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Gesto, Olhar e Sorriso

Palavras que têm vida.

29
Jan18

[Resenha Literária] "Há pesadelos que nos fazem acordar" de Joana Veríssimo

Carolina Cruz

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"Há pesadelos que nos fazem acordar" é o primeiro livro (de muitos, espero!) de Joana Veríssimo.
Quem segue a Joana sabe que a sua escrita é de uma simplicidade mágica e poética, logo este livro não é excepção!
A Joana fala-nos sobre sentimentos que todos nós presenciamos diaramente, a perda, o amor, o desamor, pedras no caminho. É nesta simplicidade deste viver tão intenso que cabe a minha admiração pela escrita da Joana. Lê-la é dar sentido a cada pedacinho maravilhoso das nossas vidas, até as coisas menos positivas fazem sentido. 
Porque quando se escreve com a alma e o coração é a engrenagem da vida e da escrita, o resultado só podia ser este: fantástico.
Leiam, porque vale mesmo a pena. 
Até lá, sigam a Joana nas redes sociais (facebook e instagram)

31
Dez17

Bom ano!

Carolina Cruz

2017? O que devemos levar? O melhor, sempre! E do pior, quem sempre esteve do nosso lado. 
Espero que neste 2017, como desejei todos os anos anteriores, as minhas palavras vos tenham tocado a alma, que vos tenham deixado a pensar, mas sobretudo vos tenham deixado melhor e a sorrir. 
Que em 2018 venham mais dias em que a vida nos sorria! 
Que em 2018 venham mais palavras, mais gestos felizes para saborearmos e vivermos juntos e com quem mais amamos.
Que 2018 seja um ano de desejos e sonhos realizados e que estejamos cá para os abraçar.
Obrigada a todos vocês que estiveram desse lado em 2017, que partilharam comigo este sonho que é escrever.
Obrigada a todos que dedicaram o seu tempo a ler-me, a permitirem que as palavras que escrevo façam parte dos vossos dias.
Que assim seja em 2018. 
Que seja um ano muito bom e vos sorria com gestos e olhares felizes!
Bom ano!

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29
Set17

[Ficção] Desculpa.

Carolina Cruz

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Não me obrigues. Eu não preciso de dizer o que sinto. Eu não quero dizer o que sinto.
Tu sabes, se me amas entender-me-ás através dos meus olhos, que embora estejamos juntos, temos de terminar.
Não me perguntes porquê, não quero dizer-te, sei que a verdade magoa menos que esta ausência de justificações mas por te amar é que insisto em não querer dizer-to. Desculpa, sei que estou a ser injusto e injusto é uma palavra pequena demais para a cobardia que estou a sentir. 
Estou a ser egoísta, estou a pensar apenas e só em mim, mas fica a saber que é para tua proteção. Sei que a verdade seria melhor, que estarmos juntos era o que seria certo, mas não posso. 
Omito tudo o que fui, mas não me esqueço no que me tornei quando estive contigo, nunca me vou esquecer. 
Podes crer que é real este amor, mas há segredos que não posso desvendar, há segredos que são maiores do que a minha verdade.
Acredito que, quando tudo assentar, podemos voltar a ter um “nós” nas nossas vidas, quebrar os nós que deixarei na tua garganta, colar de novo o teu coração. 
Se não pudermos, se não quiseres, se não me perdoares, crê num amor melhor, que não o meu, porque tudo o que desejo é a tua felicidade, mais do que a minha.
 
 

 

15
Set17

Que mundo este.

Carolina Cruz

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As mãos pesam-me.
O cansaço aprisiona-me o corpo.
Dizem que escrever é gritar em silêncio, que as palavras são alma em fervor.
Não é justo, não é justo que o mundo esteja virado do avesso.
Este não é um lugar feliz, está a ser tomado por bárbaros, Deus leva os bons.
Onde está Ele nestas pequenas coisas?
Permaneço cética, perdoe-me quem acredita.
Estou em silêncio, medito e sussurro para apenas os meus pensamentos me ouvirem…
Se Ele existisse porque é que leva os que mais gostamos?
Porque morrem inocentes diariamente nas mãos de quem deveria ir para o inferno?
Sento-me e sinto que não está certo.
Quem somos afinal? Quem trazemos connosco? O que levamos de tudo isto?
De que nos vale sermos bons se partir é o nosso destino?
O mundo não é feito para aqueles que fazem o bem.
É para aqueles que a ruindade amplifica, é para aqueles que vivem de futilidades, de intrigas, de morte, de crime.
Lamento viver neste mundo.
Lamento tanto.
Ainda assim creio em fazer a diferença, creio que um simples sorriso muda um pequeno segundo na vida de alguém.
Eu não vou mudar, porque o mundo muda.
Eu não vou virar costas ao outro e à solidariedade se for em vão.
Se for, vira aprendizagem.
O mundo não é feito para aqueles que fazem o bem.
Ainda assim, eu escolho fazê-lo.

