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Gesto, Olhar e Sorriso

Palavras que têm vida.

22
Set18

Acreditar e sonhar

Carolina Cruz

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São as cicatrizes do teu corpo que tornam a tua alma forte. 
Quando pensares em desistir olha para elas e pensa como conseguiste ultrapassar tanta coisa, e se conseguiste antes, conseguirás de novo. 
As marcas na tua pele representam a tua valentia, que não pode cessar agora, não agora que estás no caminho certo.
Sê rija, há milhares de coisas que podem correr mal, mas há outras milhares que podem fazer o teu coração sorrir e eu sei que é isso que te está predestinado. 
Tu mereces o mundo, não menos, mas sim o mundo. Acredita que o vais alcançar, e sei que apenas um gesto bonito vai mudar a tua forma de pensar, só tens de ter esperança, de acreditar em ti e no melhor que tens para dar. 
O lugar mais bonito onde podemos estar são os nossos sonhos, por isso se desta vez fracassares, continua a sonhar, não custa nada e embora nos coloque num mundo à parte, nesse espaço que criamos, podemos viver felizes.
E tu? Vais acreditar mais em ti? Vais sonhar também?
 
 
 
 

 

11
Jun18

[Ficção] Sonhar-te

Carolina Cruz

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Feriste o meu peito. 
Fizeste um rasgo, de um lado ao outro, que não estanca, que não para de sangrar.
Há coisas que nem o tempo consegue curar. 
Vem-me à memória todas aquelas frases bonitas que dizias e todo o calor do teu corpo sobre o meu, palavras fantásticas, esperançosas e momentos eternos que não passaram de uma mentira. 
Hoje ainda me lembro de nós, hoje ainda queria viver-nos, viver essa mentira, porque o conforto da tua pele, o cheiro de todas as coisas, valia a pena, mesmo que fosse um sonho onde sabia que acordaria, um sonho que antecedia a um pesadelo.
Agora dorme comigo a saudade, acorda comigo a ansiedade de ter de passar mais um dia, sem ti. 
Não podias demorar mais um pouco? Não podias colar um pouco desta amargura que me invade? 
Só te quero a ti, por mais que doa. Só te quero a ti no meu abraço, por mais que tudo pese. Só tu consegues fechar este buraco no meu peito e só tu conseguirias curar o que o tempo não cura.
Vens? Eu sei que não. 
Por isso, ficarei aqui, a sonhar-te.

 

 
08
Abr18

[Ficção] Olho-o

Carolina Cruz

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Olho para ele e derreto-me.
Olho-o e o meu corpo sabe mais de mim que a minha alma, estremece, aquece, arrepia-se e eu quero-o tanto e nem o conheço.
Ele nem sabe o meu nome. Sinto-me idiota e ainda assim sorrio.
Por que é o amor tão complexo?
Como podemos achar que amamos alguém, que sentimos fogo de paixão se nem uma palavra dissemos a essa pessoa? 
É masoquismo? Dor agradecida? Daquelas que temos prazer em ter ou receber em troca de sermos sonhadores?
Não sei, só sei que há em mim tanto dele e ele nem ousa saber, e ele nem imagina quem sou. 
Ele é durão, dono de si, mas deste lugar de onde ele não sabe que eu existo, eu sei que há nele um humor extraordinário e uma dor que ele esconde nos lábios e faz brilhar o olhar.
Ele é bom, eu sei que é.
Pudesse eu mostrar-lhe quão boa a vida pode ser se o amor o levasse até mim. Até lá, sonharei todas as noites, em que dançamos lado a lado num romance que se perpetua na história, na alma e na essência eterna do que inocentemente acredito que tenhamos sido noutra vida. 
Ai como é bom sonhar! 
Meu Deus, como dói tanto... mas como é, ainda assim, tão bom sentir(-me)!

