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Gesto, Olhar e Sorriso

Palavras que têm vida.

04
Mai18

[Resenha Literária] Ondas de Calor

Carolina Cruz

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Agora que andamos numa de consumir séries como viciados (falo por mim também)...
Quem se lembra de Castle? Que saudades eu tenho desta série, uma das minhas de eleição!
É uma série que aborda crime, sedução, amor, escrita e muita comédia!
Richard Castle, na série, é um escritor que acompanha Beckett no seu trabalho como detetive, para escrever os seus livres de crime e de suspense, que são reais e já estão em Portugal desde 2015!
Usando as mesmas personagens da série, mas com os factos ficcionais que Castle escrevia nos seus livros, os livros falam-nos de Rook (baseado em Castle) é um jornalista que procura Nikki Heat (baseada em Beckett) para escrever uma notícia/crónica sobre aquele departamento de investigação.
"Ondas de Calor" é o primeiro livro  e fala-nos sobre um assassinato de um homem rico, detentor de uma grande galeria de obras de arte, viciado no jogo e nos negócios. Fala-nos também da relação de Nikki Heat com o seu trabalho, os seus colegas e com Rook.
Acompanhar as personagens do livro que caracterizam bem as personagens apresentadas na série, trouxe-me uma verdadeira nostalgia. 
Li o livro em duas ou três semanas por isso mesmo e não só, também por ser incrivelmente bem escrito, nada massudo e muito divertido! 
Creio que quem gostou da série, não pode perder a leitura dos seus livros...
Eu adorei este, venha o próximo!
E vocês? Conheciam?

02
Abr18

[Resenha Literária - Chiado Editora] Sinto-Te, de Ana Silvestre

Carolina Cruz

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"Sinto-Te", é um livro de Ana Silvestre, uma autora por quem eu tenho um grande carinho e admiração, pois já há algum tempo que tenho vindo a seguir a escrita da Ana e a adoração que tenho pela simplicidade e beleza das suas palavras aguçou-me a vontade de ler este livro, publicado pela Chiado Editora. E, a verdade, é que não me desiludiu nem um bocadinho. 
Os pensamentos da Ana, a sua forma de levar a vida, de descrevê-la e escrêve-la vão muito ao encontro do que sinto. E rendi-me a este livro também por isso. 
"Sinto-Te" fala-nos de Joana, uma rapariga que tem premonições e acredita em sonhos e em sinais. Sonha com o homem da sua vida, mas Joana é um pouco complexada e cheia de segredos, por isso quem a amar e desejar tê-la para a vida toda terá de a desvendar.
Este livro aborda o perdão, o amor - um sentimento que todos presenciamos, mesmo quando levamos a vida a evitá-lo, as simplicidades do dia-a-dia e como elas são tão importantes nos detalhes da vida. Essa vida que não é fácil, que nos dá muitos motivos para chorar ou desistir, mas que ainda assim é bonita e especial quando tocamos nas memórias mais felizes, quando o amor acontece, entre irmãos, entre pares, amigos, familiares. Porque a vida é feita de momentos, sejam ele maravilhosos ou menos bonitos. É preciso deixar o amor acontecer e a vida irá sorrir-nos.
É isso que Ana Silvestre nos mostra neste livro tão doce, tão genuíno, e de fácil leitura! 
Leiam, porque vale mesmo a pena!

24
Mar18

[Resenha literária] Voltar a ti, de José Rodrigues

Carolina Cruz

«O amor não é sentimento para repousos longos e confiantes, mas, como acontece com todas as coisas intensas deste mundo, é uma das fontes maiores da felicidade humana.»

 

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Após deixar-nos rendidos à beleza de Esmeralda e do seu rio, José Rodrigues traz-nos uma nova história envolvente em "Voltar a ti" preservando tudo o que de melhor há na sua escrita: simplicidade, poesia nas palavras e amor, muito amor, muito amor pela escrita, que oferece a todos aqueles que o lêem. 
"Voltar a ti" fala-nos de Constança, uma jovem engenheira que vive constantemente dividida entre dois mundos - a família, onde é a firmeza e a alegria e o companheiro.
Quando menos espera Constança é obrigada a mudar de vida e a afastar-se do Norte onde tem todas as suas raízes, para ir viver para o Sul. A distância do meio que está habituada traz-lhe saudades, mas traz-lhe também novos desafios que nunca julgou vivenciar. 
Abordando assuntos como o amor, a perda, a desilusão, as memórias e a paixão, José Rodrigues absorve-nos mais uma vez nas suas palavras que nos fazem querer ler sem parar e ao mesmo tempo demorar e aproveitar cada momento descrito. 
Porque como disse, creio eu, na crítica ao livro "O rio de Esmeralda", José Rodrigues torna cada pequeno momento, por vezes tão comum no nosso dia-a-dia, em palavras eternas e em completa poesia, inspiração e reflexão. Na verdade, a vida é feita de "pequenos nadas" tão importantes.
É por isso que gosto tanto (adoro!) a escrita deste autor, porque não existem personagens perfeitas, não há idealismos, não há secretismos de personagens irreais ou pequenos detalhes óbvios. Nada disso! Em cada capítulo, há um conjunto de momentos extraordinários e surpreendentes com personagens cruas, reais, verídicas, como eu e tu, que falham, que sofrem, que sorriem, que vivem o amor e a vida como ela é: díficil, mas com os seus detalhes felizes.
Este é o seu segundo livro editado pela "Coolbooks", mas prevejo que muitos mais virão e eu feliz que assim seja porque, sem sombra de dúvida, José Rodrigues tornou-se num dos meus autores nacionais de eleição.
Aconselho vivamente a lerem-no!

