocorrem todas a um ritmo acelerado e quando a mãe de Alexander entra em coma, acordando quando o sistema capitalista já decorre.
É aqui que “Good bye Lenin!” ganha esse humor tão genial envolvido no drama deste filho que vai fazer de tudo para que a mãe, defensora da RDA, acredite que enquanto esteve em coma, nada mudou. Mas como manter tudo isso? Decerto, o seu coração não aguentaria tanta mudança, por isso Alexander mantém esta Alemanha Democrática através da sua capacidade criativa levada ao extremo, através da filmes por ele realizados, de cassetes, de passar a mensagem aos amigos de que para a sua mãe tudo se mantém, na restruturação da sua casa de volta ao modelo de antigamente.
Mas até quando será que ele conseguirá esconder este novo mundo à sua mãe?
Um filme cheio de história que não é massudo, muito pelo contrário, é uma forma interessante e divertida de nos dar conhecimentos sobre este passo da história do mundo – a queda do muro de Berlim.
Dos meus filmes de eleição, vale a pena ver!

10
Fev17

COME ON!

Carolina Cruz

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Desafia os teus sentidos. Aprimora os teus sabores. Sorri. Grita. Colabora com o mundo. Corre riscos. De que te vale viveres se não fores um bom vivã? Se não aproveitares o que nela há de melhor?
A vida vivida a sério está fora da tua zona de conforto, está na hora em que arriscas ter medo, em que contornas obstáculos e sacodes a poeira do teu caminho.
E esse caminho pode não ser o mais fácil, mas é por isso o melhor, aquele que te fará contar histórias de um sábio valente porque se não tiveres medo então não é coragem.
E se não viveres com coragem, mas sim com medo do amanhã, nunca serás feliz.
O segredo é viver o aqui e o agora, sem deixar que a vida passe por ti enquanto vês os programas de um domingo à tarde ou a novela da noite. Não. A vida é cada pedra no caminho em que tropeças, em que vês o nascer do dia sobre a estrada que percorres, é arriscar mudar de rumo, amar uma rosa e picares-te nos seus espinhos. É abrires fronteiras ao mundo, deixar que sejas tu a contar cada pedaço da tua história de vida, não os outros, nem precisares tu de falar desses outros.
Porque a vida é para viver ao minuto, porque ela passa e é num segundo.
Por isso, COME ON!

 

 

28
Jan17

[Ficção] Tu não me deixas viver

Carolina Cruz

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Não dás valor a nada do que faço, para ti sou e serei sempre aquele fracasso, aquele olhar perdido entristecido na presença do teu sorriso escasso, escondido.
No fundo, não paro de te amar, porque um dia sonho, sonho sempre que voltas ao mundo que eras, ao mundo em que ainda sabias o que era amar!
Não te julgo, nem te quero julgar, muito menos eu que não me canso de te amar. Mas o que sinto é tão puro, tão forte, mas encontro tudo tão escuro, tenho medo de um dia me encontrar com a morte.
Fala-me do que sentes, solta a mágoa que guardas dentro de ti. Eu sei que sentes, mas mentes, mentes sem fim, tentas ser forte, encorajar até a morte mas cada pedaço de ti se torna mais corda em vez de laço, e a mágoa invade o teu espaço.
Mudaste tanto o que há em ti, existe tanta história, tanta mágoa que eu já esqueci para não te fazer sofrer mas a cada passo, tu é que não me deixas viver.

 

 

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