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Gesto, Olhar e Sorriso

Palavras que têm vida.

19
Mai18

[O teu olhar] Em cada casa.

Carolina Cruz

Nunca me esqueço de ti.
Mesmo que venha um novo ciclo, mesmo que eu siga outro caminho, nunca vou esquecer o bem que me fizeste, o bem que trouxeste à minha vida.
Por mais tempo que passe desde o dia em que as nossas vidas tomaram rumos diferentes, por mais distância que a nossa amizade tenha aguentado... Amiga! Eu nunca vou esquecer o abraço que me deste, a força que ele me transmitiu e a energia com que me encheu a alma.
Por mais que passem os anos e novas pessoas entrem na minha vida, eu serei sempre grata e terei sempre um lugarzinho no meu coração para te guardar.
Peço à vida que te conceda o melhor e que te presenteie com um mundo feliz, um momento eterno de coisas boas, paisagens lindas e gente bonita por dentro.
Desejo-te o mundo, desejo-te o que há de melhor em mim e o dobro daquilo que desejo para o meu futuro, porque a amizade não se divide, multiplica-se, é maior que qualquer outro sentimento, é verdadeiro, gentil e o meu por ti é um amor infinito.
Por isso não esqueço, por isso em todos os lugares bonitos e inquietos em que estiver vou lembrar-me de ti e escrever em cada casa e em cada canto o teu nome, com saudade.

 

1. andré.jpg

 

__________________________________

 

Fotografia da autoria de André Veiga Fotografia

12
Mar18

A Coimbra.

Carolina Cruz

Ao passado que eu sei que não volta. 
Ao passado que traz nostalgia e milhares de histórias para contar. 
Fecho os olhos e estou de novo nos braços de uma cidade que me abraça diariamente, mas que tem o maior encantamento na capa negra traçada e no calor de um sorriso de estudante. 
Recuso-me a acreditar que todas as memórias morreram, se de lá trago o melhor do mundo, pessoas que ainda abraçam a minha vida e a minha alma. 
De Coimbra, de ser estudante, trago o mundo! Vive no meu sangue, toca-me na alma estes anos em que fui o melhor de mim, onde a persistência me ensinou a agarrar o dia. 
Bem dizem que o sol de Coimbra é diferente de todos os outros, é verdade, brilha com certeza, ilumina-nos o pensamento e é sabedor da consciência e da saudade que é abraçar esta cidade que nos é para sempre a eternidade da nossa existência e juventude.
Um brinde à esperança de cada dia novo, de se viver inteiramente.

sé-velha.jpg

 


(Fotografia de Notícias de Coimbra)

01
Fev18

[Ficção] Deixas-me?

Carolina Cruz

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Que dor é olhar-te no mais vazio de ti, esse mais vazio de ti é a tua ausência de mim. 
Criei-te confusão, certo? Pois bem, pelos vistos foi o que fiz em toda a tua vida, criei confusão na tua mente, em vez de amor no teu coração. 
Seria mentira se dissesse que não tenho saudades de quem era sem ti, sem esta tua presença ausente, sem esta dor que me inquieta e ao mesmo tempo me desmorona. 
Sinto uma saudade tamanha daquilo que fui antes de te conhecer, deste peito leve sem dor, deste coração sem raiva ou deceção. 
Porque te tornaste tão mau? O que te fiz? O que fizemos de nós dois?
És mau não, jamais, por me bateres. No entanto, a dor física (não estou a dizer que seria bom) é mais sentida que a dor da alma, da psicológica, da interna. A dor na pele, sente-se, sabe-se que forma tem, o seu tamanho. Agora esta dor que em mim se invade, esta saudade tamanha não tem outro nome, vive de coragem. 
Já não sei quem és, já não sei quem sou, quem somos… perfeitos desconhecidos que um dia se casaram, se amaram antes de isso. Hoje sou a saudade que em mim fica, na esperança de, mesmo sabendo que isto não mudará, eu poder sorrir por ser livre. 
Deixas-me?

 

 

Já seguem a minha página de autora?
Carolina Cruz

11
Dez17

Escrever é...

