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Gesto, Olhar e Sorriso

Palavras que têm vida.

01
Mar19

[Ficção] Não dá para adiar este amor

Carolina Cruz

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Não dá para adiar este amor.
Não há como guardá-lo para amanhã.
É urgente o que sinto por ti, é urgente amar-te como se isso cumprisse a minha vida.
Não posso deixar para depois porque, embora te escondas, sentes o mesmo que eu.
Porque teimas em destruir-te se é paixão ardente aquilo que me queres dar?
Sê impulsivo, para de pensar, o nosso amor é tão certo na minha pulsação que nada pode ser errado!
Do que estás à espera para te lançares nos meus braços? 
Ama-me, beija-me a pele, os lábios, enamora-me por completo!
Corrompe-me, abraça-me e deseja-me ainda mais.
Prende-me em ti, faz do que sou um ser inquieto e assume essa paixão dentro de mim, despe-me a alma, que o meu corpo já é teu. 
Vens?
 
 
 
 
04
Jan19

[Ficção] Saber de ti

Carolina Cruz

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Queria tanto saber de ti! 
Meu Deus, que louca que sou! Louca por sorrisos rasgados, felizes e sinceros e é isso que me apaixona em ti.
Não te assustes, não é amor ou paixão platónicos, sabes… sou da opinião que também nos apaixonamos pelas pessoas sem nutrir amor, mas admiração.
É isso, é exatamente isso que sinto, admiro-te e pensas tu “mas tu nem sequer me conheces”, pois não, mas consigo sentir com o coração quem são as pessoas de bem e não. Esses olhos dizem-me tudo!
Não imaginas o quanto me motivas e o quanto me fazes feliz sem saber. Vejo em ti um mistério de sonhos doces. Posso conhecer-te? 
Tenho a certeza de que não me engano, que serás fiel à imagem que tenho de ti.

10
Dez18

[Ficção] Num sonho meu

Carolina Cruz

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Tremo.
Sinto todo o meu corpo a tremer. 
Merda, preciso de ti, preciso tanto de ti, o meu corpo, a minha alma… És como uma droga que preciso de saciar, uma paixão em que preciso de me enamorar.
Perdoa-me meu amor, não imaginas as saudades que tenho tuas, é quase como morrer a cada dia. Preferia perder a vida, que tentar esquecer-te. Esquecer-te dói e é em vão. Os pensamentos cedem e o corpo esse é um poderoso tecido que não engana ninguém. 
Choro por dentro e por fora tudo se evapora, não quero nem existir se nunca te voltar a ter por perto. 
Quero os teus lábios nos meus, o teu corpo quente sobre o meu peito. 
Já te disse que te amo? Talvez me tenha esquecido enumeras vezes de o fazer, mas não imaginas como o arrependimento me toma. 
Quantas vezes me esqueci de dizer que eras uma quimera, que o teu sorriso brilhava em mim, como sempre foi importante a tua presença.
Pois, eu sei, agora é tarde… Mas… Ouve-me apenas, o meu corpo chora a ausência da tua pele, por isso deixa-me fechar os olhos, dar-te a mão, nem que seja um minuto, num sonho meu.

03
Dez18

[O teu olhar] O amor

Carolina Cruz

O amor está no lugar mais bonito, onde tudo se esconde. O amor está nas pequenas coisas da vida e do dia-a-dia que poucos sabem valorizar. O amor está no olhar mais profundo, na lágrima limpa e seca com um beijo, está simplesmente no abraço e na partilha de tudo aquilo que nos faz ser. Quem não nos ama por aquilo que somos, nunca nos irá amar. É na simplicidade de aceitar o outro que o amor surge. A paixão fala-nos apenas do corpo, o amor fala-nos sobre a alma, sobre os sonhos, daquilo que vive no nosso íntimo, na profundidade dos nossos medos e também das nossas vontades.
O amor abraça, a paixão não dura se for somente isso, o amor dói mas perdura, sente-se na pele, porque vai além da nossa maturidade, talvez até e por vezes além da nossa sensatez, leva-nos por caminhos que um dia dissemos “não vamos por aí” ou até por caminhos que nunca sonhámos um dia. Porém, é aí que a magia acontece e que muitas pessoas não veem, o partilhar cada emoção a dois é mais bonito que sonhar sozinho, porque o amor também tem o poder de criar sonhos e plantar um sorriso nos nossos rostos.

