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Gesto, Olhar e Sorriso

Palavras que têm vida.

27
Fev18

[Ficção] Deixar partir.

Carolina Cruz

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Consigo ver nos teus olhos, ainda a amas tanto, tanto que não consegues disfarçar.
Os olhos nunca mentem, os teus espelham admiração, lágrimas de saudade e de um velho amor que voltou.
Como achas que consigo aguentar isso? Se és tudo aquilo que sonhei, que amo acima de tudo.
Meu Deus, sinto tudo isso como farpas no coração, apetece-me desaparecer, apetece-me partir para longe.
Deixei tudo por ti, deixei a minha vida, deixei de ser quem era, em troca de um sonho que eras tu. Hoje vejo que não passou disso mesmo: um sonho que se tornou um pesadelo.
Podes pedir-me tudo, menos que fique a teu lado. Ainda tenho amor-próprio. Ainda sei que me devo respeito, que não mereço estar ao lado de alguém que pensa com o coração e que esse mesmo coração ainda ama outro alguém. Não quero ser um entrave na tua vida, prefiro morrer. Não quero estar sem me sentires, não quero ser tua namorada se não me amas.
Respeito que não mandamos em quem amamos, entendo que o passado voltou, mas não peço que compreendas esta dor que me arde no meu peito.
Fica em mim um sorriso doloroso do que acreditei que tivéssemos sido.
Obrigada por todos esses sonhos que me viveste. Por mais anos que passem, não esquecerei.
Porém, vou partir.
Deixar-te sozinho, para repensares quem és, quem amas…
Amar também é isso.
Dar tempo, partir…
Deixar partir.
12
Dez16

[Poesia] Não resisto

Carolina Cruz

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Vou pelo tempo…procurando à deriva.
À deriva de um desejo puro encontrado, e no fim.
No fim de todo o fim, a final de contas tudo está igual,
Sou aquele que ousou sonhar por um sonho banal.
Talvez no recanto de toda a mortalidade, escondido,
Está escondido o sorriso de uma estrela encadeada,
Que sorri para mim hoje e todos os dias, por uma alma iluminada.
Longe de todo o mal que a espera… regressa.
Regressa quando tudo se julgava de uma forma perdida.
Talvez perdida, talvez, mas nunca esquecida.
Por detrás de um nevoeiro perspicaz.
Tenho vontade de voltar…voltar de forma fugaz,
Ao passado que lá longe havia visto.
Porque nada prevê o futuro,
Mas apenas eu devia ter previsto,
Que de novo voltaria esse sorriso puro,
O sorriso ao qual não resisto.

 

(Fotografia do filme "Endless Love")

09
Jun15

[Ficção] Cais

Carolina Cruz

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Abandonei o cais, ciente que partiria naquela hora, para sempre. 
O mundo previa-se cinzento, a amargura da minha partida era intensa e o ardor de sentir tão pouco de um tanto que não existia, era morrer um pouco de mim, ali, na hora.
Abandonei o cais, como se partisse também da vida, para morar noutro lugar que não o meu, conhecendo um mundo novo à minha espera, sem ninguém conhecido para falar.
No entanto um sorriso apareceu, mesmo sem despontar, na ideia estava a mudança que era precisa, embarcando em novos desafios, nunca antes vistos, nem tão pouco, por mim, experienciados. Recordei-me apenas que era eu que tornava o meu dia, num tempo melhor, e que mesmo que forçada, a mudança também era precisa. 
A mudança que é tão certa como a vida e que faz tão bem quanto ela, só não podemos ter medo, precisamos sim de sorrir, de acreditar que o melhor está ainda por vir, vencendo a cada segundo, que é o tempo suficiente para se ser feliz.

 

Fonte da imagem: Facebook

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