 

(fotografia de "intersection")

22
Fev18

Esse buraquinho

Carolina Cruz

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Estás a ver esse buraquinho no teu coração? 
Vai fechar, tenho a certeza.
Não chores, querida.
Eu sei como dói, já passei por isso.
Todos morremos por amor ou matamos as alegrias do nosso coração por sentir tristeza e dor por amar alguém que não nos ama de volta.
O amor é tão bonito quando é correspondido, quando não o é, é feio, doloroso, cru e cruel. 
Hoje o teu coração dói, eu sei, não queres mais ninguém, mas por favor, deixa-me dizer-te que será passageiro. Sei que esse vazio irá encontrar alguém que o preencha e não vai doer mais, nunca mais. Vai palpitar a mil, vai sorrir como se outrora tudo tivera uma razão de ser, para te fazer olhar o mundo com outros olhos, para te fazer amar ainda mais esse amor que não tem fim.
Sei que sou sonhadora, amante louca e romântica nata. Sei que sonho demais, mas foi sonhar que me fez curar esse sopro que me batia no peito.
Ter esperança limpa as lágrimas de chuva e dá ao teu rosto um sorriso de sol.
Por favor, vamos experimentar?

 

______

 

Photo: Filme "Tengo ganas de ti"

31
Ago17

Olho-te enquanto dormes...

Carolina Cruz

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Dizem que dormir ao lado de alguém demonstra confiança, conforto, carinho. O que temos vai muito além disso. 
Olho-te enquanto dormes e os meus sonhos tornam-se realidade.
Olho para ti e orgulho-me de pertencer à tua vida, à tua felicidade. 
Olho para ti, na tua simplicidade e no teu sono profundo e a minha alma sonha também, um sonho pintado de esperança no futuro. 
Obsorves-me nessa tua paz e então percebo, como percebi todas essas vezes em que te olho nos olhos: é para sempre. E contigo o para sempre é tão fácil de dizer, de sentir. 
Olho-te e percebo o que é o amor infinito, aquele que é para toda a vida. Eu vejo em ti o meu melhor amigo, o meu namorado, o meu marido, o pai dos meus filhos, o avô dos meus netos, o meu amparo, o meu ombro amigo, o meu velho confidente, o meu amor para a vida toda. 
Tu acordas, olhas-me e sorris e eu sei que os meus sonhos tornam-se realidade.

 

 

07
Mai17

[O teu olhar] Dias...

Carolina Cruz

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Há dias em que tens de acreditar.
Há dias em que tens de ter fé a dobrar, confiança a dobrar, sorrisos a dobrar, lágrimas se for preciso chorar.
Há dias em que tudo desaba, sim.
Há dias em que parece mesmo que nada mais existe contigo, senão a dor.
E é nesses dias que tu precisas de ti mesma. De te sentares, de confiares em ti, de te confidenciares.
Ninguém disse que era fácil pois não?
Ninguém disse que a vida o era, certo?
Então senta-te aí e escuta a tua voz, ainda que pareça vir do outro lado do oceano, onde as lágrimas são um mar perpétuo, um sofrimento sem fim.
Tu tens algo para dizer a ti própria, que és forte, guerreira, sonhadora, e que concretizas todos os teus sonhos.
Se alguém disser que não, mando-a à merda.

  

 

 

 Fotografia da autoria da simpática Simple Girl 
06
Mai17

[Resenha Literária] A rapariga que roubava livros

Carolina Cruz

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O ser humano, esse ser, pior que qualquer irracional. O Homem, o único, que mata por prazer. Guerras, mortes inocentes e um imperialismo que conta a história que Hitler escreveu. Triste, repugnante, horrorosa. Muitos mais adjetivos podiam descrever o holocausto, mas por mais anos que passem, é impossível.
"A rapariga que roubava livros" é um livro que narra a história de quem viveu nessa época.
Esta trama é narrada por alguém que teve grande destaque na 2° guerra mundial, sobretudo entre os judeus - a morte.
Ela conta a história de Liesel, uma menina a quem roubaram a esperança e que ainda assim nunca deixou de sonhar. Agarrou-se às palavras, aos livros e aos que mais amava e o mundo, ainda que cinzento, tornara-se cor-de-rosa.
A ânsia de roubar um livro era tão forte que cada dia se tornava numa aventura, ao lado do seu amigo Rudy.
Uma história de ficção envolvendo a história mundial, sobre a inocência, o amor, o afeto, a lealdade e a esperança num mundo onde a morte e a crueldade entram a cada instante.

