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Gesto, Olhar e Sorriso

Palavras que têm vida.

30
Set18

[Ficção] Porque voltas assim?

Carolina Cruz

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Porque é que voltas assim? Depois de tanto tempo? Depois de tantos anos de ausência? Depois de tantas horas de não me quereres, hoje olhas para a mulher que me tornei e sonhas comigo, queres os meus lábios nos teus, queres o beijo que nunca desejaste outrora. Mas hoje queres demorar-te em mim, queres que me prenda a ti. Agora que a minha vida está estável, que encontrei alguém para amar, para ficar, vens e deixas-me assim, como se o tempo não tivesse partido e fôssemos novamente as mesmas crianças que brincam na rua.
Tu sabes que não te resisto. Por mais que o coração doa, por mais que a mente diga que não, cá estou eu nos teus braços a trair o mundo e o meu amor próprio, mas porra, estou nos teus braços e não consigo pensar em mais coisa nenhuma. Arrancas de mim a ousadia e o prazer energúmeno e eu fico estatelada no teu beijo e debaixo do teu corpo. Sei que daqui a algumas horas vou chorar arrependida, porque sei que não queres mais nada a não ser isto, por isso esqueço quem sou e o que fomos no passado, hoje somos apenas dois corpos que se unem e dois corações que secretamente se amam.
Como é possível querer tanto alguém que viveu no nosso passado? Creio que há algo que se chama paixão e se for daquela que move montanhas não há outro sentimento que a supere e pude ver agora que vivi toda a vida contigo no meu pensamento. 
Deixa-me ficar, deixa-me permanecer nesta loucura, nunca o meu coração se sentiu tão vivo! Vem!

12
Fev18

[Ficção] Não faças isso!

Carolina Cruz

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Não faças isso. Não, não sorrias dessa maneira. Assim consegues trocar-me todos os meus pensamentos e fazer-me perceber que ainda te amo. 
Porquê? Por que é que tem de ser tão difícil ficarmos juntos? Por que não é a vida mais simples do que o nosso dia-a-dia? Se tudo fosse mais fácil acredita que estaria de novo nos teus braços, a implorar-te uma noite de amor e um pequeno-almoço dos nossos. 
Porém as nossas vidas tomaram um rumo diferente, não foi culpa minha, nem tua, nem nossa, creio eu. Foi da vida, dos diferentes caminhos que nos separaram.
Por isso, peço-te, não faças isso. Porque é quando sorris que eu percebo que não há nem nunca houve mais ninguém no meu coração (a transpirar-me a alma) do que tu. 
É quando sorris que fecho os olhos e me lembro do meu corpo a perder-se no teu, do sexo carnal e feliz, da alegria a brotar da serenidade depois do prazer e tudo o que quero fazer quando sorris é fechar os olhos e beijar-te, como da primeira vez, como de todas as vezes que me deixaste inquieta, a fervilhar por mais. 
Por isso, não faças isso, que eu caio na tentação!...
Por mais que peça, tu lá estás a sorrir. Pegas-me na mão e deixas-me morrer um bocadinho. 

 

- Voltamos a tentar? - perguntas.


Eu sorrio. Não há saudade sem volta, dizia ao poeta.
Vou render-me a ti- Sim, rendi-me, completamente.
Beijo-te o pescoço, dispo-te a alma.
Voltámos a ser, a sentir, coro e sorrio. Obrigada por sorrires.

27
Nov17

Consomes-me

Carolina Cruz

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Consomes-me. Consumo-te. Como se não houvesse mais nenhum lugar onde caminhar se não entre o teu abraço. Como se não houvesse outro ar para respirar, outro céu para me curar.
És tudo o que sou também. Ar, água, mar e fogo.
Certeza, renascer e esperança. Amor no seu explendor, paixão por inteiro, sem morte certa, sem prazo ou fim.
No fim de contas, somos o que nos move. Um sonho de amor que me intensifica em cada sorriso teu, em cada olhar meu ao olhar-te.
Consomes-me.
Consumo-te. 
O corpo, a alma, a pele que te escorrega, a tua boca na minha, o que somos ligados para sempre como se não existisse amanhã e como se a vida não tivesse fim.
Confuso, certo?
Não! Nada disso!
Consome-me. Consumo-te também.
Tão completamente.
Inteira e profundamente.
Para sempre.

12
Set17

[Ficção] Porquê agora?

