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Gesto, Olhar e Sorriso

Palavras que têm vida.

14
Abr18

[Ficção] Oh, Margarida!

Carolina Cruz

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Margarida diz-me: de que te serve dizeres-me que não resultamos por sermos diferentes? Caramba! Achas que não é isso que torna o amor especial? O sentimento maior e a paixão intensa?
Achas que não resulta, porque nunca te dás ao esforço de lutar pelo que se viveu, pelo que sentimos, por aquilo que podemos ser um dia, se quiseres.
Não são as diferenças que nos separam, Margarida. Entende isso. És tu, tu e essa mania que és diferente ou que somos tão longínquos que nunca nos chegamos a amar. E tu sabes, e também sabes que eu sei, que esse amor é tão forte, que só te estás a comprimir nessa dor que te forças a sentir. És tu que complicas esta diferença de estatutos. Qual é o problema de teres menos dinheiro? Qual é o problema se eu vivo melhor ou com mais condições? Que importa tudo o que é material, se o amor é a nossa casa, se o amor é onde pura e simplesmente devemos viver? Amamos e pronto, amamos e vemos o que virá. Amamos, sem medo de sofrer as consequências, amamos sem olharmos a diferenças. Amamos porque gostamos de nos amar. Por que é que não pode ser assim tão simples?
Ama-me e não compliques, Margarida. 
Ama-me que eu espero-te sempre, como espero depois de todas as discussões que temos: de braços abertos e com um olhar desejoso de te beijar!

12
Dez16

[Por aí] "Amanhã? Talvez. Quem sabe?"

Carolina Cruz

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Para quem me lê diaramente sabe, concerteza, que adoro inspirar cultura na minha vida. O teatro não é excepção, adoro teatro e gostava realmente de poder vê-lo com maior regularidade. No entanto, nem sempre isso é possivel. Este sábado foi possível, e é sobre ele que vos venho falar.

 

"Amanhã? Talvez. Quem sabe?" é uma peça bastante divertida! Que tem um elenco talentoso e fenomenal e, mais fenomenal ainda é que, de entre risadas e uma cumplicidade bastante visivel em palco, este grupo de teatro de Taveiro "Loucomotiva" fala-nos sobre a diferença, trabalhando-a em palco, sem medos, sem receios, sem barreiras, e o protagonista desta realidade é o ator Paulo Azevedo, que se apresenta claramente como é, sem as suas próteses, em pleno palco, onde, na verdade, parece ter nascido.

Este teatro tem uma história bastante divertida, que conta que "esta companhia foi destacada pelo presidente da Republica, atribuindo-lhe um único subsídio destinado ao teatro por parte do Ministério da Cultura." O que é que será que eles irão fazer? Faltam 12 meses, 12 meses que passam a correr, tanto que parecem caber numa hora. 

A peça esteve em cena este sábado, dia 10, mas continuará nos dias 17 e 18 de dezembro na "Loucomotiva" em Taveiro.
É, na minha opinião, uma peça que serve não só para soltar gargalhadas, rir até não poder mais, mas também para aprendermos a olhar a diferença como algo natural à vida do ser humano. Porque afinal somos todos diferentes e especiais à nossa maneira, não é verdade?

Vou deixar-vos com um video promocional da peça, para perceber o quão divertido poderá ser o vosso serão, se escolherem assistir à mesma! Sobretudo, malta de Coimbra, não percam esta oportunidade!

 

 

 

(Fotografia retirada da página do ator Paulo Azevedo e video da página da companhia, mencionada anteriormente)

15
Jul16

[Cinema] 3 filmes sobre a deficiência.

Carolina Cruz

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Beyond Silence

“Beyond Silence” (um filme de 1996) demonstra-nos a importância que existe em ouvirmos o nosso coração e sobretudo não termos vergonha nem pena de nós mesmos.
Este filme conta-nos a história de Lara, filha de pais surdos-mudos, que sempre se mostraram desconfortáveis com as suas limitações, mas sempre apoiados por esta filha que desde cedo aprendera linguagem gestual, comunica com eles, traduz-lhes os programas de televisão e que os incentivava a levar uma vida normal, dentro dos seus possíveis.
O sonho de Lara sempre foi ter uma carreira musical tocando clarinete, sonho esse que os pais de Lara nunca aceitaram da melhor maneira por nunca terem tido o prazer de a poder ouvir, mas podem escutá-la se observarem bem o seu coração e sentirem as vibrações da música que é tocada, pois não é vergonha ver o mundo de forma diferente. É isso que nos desperta e nos faz pensar em “Beyond Silence”, deparamo-nos também sobre tantas curiosidades sobre a audição, a sua importância e ao invés, consequências da falta dela.
Nem sempre precisamos de falar por palavras, pois as coisas verdadeiras sentem-se sem, obrigatoriamente nos expressarmos por palavras, no fundo o mais importante é ouvirmos o nosso coração.

 

 

Soul Surfer – Coragem de viver

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As barreiras são, na maioria das vezes, criadas pela nossa mente, chamando-as de medo, medo de seguir em frente. 
“Soul Surfer – Coragem de viver” mostra exatamente como precisamos de acreditar que somos capazes de fazer o que outrora fizemos, marcando e amando ainda mais. 
Este filme conta-nos a história verídica de Bethany Hamilton, campeã de surf e da coragem, que se viu obrigada a mudar a sua rotina desde que perdeu um braço, mas não mudou nem deixou de realizar a sua grande paixão: surfar. E ainda bem que o fez, pois deixa em nós uma mensagem de nos fazer lutar contra o possível e o impossível, de nos fazer lutar pelo prazer que é estarmos vivos e de nos mostrar que o amor é acima de tudo, a força para conseguirmos. 

 

 

 

Temple Grandin

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Temple Grandin começa o filme por se apresentar: "(...) eu não sou como as outras pessoas. Penso com imagens e conecto-as.", mas miss Grandin não é diferente, ou é porque somos todos diferentes, a sua mente é especial, é muito além do que qualquer mente comum, é interessante, inteligente e sensível. Sim, também sensível ao toque, Templen Grandin tem autismo, diagnosticado aos quatro anos, com um futuro nada promissor, os médicos não davam esperanças que pudesse vir sequer a falar e que o melhor seria o internamento e aí entra a história de todo este filme tremendamente encantador e real. 
A sua mãe com toda a coragem e amor lutou por ela e hoje Temple é doutorada e aprendeu em todas as suas fases da sua vida a evoluir à sua maneira e a conhecer a sabedoria e a amizade. Esta conta que embora os autistas sejam sensíveis ao toque quando se encontram mais agitados eles também necessitam de um abraço e por isso criou um máquina de abraçar com a sua gentil inteligência criativa. 
Vale a pena assistir e conhecer esta mulher que, na realidade completa 66 anos, e é conhecida por grandes palestras e crónicas em grandes magazines. Porque não é o transtorno que nos faz mas sim a nossa luta!

 

 

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