Carolina Cruz

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Escritores entenderão que escrever é voar sem asas, é gritar em silêncio, é arrancar do coração a alma autêntica que nos transborda do peito.
Escrever é dar vida a outras vidas que são também a nossa.
É chorar uma dor que nos embala, é carregar na ferida mais feia e torna-la mais doce. 
Cada palavra é uma bala, é uma entranha aberta no nosso corpo carregado de facadas no peito, é a felicidade de viver e a amargura pela intensidade de querer mais, mais alegria, mais dor, mais ambiguidade, mais loucura, mais prazer, mais momentos, mais solidão, mais vida, mais palavras para escrever.
Porque escrever é embriagar-nos na certeza de que enquanto estamos centrados em arrumar frases e formas, estamos a temperar os nossos sentimentos, a dar-lhes cor, importância, a torna-los arte.
As dores são poesia, as lágrimas são rios que não têm fim, inquietudes e hipérboles, sorrisos são abraços genuínos na gramática, exageros de profundidade e a saudade… Ai! Se a saudade se pudesse descrever… eu morreria para a conhecer!

02
Dez17

[Ficção] Fecho os olhos...

Carolina Cruz

 

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Tenho saudades tuas.
Fecho os olhos e aconchego-me, estou de volta aos teus braços.
O meu corpo está novamente sobre o teu. Volta a ter prazer entre as tuas mãos doces.
Volto a querer-te para sempre como se nada nos separasse, nem a morte. Mas abro os olhos e tu não estás, choro porque a tristeza me invade.
Sabes o que me acalma? Pensar que estejas onde estiveres estás a pensar em mim e a sorrir de forma tola como sorrias quando dizias que me amavas.
Isso consola-me, saber que me amas da mesma forma ainda que em mundos e vidas diferentes, porque eu hei-de amar-te sempre.
A morte só te levou fisicamente, o teu coração continua a amar o meu, em forma de amor e alma e esses nunca partem, nem mesmo no coração de quem morre.

01
Set17

[Ficção] Sinto-me...

Carolina Cruz

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Sinto-me sem ti. E sem ti sinto-me sozinha. Desamparada. Não sei ser sem ti. Lembraste de eu te dizer isto?
Os meus olhos não mentiam, não sei existir sem o teu beijo.
Fazes-me falta como uma ferida aberta, como uma noite mal dormida a multiplicar por dois ou três anos de vida.
Fazes-me falta e não quero dizer-to e ainda assim to digo.
Faltam-me as gargalhadas que o tempo levou, faltam as confidências que os segredos revelados fizeram perder.
Falta-me o teu corpo na minha cama, o teu sorriso debaixo dos meus lençóis. 
A tua ausência deixa-me ausente da vontade, da vontade de querer viver, custa-me respirar, custa imaginar a dares a mão a outra rapariga que não eu, a voltares-te a apaixonar e não ser por mim.
Desculpa, por favor. 
Fazes-me falta.
Desculpa, se não compreendi. 
Desculpa, se os ciúmes falaram mais alto. Eu não diria que sou ciumenta hoje, mas fui contigo, com o tamanho medo que tinha de te perder… e de que valeu? Perdi-te na mesma.
Eras o melhor de mim e sem ti não sou boa em nada. 
Prefiro perder-me por aí, do que não te encontrar a meu lado.
A roupa manchada das minhas lágrimas, a cabeça que não para de pensar, o corpo que emagrece, a alma que entristece, a vida que não cabe em mim e não me habita. 
Fui feliz ao ter-te, já não serei mais, pois não ser sem ti.
 
 

 

04
Ago17

[Ficção] Carta de Leonardo

Carolina Cruz

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Querida.
Escrevo-te esta carta para te pedir desculpa.
Levei 20 anos para escrever-ta.
Sei que é tarde demais.
Sei que podes estar casada, com filhos.
Seja como for, isso não é impedimento de te dizer como me sinto, como ainda me sinto atraído e apaixonado por ti como naquele nosso velho e passado Verão.
Amei muitas mulheres por esta vida fora, mas nenhuma delas teve o mesmo fulgor em mim como tu. 
Eras a minha melhor amiga e eu só soube isso depois de vivenciar com todas elas o amor que dizia sentir. Nenhuma delas era da tua essência. Como pude mentir-me tanto? Durante tanto tempo?
Nada aconteceu para que nos separássemos, apenas o tempo, esse peregrino que nos persegue em cada montanha que escalamos.
Por isso te pergunto... se não existe algo para perdoar ou desculpar um ao outro? Será que podemos dar a volta por cima? Será que ainda me amas? Te sentes como eu me sinto?
Quero ter-te nos meus braços novamente.
Voltar a sonhar.
Beijar-te, ver-te amadurecer (o que nunca pude presenciar), envelhecer, aquecer-te os pés, olhar-te nos olhos, sorrir, abraçar-te.
Diz-me se é possível.
Só quero uma resposta.
Um sim, para te receber. 
Um não, para te esquecer.