Carolina Cruz

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Tenho 30 anos. 
Nunca antes vivi um amor platónico.
Porquê agora? Depois de ultrapassar todas as mágoas de relações amorosas…
Talvez por isso eu sinta que seja amor platónico, pois falta-me aquele que é o mais precioso, o amor que sinto por mim mesma. 
As relações falhadas levaram-mo todo. Uma e outra vez, sem restar nada de mim.
Por isso acho que apaixonar-me pelos teus olhos azuis é inútil, que tocar as tuas mãos como simples cumprimento e fervilhar o coração dentro de mim é ridículo.
O que resta de mim depois de tudo o que me levaram? Se eu não me amar, não posso amar outro alguém, mesmo que seja correspondida. 
Ainda assim não é o que sinto que sintas por mim, o mesmo amor, a mesma obsessão inocente, a mesma paixão.
Estarei a confundir certamente tudo o que há dentro de mim, preciso de me sentar e conversar comigo mesma, situar-me e sentir-me, só depois com certeza poderei conversar contigo, se quiseres dar-me um pouco de atenção. 
Estou cansada de sofrer, por isso se um dia vieres, vem para ficar e faz-me sentir completa, ama-me e faz com que eu me apaixone de novo pela pessoa que sou. 
Isso é o mais importante. O amor-próprio. 
Depois amar-te-ei completamente, do fundo do meu coração.

19
Jul17

[Cinema] El Hilo Rojo

Carolina Cruz

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“El hilo rojo” (“The Red Threath” em inglês) é um filme argentino simples, mas intenso, bonito. 
Este romance dramático conta a história de uma lenda em que duas pessoas ligadas por uma linha vermelha invisível estarão conectadas para toda a vida, por mais tempo e distância que as separe.
Abril conhece Manuel num voo para a Argentina. O amor atingi-os desde o primeiro momento em que se veem. 
Embora digam que se querem conhecer, parecem conhecer-se há anos e a sua cumplicidade é tão bonita que nos faz acreditar no amor à primeira vista. 
O beijo acontece, mas um pequeno incidente faz com que esse verdadeiro conhecimento fique para trás e Abril e Manuel tomam rumos diferentes. 
Passados 7 anos, os rumos de ambos são realmente diferentes, porém voltam a encontrar-se e a paixão que julgavam adormecida, reacende-se, mas… como farão estes dois apaixonados, com famílias construídas? Serão que conseguirão terminar tudo ou não resistirão ao que ficou por completar? Será que esse fio os ligará para sempre?
Um filme realmente muito bonito, que nos faz sorrir e também chorar. 
Um ótimo filme para uma tarde de domingo!

 

 

17
Jul17

[Ficção] Esses olhos

Carolina Cruz

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Esses olhos. 
Eram os teus olhos rasgados a olhar os meus.
O sorriso a despontar. O sorriso a nascer para toda a vida... esse mesmo sorriso que se quebrou.
Não há mais volta e tu não voltas para mim.
Não há amor como o primeiro? Mentira, não há amor como aquele que nos mata a sede, que nos envolve no peito e nos queima de prazer pelo simples gesto de amar.
Nunca me esqueci de ti.
Não existe um único dia em que não me lembre desse olhar.
Há amores que, por mais anos que vivamos, por mais pessoas que passem por nós, são eternos, pelo facto de nos terem marcado para sempre.
Embora eu ame quem tenho a meu lado, os meus filhos, os meus netos, eu ainda amo as nossas memórias, quem foste para mim, porque a juventude não volta. Volto apenas, todos os dias, a vontade de voltar atrás no tempo.

 

 

16
Jul17

Com intensidade

Carolina Cruz

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Faremos no silêncio tudo aquilo que o corpo nos pede. Faremos desse silêncio o desejo inteiramente feito da nossa pele. 
Somos e fomos o pecado que quebrou todas as regras. 
Sejamos. 
O que é mais importante ser feliz ou aprisionarmos no que é dito pela sociedade ser bem feito ou com bom senso? 
Chega! A tua pele e a minha conspiram e respiram uma pela outra. Não existem uma sem a outra. Porque haveríamos de ficar longe? Porque haveríamos de lhe renegar o prazer? 
Não. Seremos corpo e alma, felizes. 
Seremos corpo e alma, unidos. 
O amor é o amor, ele pede paixão, desatino, insensatez, coração. Nada disso seremos se não quebrarmos as regras. 
O amor por si só quebra regras, desarma a imensidão. 
Não vale a pena parar o amor, controlá-lo. 
A melhor forma de o viver é sem medida, com intensidade.