 

 

14
Mar18

[Resenha Literária] P.S. Ainda te amo

Carolina Cruz

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Depois do livro "A todos os rapazes que amei", Jenny Han presenteia-nos com a continuação da história de Lara Jean em "P.S. Ainda te amo", um livro tão fiel ao primeiro que nos deixa de novo sem respiração. 
Após a sua relação com Peter mudar, Lara Jean acredita que este seu primeiro amor pode mudar a sua vida, até porque Peter torna-se naquilo que sempre sonhou, é romântico, querido com a sua irmã mais nova, um verdadeiro companheiro de aventuras e respeita-a acima de tudo. 
Mas será apenas no início? Um engano? A paixão? A relação na sua fase inicial? Será que serão capazes de levar uma relação sem mentiras ou sem se magoarem um ao outro? 
No caminho de Peter e Lara Jean, ainda está Genevieve, a ex-namorada de Peter, mas além dela, John (um dos destinatários de Lara Jean) surge respondendo à carta há muito tempo sem resposta. 
Será que a relação deste casal é forte o suficiente para não se deixar quebrar com todas as pessoas importantes e factos à sua volta?

Um livro que nos faz (pelo menos a mim) afeiçoarmo-nos às personagens, ficar desiludidos com as suas atitudes ou pensamentos, felizes por pequenos detalhes e/ou vinganças. 
Um livro que nos faz ler, ler e ler e querer mais e mais.

Quando é que o terceiro sai em Portugal? Alguém sabe?
Ansiosa.

Até lá, leiam o primeiro e este! Vale mesmo a pena!

26
Fev18

[Resenha Literária] A todos os rapazes que amei

Carolina Cruz

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“A todos os rapazes que amei” é um livro “young-adult” escrito por Jenny Han.
Confesso que adoro este género de livros e este é fantástico.
Conta-nos a história de Lara Jean, uma jovem sonhadora, que guarda numa caixa, oferecida pela mãe, várias cartas escritas aos rapazes que amou. 
Lara Jean escrevera-as para se permitir encerrar um capítulo e finalizar (ou tentar finalizar) esse amor que sentia, em jeito de despedida. Porém, vê a sua vida do avesso quando as cartas, que tinham destinatário, mas sem intenção de chegarem ao destino, são realmente entregues aos rapazes que amou. E é então aí que a aventura começa e o que julgava ser uma verdadeira confusão dá lugar a histórias que nunca vai querer esquecer!
Um livro com um toque muito pessoal, escrito na primeira pessoa, com passagens divertidas e doces, em contexto familiar, com um romance de rir e chorar por mais, onde a leveza e a simplicidade predominam.
Esta história dá-nos também a prova de que o amor surge quando menos esperamos.
Este livro tem (felizmente) uma continuação e em breve virei a falar sobre ela.
Até lá, aconselho vivamente a leitura, vão adorar conhecer esta história e as suas personagens maravilhosas!

13
Jan18

[Resenha Literária] O rio de Esmeralda

Carolina Cruz

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Muito há para dizer sobre este livro, porém poucas palavras conseguem surgir após findar esta leitura tão prazerosa.
José Rodrigues leva-nos à magia da vida de Esmeralda, do seu rio, do seu passado e do velho amor que depois de vinte anos ainda guarda no coração e também na alma.
Depois de jurar não voltar à terra que a viu nascer, por razões dolorosas, Esmeralda arrisca em reviver a sua aldeia, as pessoas queridas e um querido e eterno amigo: António - a primeira paixão, o seu primeiro amor. 
Um reencontro que irá trazer-lhe não só memórias antigas como um fervilhar de sentimentos que nunca deixaram de existir em si. 
De uma forma apaixonante e encantadora, mas crua e realista, José Rodrigues conta uma história de amor simples, mas deliciosamente complexa, pela sua escrita de natureza emotiva de quem claramente vive o que escreve. 
Acompanhado pela fotografia de Sara Augusto, esta viagem é o lugar onde queremos permanecer o tempo todo até não restar mais nenhum pingo de palavras. 
Uma história que nos faz sorrir e chorar e sobretudo viajar e acreditar que a vida é um rio de momentos felizes, independentemente de todo o mal que nos possa acontecer!