14
Abr17

14 # Existirá destino sem os sonhos?

Carolina Cruz

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Ela sorriu.
Ele continuou a desabotoar-lhe a túnica, a desapertar-lhe o soutien, a beijar-lhe os seios.
Ela pregou-lhe firmemente as unhas nas suas costas e despiu-lhe a camisa.
E se alguém aparecesse? E se John telefonasse? Que iria ela dizer? De cada vez que Manuel a puxava para si, ela esquecia todas as dúvidas, todas as questões, a sua mente era um mundo à parte do seu corpo.
Fechava os olhos de cada vez que ele lhe tocava. Abrir os olhos era aperceber-se que não estava a sonhar. Então todo o passado estava ali naquele ato tão sonhado, tão imaginado.
- Era isto que tinhas guardado para mim? – disse ela numa gargalhada.
- O tempo amadureceu os nossos corpos, a saudade que eles tinham, tornou este sabor mais forte. Não é melhor que dar as mãos apenas?
Ela riu de novo. Demais. Ele deu-lhe a mão e prendeu-a para si. A sua forma de o ter para si era tão perfeita que não havia dor naquela intensidade, havia prazer inundado de beijos por todo o corpo, de uma pertença que voltava a existir catorze anos depois, dois corpos nus, uma aventura silenciosa e imprudente, duas pessoas traídas, outras duas que ao consumar o ato eram felizes, quase sem culpa, porque toda a vida haviam pertencido uma à outra, como os seus corpos pareciam encaixar-se de forma tão certa um no outro.
Mas será que o destino comemorava com eles? E o mundo lá fora?

 

(Continua...)

08
Jan17

[Ficção] Sonha menina

Carolina Cruz

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Vejo-te passar pela rua, como um anjo que guarda os meus pensamentos. Nem uma palavra consigo dizer-te, porque sei que nessa pacatez tu tens o mundo a teus pés, nessa tua simplicidade tão especial.
Embora não te conheça, sei que és cá dos meus, gostas dos lugares mais escondidos, dos sentimentos duradouros, de momentos que não precisam de palavras, és de poucos gastos porque apenas a vida te basta.
Não te conheço, mas sei tanto de ti, ao ver-te pela janela. Sei que és uma pessoa luz, que com a sua paz ilumina o meu dia e também isso me basta, porque sou uma sonhadora e sonhar contigo todas as noites é sentir que posso também morar um dia que seja no teu pensamento, mas se eu não disser quanto temo estar errada, nunca vou saber se estou certa.
Ainda assim, acredito que me guias, que sabes melhor que eu o meu futuro e quem sabe os nossos caminhos não se cruzarão um dia?
Sonha, menina, sonha, com esse homem luz. Sonha, que faz tão bem.

 

 

 

24
Nov16

Há uma saudade

Carolina Cruz

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Há uma saudade que volta ao meu rasgar do sorrir.
Voltei a perder tudo e a guardar memórias como quem guarda vaidade de tempos vividos, de marcar a diferença!
Volta a saudade sempre que penso como fui feliz por cada rua da minha alma, em cada cântico de uma balada, de amargura. Embora me sinta triste, sinto-me ainda mais contente por saber que o vivi!
Não... jamais deixarei partir os meus amigos, que comigo criaram os maiores laços e as melhores certezas, que aconteça o que acontecer, venha a distância que vier, estamos sempre juntos, sempre.
Porque há sempre um tempo assim nas nossas vidas, que vem para nos fazer dar valor a tudo aquilo que temos, traz-nos as melhores pessoas para ficarem connosco e envolve-nos na magia que há em acreditar em um para sempre.
Sim, há saudade! Há nostalgia! Por sonhar e lembrar momentos tão passageiros, que marcaram tanto, que de tão rápidos me ofereceram o melhor de mim, por isso há saudade, mas também há esperança que todo esse viver se repita sempre em cada recanto da minha vida!

 

(fotografia do filme "A culpa é das estrelas")

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