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Fotografia: Mi Rodrigues

30
Set18

[Ficção] Porque voltas assim?

Carolina Cruz

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Porque é que voltas assim? Depois de tanto tempo? Depois de tantos anos de ausência? Depois de tantas horas de não me quereres, hoje olhas para a mulher que me tornei e sonhas comigo, queres os meus lábios nos teus, queres o beijo que nunca desejaste outrora. Mas hoje queres demorar-te em mim, queres que me prenda a ti. Agora que a minha vida está estável, que encontrei alguém para amar, para ficar, vens e deixas-me assim, como se o tempo não tivesse partido e fôssemos novamente as mesmas crianças que brincam na rua.
Tu sabes que não te resisto. Por mais que o coração doa, por mais que a mente diga que não, cá estou eu nos teus braços a trair o mundo e o meu amor próprio, mas porra, estou nos teus braços e não consigo pensar em mais coisa nenhuma. Arrancas de mim a ousadia e o prazer energúmeno e eu fico estatelada no teu beijo e debaixo do teu corpo. Sei que daqui a algumas horas vou chorar arrependida, porque sei que não queres mais nada a não ser isto, por isso esqueço quem sou e o que fomos no passado, hoje somos apenas dois corpos que se unem e dois corações que secretamente se amam.
Como é possível querer tanto alguém que viveu no nosso passado? Creio que há algo que se chama paixão e se for daquela que move montanhas não há outro sentimento que a supere e pude ver agora que vivi toda a vida contigo no meu pensamento. 
Deixa-me ficar, deixa-me permanecer nesta loucura, nunca o meu coração se sentiu tão vivo! Vem!

12
Fev18

[Ficção] Não faças isso!

Carolina Cruz

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Não faças isso. Não, não sorrias dessa maneira. Assim consegues trocar-me todos os meus pensamentos e fazer-me perceber que ainda te amo. 
Porquê? Por que é que tem de ser tão difícil ficarmos juntos? Por que não é a vida mais simples do que o nosso dia-a-dia? Se tudo fosse mais fácil acredita que estaria de novo nos teus braços, a implorar-te uma noite de amor e um pequeno-almoço dos nossos. 
Porém as nossas vidas tomaram um rumo diferente, não foi culpa minha, nem tua, nem nossa, creio eu. Foi da vida, dos diferentes caminhos que nos separaram.
Por isso, peço-te, não faças isso. Porque é quando sorris que eu percebo que não há nem nunca houve mais ninguém no meu coração (a transpirar-me a alma) do que tu. 
É quando sorris que fecho os olhos e me lembro do meu corpo a perder-se no teu, do sexo carnal e feliz, da alegria a brotar da serenidade depois do prazer e tudo o que quero fazer quando sorris é fechar os olhos e beijar-te, como da primeira vez, como de todas as vezes que me deixaste inquieta, a fervilhar por mais. 
Por isso, não faças isso, que eu caio na tentação!...
Por mais que peça, tu lá estás a sorrir. Pegas-me na mão e deixas-me morrer um bocadinho. 

 

- Voltamos a tentar? - perguntas.


Eu sorrio. Não há saudade sem volta, dizia ao poeta.
Vou render-me a ti- Sim, rendi-me, completamente.
Beijo-te o pescoço, dispo-te a alma.
Voltámos a ser, a sentir, coro e sorrio. Obrigada por sorrires.

27
Nov17

Consomes-me

Carolina Cruz

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Consomes-me. Consumo-te. Como se não houvesse mais nenhum lugar onde caminhar se não entre o teu abraço. Como se não houvesse outro ar para respirar, outro céu para me curar.
És tudo o que sou também. Ar, água, mar e fogo.
Certeza, renascer e esperança. Amor no seu explendor, paixão por inteiro, sem morte certa, sem prazo ou fim.
No fim de contas, somos o que nos move. Um sonho de amor que me intensifica em cada sorriso teu, em cada olhar meu ao olhar-te.
Consomes-me.
Consumo-te. 
O corpo, a alma, a pele que te escorrega, a tua boca na minha, o que somos ligados para sempre como se não existisse amanhã e como se a vida não tivesse fim.
Confuso, certo?
Não! Nada disso!
Consome-me. Consumo-te também.
Tão completamente.
Inteira e profundamente.
Para sempre.