 

 

28
Abr17

[Cinema] "Três metros sobre el cielo" & "Tengo ganas de ti"

Carolina Cruz

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Numa palavra: arrebatador. Noutra? Inquietante.
Agarra, prende, derruba, apaixona-nos, faz-nos sofrer, sorrir, acreditar, suar e chorar.
Uf, que filme!
Há passados marcantes, uns que queremos manter, outros que fazemos de tudo para esquecer, para não lembrar.
Existem também pessoas que amamos por inteiro, de forma desmedida, mas talvez, por vezes, amar não baste.
E po rque não? Há milhares de razões. Como há milhares de razões para alguém entrar ou sair da nossa vida.
Na realidade, na vida, tudo acontece por uma razão. No amor também, e há amores que são eternos pela intensidade, pela mudança que geram em nós. Mas quem sabe que, assim sendo, não possa durar mais ainda que o momento? Uma vida?
Babi e Hugo têm vidas, passados e educações completamente diferentes, mas as suas vidas tão diferentes assim irão se cruzar. Por que razão? Com que sentido?
Só há uma forma de saberes - veres e ficares tão rendido quanto eu!
 

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Não devemos fugir ao passado, mas também não devemos ficar presos a ele toda a nossa vida, dessa forma iremos sempre, mesmo que não queiramos, errar com as pessoas presentes no presente, ou ainda assim errar com as pessoas do passado.
Temos de saber perdoar, a nós próprios em primeiro lugar, depois aos outros. Só através do perdão conseguimos seguir em frente.
É verdade que Hugo nunca esqueceu Babi, é verdade que esta, mesmo se negando, também não conseguiu esquecer o seu primeiro amor, a adrenalina, a paixão, a sua história, um romance arrebatador.
O que viveram marcou para sempre a vida de ambos, é impossível passar um pano por cima, mas é possível viver com isso, trabalhar o esquecimento e a saudade.
Custa, dói, magoa, muito mesmo, mas com força de vontade conseguimos.
O que será que vemos neste filme? Um voltar ao passado? Um reencontro desta paixão em nada esquecida? Rumos diferentes? Um novo romance? Uma relação reatada? Há muito por descobrir neste segundo filme – “tengo ganas de ti”, depois de “três metros sobre el cielo”.
Diz que o terceiro filme sairá, em princípio, ainda este ano. Eu que não sou muito de sequelas, fiquei apaixonada por esta. Embora não seja muito falada ou conhecida, esta trama espanhola tem (mesmo) muita qualidade.
Quem já conhecia?

 
 

 

 
 

 

22
Abr17

[Ficção] Não tenhas dúvidas

Carolina Cruz

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Desculpa-me, eu disse-te que mudava, mais estúpido fui eu que prometi que o faria. É certo que o disse e que volto com a palavra atrás, mas há factos sobre mim que vais ter de aceitar.
Contigo sempre serei coerente, sempre te respeitarei, sem pressas, com todo o amor que prometi dar-te.
Tu és a minha paz, o meu porto seguro, sem ti, eu sou sempre o que fui, não há volta a dar. Impulsivo, descontrolado talvez, amante da adrenalina e da aventura, da velocidade e da paixão que arrebata tudo. Mas estou contigo, isso não muda, nunca mudará. Prometo-te apenas isso, se algo houver entre nós, nada mais haverá entre nós que nos derrube. Faço-me entender?
Agora faz a tua escolha, sei que não mandaste no teu coração ao te apaixonares por mim, que não tiveste escolha, mas agora tens.
Serás tu capaz de me deixar apenas por isto ou o amor é essa certeza que ninguém entende?
Decide, eu estarei aqui, à tua porta, aguardando um beijo de olhos molhados. Amo-te, disso não tenhas dúvidas.
 
 

 

 
 
 

 

20
Abr17

[Cinema] Barefoot

Carolina Cruz

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O amor pode surgir por tudo e por nada, quando procuramos ou quando não contamos, por alguém que conhecemos há muitos anos ou apenas há um minuto.
O amor é talvez o sentimento mais forte, mais estranho e mais incompreendido que o Homem pode sentir. No entanto, é por ele que corremos o mundo e é ele a nossa salvação, queiramos ou não.
"Barefoot" é um romance incomum, que mistura drama real com uma comédia engraçada e no final surge uma mensagem extraordinária. Porque, na verdade, o que ligaria uma rapariga com um diagnóstico de esquizofrenia internada num centro psiquiatrico a um rapaz viciado no jogo, portador de vários vícios e detenções?
Ele é um mulherengo, um homem de uma família rica, que sempre habituado a esbanjar dinheiro não tem projetos de futuro.
Ela é uma rapariga inocente, pouco experiente na vida, no contacto social e no amor.
Os seus caminhos cruzam-se nesta história em comum, mas o que é que será que os liga?
Deixei-vos curiosos? Então vejam o filme, porque tal como eu vão adorar!

 

 

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