Espreitem o livro no site da coolbooks e tal como eu deixem que "O rio de Esmeralda" deperte um Verão nas vossas almas!

06
Jan18

[Resenha Literária] Deixa-me ir

Carolina Cruz

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"Deixa-me ir" é o primeiro livro de Gayle Forman para adultos. E sabem o que vos digo? O que gostava de lhe dizer a ela. Que esta senhora, por favor, nunca deixe de escrever. Tem a facilidade, pelo menos a mim, de desejar ler o seu livro num dia sem fazer mais nada. Lê-lo ao acordar, ao pequeno-almoço, ao jantar e nas horas vagas, não fazer mais nada enquanto não terminar, e quando termina? Quero saber sempre mais, porque fico agarrada e afeiçoada às personagens. 
A escrita de Gayle Forman é tão leve e tão boa e nesta estreia de livros para adultos, saiu-se, como era de esperar, maravilhosamente bem.
Este livro fala-nos de Maribeth Klein, de quarenta e poucos anos, que é mãe de gémeos e editora numa revista de moda. A sua vida é um stress constante e Maribeth só pára quando sofre de um ataque cardíaco. 
O sofrimento e a recuperação de uma cirurgia muda a vida de Klein, e pensando no seu bem e na sua sanidade mental e física abandona o que ela considerava o caos, abandona a família e decide partir. 
Quando menos esperara Maribeth é confrontada com o amor-próprio e só quer regressar se se sentir bem consigo mesma e com os que a rodeiam. E, num novo lugar, conhece novas pessoas e aprende a usar da sua própria essência, indo ao encontro das suas origens. 
Uma história que nos confronta com imensos sentimentos e questões. Uma história que nos deixa a pensar imenso, sobre o poder do amor - o próprio, as relações amorosas e a amizade.
Um livro doce e duro. 
Um livro fantástico!

28
Dez17

Wonder - o livro e o filme!

Carolina Cruz

Wonder! Ai o Wonder, ainda não arranjei palavras para descrever coisa mais maravilhosa, tanto a nível da literatura como cinematográfico, estão ambos espetaculares! Wonderful, mesmo!

 

O livro

 

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Maravilhoso. Grande, mas não massudo, intenso sim, emocionante. 
Vivemos na pele dos personagens pela caracterização maravilhosa que a autora faz e pela primeira pessoa que oferece a cada uma das personagens a sua perspectiva de vida e sentir.
A história delicada e dolorosa de Auggie, um menino normal que nasceu com uma deformação na cara, que enfrenta pela primeira vez uma escola verdadira, torna-se deliciosa, embora Auggie e o leitor tenham de enfrentar terríveis desafios e pessoas maldosas.
Auggie é um miúdo normal, inteligente, super bem-disposto e divertido, mas conseguirá ele convencer os colegas de que o seu rosto não importa? Que se olharem bem no seu interior e o conhecerem inteiramente entenderão que é igual a todas as outras crianças e que é tão bonito e divertido que afinal o seu rosto nem é assim tão difícil de encarar?
Li o livro em duas semanas e tornou-se um dos meus livros de eleição.

 

 

 

 

O filme

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O filme foi, na minha opinião, dos livros que li, das melhores adaptações para cinema.
As personagens são tão emocionantes quanto no livro e a divisão de capítulos por personagens e perspetivas mantém-se, felizmente e incrivelmente bem feito. 
É tocante, não só pela história, mas pelo brilhante papel interpretado pelo tão querido Jacob Tremblay (Jack do filme "Room" de 2015). 
Todo o elenco está espetacular e o desenrolar do filme é tão emocionante quanto o livro (até para quem leu!)

 

 

 

Tanto o livro como o filme, nos apresenta uma mensagem muito importante de que não importa a nossa condição ou aspeto, nós somos aquilo que fazemos, quem somos para com os outros, as nossas ações, as nossas escolhas, as partilhas, os gestos mais gentis, os sorrisos e a amizade. É preciso conhecermos interiormente as pessoas para perceber as razões que têm para agir de determinada forma ou para aprendermos igualmente a não julgarmos os outros pela aparência, porque cada um de nós é um ser especial, um ser que precisa de atenção e de amor. E como diz o nosso valente e "wonder" August Pullman "toda a gente no mundo devia ter direito a uma ovação de pé pelo menos uma vez na vida porque todos nós triunfamos no mundo".