12
Set17

[Ficção] Porquê agora?

Carolina Cruz

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Tenho 30 anos. 
Nunca antes vivi um amor platónico.
Porquê agora? Depois de ultrapassar todas as mágoas de relações amorosas…
Talvez por isso eu sinta que seja amor platónico, pois falta-me aquele que é o mais precioso, o amor que sinto por mim mesma. 
As relações falhadas levaram-mo todo. Uma e outra vez, sem restar nada de mim.
Por isso acho que apaixonar-me pelos teus olhos azuis é inútil, que tocar as tuas mãos como simples cumprimento e fervilhar o coração dentro de mim é ridículo.
O que resta de mim depois de tudo o que me levaram? Se eu não me amar, não posso amar outro alguém, mesmo que seja correspondida. 
Ainda assim não é o que sinto que sintas por mim, o mesmo amor, a mesma obsessão inocente, a mesma paixão.
Estarei a confundir certamente tudo o que há dentro de mim, preciso de me sentar e conversar comigo mesma, situar-me e sentir-me, só depois com certeza poderei conversar contigo, se quiseres dar-me um pouco de atenção. 
Estou cansada de sofrer, por isso se um dia vieres, vem para ficar e faz-me sentir completa, ama-me e faz com que eu me apaixone de novo pela pessoa que sou. 
Isso é o mais importante. O amor-próprio. 
Depois amar-te-ei completamente, do fundo do meu coração.

19
Jul17

[Cinema] El Hilo Rojo

Carolina Cruz

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“El hilo rojo” (“The Red Threath” em inglês) é um filme argentino simples, mas intenso, bonito. 
Este romance dramático conta a história de uma lenda em que duas pessoas ligadas por uma linha vermelha invisível estarão conectadas para toda a vida, por mais tempo e distância que as separe.
Abril conhece Manuel num voo para a Argentina. O amor atingi-os desde o primeiro momento em que se veem. 
Embora digam que se querem conhecer, parecem conhecer-se há anos e a sua cumplicidade é tão bonita que nos faz acreditar no amor à primeira vista. 
O beijo acontece, mas um pequeno incidente faz com que esse verdadeiro conhecimento fique para trás e Abril e Manuel tomam rumos diferentes. 
Passados 7 anos, os rumos de ambos são realmente diferentes, porém voltam a encontrar-se e a paixão que julgavam adormecida, reacende-se, mas… como farão estes dois apaixonados, com famílias construídas? Serão que conseguirão terminar tudo ou não resistirão ao que ficou por completar? Será que esse fio os ligará para sempre?
Um filme realmente muito bonito, que nos faz sorrir e também chorar. 
Um ótimo filme para uma tarde de domingo!

 

 

17
Jul17

[Ficção] Esses olhos

Carolina Cruz

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Esses olhos. 
Eram os teus olhos rasgados a olhar os meus.
O sorriso a despontar. O sorriso a nascer para toda a vida... esse mesmo sorriso que se quebrou.
Não há mais volta e tu não voltas para mim.
Não há amor como o primeiro? Mentira, não há amor como aquele que nos mata a sede, que nos envolve no peito e nos queima de prazer pelo simples gesto de amar.
Nunca me esqueci de ti.
Não existe um único dia em que não me lembre desse olhar.
Há amores que, por mais anos que vivamos, por mais pessoas que passem por nós, são eternos, pelo facto de nos terem marcado para sempre.
Embora eu ame quem tenho a meu lado, os meus filhos, os meus netos, eu ainda amo as nossas memórias, quem foste para mim, porque a juventude não volta. Volto apenas, todos os dias, a vontade de voltar atrás no tempo.

 

 

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