20
Mai17

[Resenha Literária] Por treze razões

Carolina Cruz

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Hannah Baker é uma rapariga bonita, popular, mas não pelas melhores razões, muitos dos seus amigos não a respeitam, à excepção de Clay.
No entanto, Clay descobre que pode ter errado com Hannah. Tem uma vontade imensa de voltar atrás para lhe pedir desculpa, mas o problema é esse, não pode, Hannah Baker está morta.
Suicidou-se e tem treze razões que justificam a sua escolha.
Hannah antes de escolher o seu destino, gravou essas mesmas razões para mostrar como se sentira.
Como reagirá Clay? Será um dos implicados na sua morte?
O livro que inspirou a série tão badalada do Netflix, um livro que não me apegou no ínicio, mas do qual, não quis largar a partir do meio.
Uma história de suspense e de amor diferente. Uma história crua e, para muitos, pode ser mesmo pesada!
Já leram? Ou renderam-se logo à série?
 
28
Fev17

Eterna

Carolina Cruz

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Sob os olhos chovem lágrimas, que esborratam a cara e sujam a boca.
Não dá mais, não agora. Às vezes precisas de deitar tudo cá para fora, de seres tu, mais ninguém.
Desabafa contigo mesma, porque só tu sentes essa ausência que mais ninguém compreende, essa vontade de ser feliz e que não vem, essa fome de consumir todas as saudades que morrem no peito.
Chora, porque não podes ser forte a vida inteira. Não dá mais. Não agora.
Não deixes que ninguém queime o teu corpo, desejando matar o teu sonho. Tu não estás sozinha, tu és forte, mas precisas de uma pausa. Não dá mais. Não agora.
Mas amanhã, amanhã tudo volta. Amanhã volta essa sede de viver, por ti, mais ninguém.
De lutares por esse sonho que é só teu, de mais ninguém. Não ouças as vozes que, com relutância, te dizem para parar, que não consegues. Eu sei que hoje só as consegues ouvir, que hoje não consegues lutar. Não dá mais. Não agora.
No entanto, diz que as palavras que escreves são o mote para seres feliz, que é esse o teu sonho, que mesmo quando toda a gente te tenta deitar abaixo, tu levantas a cabeça após caíres e lhes dizes que as palavras que dás o mundo também são a tua forma de agradecer e dar alguém essa alma forte que tens, mas que hoje não dá mais. Não agora.
Não precisas de ser forte todos os dias da tua vida, também precisas de cair para te segurares, também precisas de perder para ganhar, de chorar para amanhã mostrares que esse teu sorriso valeu todas as lágrimas.
Não chores mais. Não agora. Levanta, voa, vive essas palavras, que são quem tu és, a simplicidade de um lugar melhor, de um coração que sangra por viver e amar demais.
Não te lamentes por ele ser tão sentimental e tem a noção que é isso que te torna especial, eterna.

 

 