Uma história baseada numa história real e que é também a vida real de muitas crianças, jovens e adultos vítimas de bullying e/ou discriminação.
Uma história que nos toca, nos emociona e nos ensina... e tanto!

Vejam e leiam porque ambos valem a pena :)

08
Dez17

[Cinema] O fim da inocência

Carolina Cruz

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"O fim da inocência" é um filme de Joaquim Leitão, baseado no livro com o mesmo nome, da autoria de Francisco Salgueiro. 
É aqui que começa a minha primeira crítica na frase "baseado no livro de..." 
É baseado, sim... mas um pouco (ou ligeiramente) baseado. Porque quem leu o livro sabe do que estou a falar. 
Não quero com isto dizer que o filme está péssimo, não... nada disso! Porém, quem conhece a verdadeira história da Inês, escrita na primeira pessoa (baseada em factos verídicos), por Francisco Salgueiro, sabe que a Inês não é inicialmente tão inocente como a do filme.
Pode ser a Inês do filme onde a sua primeira vez não é (de todo) um sonho, mas por aí a diante, há muitas falhas em contar, no filme, a verdadeira história real de Inês.
O fim da inocência, tanto o livro como o filme abordam o viver no limite do risco dos jovens portugueses. Falam-nos de Inês, a menina perfeita, filha de gente rica, da linha, mas que de certinha não tem nada, pois vive intensamente num mundo do sexo, alcóol e drogas que os pais nem tão pouco imaginam existir na vida dos filhos. 
E é enquanto, não mãe, mas educadora, que denoto aqui a minha opinião de que enquanto o livro educa no sentido de alertar para o cuidado a ter, por exemplo com as doenças sexualmente transmissiveis ou os efeitos a longo prazo das drogas, o filme parece-me adverter pouco nesse sentido.
O livro adverte muito mais para esse facto e não querendo entrar com spoilers, ao contrário do livro, o final do filme é um pouco ou bastante mais leve do que o final verdadeiro de Inês. 


Mais uma vez não quero com isto dizer que não gostei do filme, mas a certo ponto desliguei-me um pouco do que tinha lido há uns anos e pensei para comigo "estou a assistir a outra história, embora idêntica" e o filme está bom.
Está bom, no sentido que não nos poupa a mostrar a crueza das cenas, começa por chocar, de forma forte e feia, e isso é bom, e também um alerta. 
Tem uma boa caracterização, um bom elenco e descreve de forma pura e dura, a nudez, não só a nudez dos corpos mas a nudez de mente pela qual se caracteriza a maioria (não generalizando é claro) da sociedade e dos nossos jovens de hoje em dia. 

Quero terminar dizendo, para verem o filme, se suscitar interesse da vossa parte, mas muito mais importante que isso, continuo a dizer, é lerem o livro. 

 

 

 

26
Nov17

[Resenha Literária] Fomos instantes e Mais do que instantes

Carolina Cruz

"Fomos instantes" é o primeiro livro de Débora Macedo Afonso. É um romance bonito, de fácil leitura e que nos deixa constantemente em plena ansiedade de querer saber mais. 
Fala-nos sobre Vitória, uma jovem estudante que se apaixona por Guilherme, com quem vive o seu primeiro amor. 
Porém Guilherme é inconstante e muitas vezes parece não saber o que quer, mas o amor que sentem um pelo outro, vai sempre levá-los ao encontro das sensações mais intensas e também mais bonitas.
Mas vencerá este amor? Apesar de todas as diferenças, distâncias e adversidades?
A curiosidade adoça-se a cada momento de leitura, foi isso que me agarrou a este livro: o suspense e a leveza.
"Fomos instantes" não termina por aqui e Débora oferece-nos um pouco mais de si e das suas personagens marcantes no seu segundo livro "Mais do que instantes".

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Em "Mais do que instantes" as personagens demonstram mudanças importantes no decorrer da sua história de amor. Irão eles perceber que muito os une ou muito os separa? 
Este livro começa de uma forma festiva: um casamento. De forma bonita, feliz. Porém não desvenda com quem Vitória acabou por casar. Será o seu tão amado Guilherme ou as suas vidas acabarão por se separar? 
Vitória vive neste livro o seu maior sonho: a representação e o teatro.
Reagirá bem Guilherme às suas escolhas de vida? Demonstrará mais apoio e menos atitudes inconstantes?
Neste livro o suspense e a simplicidade continuam a pautar o discurso e a escrita da autora. 

Dois livros que são bons instantes de leitura! 
 

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