Leonardo
 
 
(Será que obterá resposta? Amanhã saberão)
 
10
Jul17

[O teu olhar] Porto do meu coração

Carolina Cruz

Sara Morais Just Saying.jpg

 

Porto.
Há muito que não te escrevia. E tu sabes porquê, enamoraste-me na paixão pelo teu rio e deixaste o meu amor por ti morrer. Ainda assim eu não sinto rancor, sinto saudade. Saudade de te dizer "estou aqui" e estar realmente de braços abertos para te receber, porque deste-me o maior encanto de todos, o amor-próprio.
É por isso que mesmo depois de tudo, de tanto tempo, eu ainda consiga gostar de ti da mesma forma e recordar o teu sorriso ao nascer do sol.
Essas tuas pontes são a forma de compreender que existirá sempre uma razão para nos unir, mesmo antes de nos separar.
Porto, desculpa não escrevo só para ti, escrevo para um amor perdido, no entanto decidi em escrever-te.
Foste tu o meu remetente porque foi nos braços dele que me perdi mas foi no teu regaço que me encontrei.
Porto, feito de memórias. Porto feito de razão, porto de abrigo, de amor. Porto do meu coração.

 

 

(Adoro o Porto, a Sara sabe disso. Esta fotografia está maravilhosa, é uma das tantas fantásticas que tira. Já seguem o seu blog "Just Saying"? Tratem disso porque vão adorar!)

01
Jul17

[O teu olhar] O que é o amor?

Carolina Cruz

That Girl Melanie Moreira.JPG

 

Vim buscar-te às minhas memórias.
Vim passear pelos campos onde fui mais corpo que saudade. Onde fui mais pecado que certeza. Mas que importa? Nascemos para marcar a vida um do outro, não para ficarmos juntos.
Nem todas as histórias de amor têm de ter um final feliz.
Eu nem tão pouco sei se era amor.
O que é o amor? Um corpo nu que se apaga entre as cinzas de um casamento morto? Um “quero-te para sempre” nesse amor escondido?
Porquê amor se não cumprimos todas as promessas?
Porquê amor se era proibido? Se era escondido? Vagabundo?
Por que é que o meu corpo se fundiu sobre toda a lezíria estonteante do teu abraço que não perdurou?
Se fosse amor… tu estavas aqui, certo?
Se fosse amor teria resultado.
Não. O amor nem sempre resulta. O amor nem sempre é um mar de rosas. É uma poeira invasiva que nos cega e nos morde os olhos de calor. O amor é uma forma insana de te querer mesmo sem saber quem és ou o que contas.
O amor é não saber porque te amo, é não saber porque ainda guardo estas memórias de ti, se não passaste de uma miragem e de uma sedução que terminou.
Eu fui apenas pele para o teu prazer. Fui corpo para a tua pele sentir. Nada mais que nada. Embora tenhas sido tudo. Para mim, amor. Para mim, fomos enrolados de sorrisos imundos e finitudes capazes de me fazer sonhar.
É amor porque embora não tenha resultado, eu não esqueci.
O meu peito dói como doeu a secura do teu beijo.
Se eu jamais te tivesse amado, eu não permaneceria aqui, à margem de tudo. À tua espera.

 

 

(Fotografia da querida Melanie Moreira, do blog "That Girl", visitem, serão muito bem recebidos!)

29
Mai17

A ti, que me lês

Carolina Cruz

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Vendo bem não é preciso muito, pois não?
Um lugar sossegado, um papel e uma caneta. Rodeada de paz e de sentimentos que me inspiram.
Uma mão cheia de felicidade, um balde cheio de amor, um pingo de saudade e uma pitada de magia.
Sem a chuva nada floresce. Assim sendo, junto-lhe um pouco de amargura e um tanto dos erros que me fizeram crescer. De que vale acreditar e não sofrer?
Se eu não sofresse, se eu não errasse, todas as minhas páginas estariam em branco. A minha inspiração talvez não existisse e então eu não seria ninguém.
Todas as palavras que escrevo são fruto de quem fui e de onde vim. Hoje? Hoje apenas preciso dessa caneta, desse papel, desse lugar para ser feliz.
Sinto que a paz deste mundo só existe aqui, nas palavras que escrevo e naquilo que me dou a conhecer, a mim mesma e a ti, que me lês.

 

 

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