22
Jan17

[Cinema] Bravetown

Carolina Cruz

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Há marcas de guerra e de saudade que deixam marcas para sempre, há pessoas que não voltam e outras que não conseguem refazer as suas vidas na sua ausência.
Outras há que estão presentes, mas ainda assim sempre ausentes, desejando a cada segundo a ausência ou a indiferença da presença de quem lhes deveria ser tão querido.
Tristezas há em todas as famílias, quanto mais não seja quando se chora a morte de alguém, mas há famílias que nem se deviam chamar como tal.
Toda a história que não se sabe contar é uma ferida aberta no peito, é por isso que custa traduzir por palavras, é uma dor que afinca o peito e traz um aperto na garganta. Nunca se sabe como reagir perante nós mesmos, muito menos com os outros.
Sabe-se bem que o segredo é confiar mas em quem? Um dia alguém surge para mudar essa maneira de ser, para ajudar a transformar essa dor em vitória, e pesadelos em boas formas de aprendizagem, aprendemos a partilhar com alguém a nossa dor e então tudo se torna mais leve, como se de uma dança se tratasse.
A mudança na vida de Josh muda, sem conta (mais tarde, de forma intencional) a vida de quem se cruza no seu caminho, acreditando sempre numa máxima muito conhecida de que “há males que vêm por bem”.
Um drama que levamos de um início ao fim, sempre com motivação!
Um filme com um bom ritmo para um passo de dança no sofá a um domingo à tarde!
Vejam, vale a pena!

 

21
Jan17

Num abraço feliz

Carolina Cruz

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Era muito mais o que as unia, do que o que as separava, não havia distâncias ou lugares que as afastassem, apenas certezas infinitas e uma amizade do tamanho do mundo.
No dia em que se olharam, a menina das palavras e a menina dos abraços, souberam o quanto as suas almas eram iguais, que fazer o bem era o melhor, para as duas, para que pudessem ter a certeza de que eram felizes.
Uma falava de abraços, outra de gestos, ambas criavam um sorriso e um olhar diferente perante este mundo cruel que ainda tem tanto para dar de bom, mas que esconde esse lado, que precisa ser mostrado.
Como? Perguntam vocês. Como é que acreditavam nesse olhar? Nesse lado bom? Porque creem que cada coração bom pode curar o mundo, que o amor também pode ser a salvação e que a mensagem positiva é o segredo para um lugar melhor.
Nesse lugar se encontraram, nesse lugar onde tudo parecia melhor, nesse lugar onde parecia morar o mundo real mas bonito, nesse lugar que era o sítio mais confortável do mundo – num abraço feliz.

 

 

01
Jan17

Venha daí 2017!

Carolina Cruz

Venha daí 2017, com um ano cheio de novidades para "Gesto, Olhar e Sorriso". Quero acreditar que este ano virá com mais de milhares de palavras escritas, com algumas novidades. Querem saber tudo? Claro... Então vá...
"Gesto, Olhar e Sorriso" manterá várias rúbricas como:

  • "O teu olhar" (para quem participou poderá ver as suas fotografias a partir de Janeiro na página do blog, mas quem não o conseguiu fazer, não se preocupem, irá reabrir depois de algum tempo).
  • "Por aí" chegará carregado de notícias/histórias para contar -  falarei sobre a minha rádio de eleição (A rádio Comercial), sobre o fantástico centro de dia da Gafanha do Carmo, entre outras abordagens. 
  • "Dar que pensar" estará de regresso.
  • Novos textos de ficção, com o suspense de dividi-los por vários capítulos.
  • TV shows, filmes com história, a música no seu melhor

entre outras rubricas... mas há uma novidade no blog (em 2017) os variados textos que escrevo e que me inspiram estarão, neste novo ano, sempre acompanhados por uma banda sonora! 

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Espero que 2017 venha cheio de sorrisos para vos oferecer e palavras para vos inspirar!
Venha daí 2017, vamos ser felizes, bom ano!

28
Dez16

Já não sei ser (in)diferente.

Carolina Cruz

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A tua ausência é o meu desassossego. Já me habituei a senti-lo, é o amor que sinto, que sozinha me deixa incompleta.
Penso para comigo, sonho e sinto que quando te reencontrar o meu sorriso será do tamanho do mundo e que meus olhos irão brilhar mais que todas as estrelas do luar.
Já não sei ser diferente na tua ausência, és a razão pela qual sigo em frente e um dia sem ti, é sentir-me parada.
Talvez seja egoísta, mas quero amar-te mais que a mim mesma, cuidar de ti, melhor que ninguém, e dizer-te que as palavras não chegam por isso criei gestos só nossos, que ninguém conhece, talvez fale mas, não é importante.
Importante é aquilo que sou, contigo, e o que sou na minha essência. E, sou muito mais que amor, sou o desejo de um amor eterno, que és tu.

 

Photo: Dear John (movie)

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