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Gesto, Olhar e Sorriso

Palavras que têm vida.

30
Mai18

[Ficção] Pedi tempo e perdi...

Carolina Cruz

 

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Pedi tempo ao tempo. Perdi dias, meses, anos até, a confiar-te o meu amor, faltou-me a coragem de dizer-te o que sentia com medo de ser rejeitada. E agora? Agora é tarde demais, não há volta a dar, não há amanhã, não há dia, não há vida em ti. 
Só existe raiva em tudo o que sou. O medo foi-se contigo, o arrependimento dói demais.
Eras o meu melhor amigo e perder a tua amizade era como morrer, perder um pouco do que sou, esse mesmo pedaço da minha essência que partiu contigo. 
Eras tanto de mim, tanto para mim, e embora não soubesse tudo sobre ti, percebi que estavas apaixonado, que havia alguém a fazer bombear o teu coração. Como não percebi que era eu?
Foi preciso partires para ouvir a tua mãe dizer que eu era a menina dos teus olhos, que em ti havia muito mais que um carinho de amigo, havia em ti vontade de mais e medo, também medo. Medo de amar.
E esse amor por mim foi contigo sem se unir com o meu. 
Pergunto-me porque é que o tempo me ensinou da pior forma que não devemos perder tempo, nem dar tempo e coragem ao medo? Que devemos dizer aos outros o que sentimos porque não sabemos o amanhã?
Hoje permanece em mim a tristeza e a esperança que um dia te possa abraçar dizendo-te que nenhuma pessoa que habitou a minha vida teve nem metado do teu significado para mim.
Desculpa só dizer-te agora.
Mas, eu amo-te, amo-te tanto.

14
Mai18

[Ficção] Sou inteira!

Carolina Cruz

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O tempo. Esse maldito jogo onde nos perdemos, onde nem sempre vencemos.
Somos nós, tudo aquilo que vivemos, tudo aquilo que cobrámos à vida. Somos meias palavras, meias verdades, presentes incompletos e futuros incertos.
Somos tudo, somos nada. Somos o meio-termo e eu estou cansada. Cansada de não te viver a cem por cento, de não te poder amar na inquietude em que se deve viver um amor e eu embora não queira de todo perder-te, acho que vivo melhor sem ti.
És a felicidade e o desgosto, mas há tanta coisa em ti que me faz querer-te por perto e tanta coisa em mim também. Sabes o que permanece em mim e que te faz ficar? A baixa autoestima, o medo de não ter mais ninguém, esta falta de amor por mim própria, este tamanho amor por ti.
Queria que o tempo decidisse, queria que ele me oferecesse o melhor, porque eu já não tenho forças para dizer que não te quero mais, mesmo que te ame. 
Por isso, faço-me de forte, engulo as minhas lágrimas e respiro o tempo, olho o futuro e procuro fé no meu ser, sento-me e digo-te com um sorriso nos lábios: Não posso viver pela metade, sou inteira!

17
Fev18

[Ficção] Desculpa-me

Carolina Cruz

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Desculpa-me.
Desculpa, mas não consigo amar-te de volta.
Desculpa por, mesmo ele já não merecer, a sua pele ainda viver em mim.
Desculpa, ainda não consigo amar outro alguém que não o homem com o qual me divorciei.
Desculpa, por ver esses olhos brilharem como esmeraldas, anunciando todo o amor do mundo e eu não poder sequer tocá-lo.
No meu peito ainda não há espaço para o teu coração. Há apenas um vazio enorme por amar quem já não me ama.
Pudesse eu ouvir-te cantar todas as canções do mundo, nessa tua forma doce de me amares, e me embalar nos teus braços. Mas não posso... 
Seria cruel e cobarde demais pedir que vivesses esse amor não correspondido e que amasses pelos dois.
És o homem de sonho de qualquer mulher... pudesse o coração escolher quem ama!
Esperaria anos a fio para que colasses todos os pedaços que se partiram no meu coração, mas pedi-lo era egoísta, tens uma vida à tua frente com esses olhos a brilhar.
Não esperes por mim.
Desculpa-me.

 

 

-- fotografia do filme "Newness" --

15
Ago17

[Ficção] Tempo?

Carolina Cruz

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Dá-me tempo, serenidade. Eu sei que gostas de mim, sei que esse amor te consome ainda que não o digas. E eu preciso que digas, que concretizes esse amor. Amares-me não basta, amar-te também não. 
Dá-me tempo, eu preciso de ti, mas preciso de mim por inteiro para pensar sobre nós. 
Porque não nos podemos ter? Porque não podemos amar simplesmente, se te amo e nos amamos tão completamente? 
Não fomos feitos para estar juntos. Será isso?
Somos pedaços de um mundo desfeito onde nenhum de nós se encontra!
Quero-te, queres-me, mas isso não basta. Consome-nos. Aperta-nos o peito. 
Tu és simplicidade, eu sou confusão. 
Tu és confiança, eu sou ilusão. 
Somos tão diferentes um do outro, como a noite e o dia, o sol e lua...
Não fará isso sentido? No sentido exato de que nos encaixamos na perfeição?
Por favor esqueçamos o destino, vamos amar de coração.

06
Jul17

[Cinema] Beleza Colateral

Carolina Cruz

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Há três coisas que os seres humanos têm em comum: o amor, o tempo e a morte.
O que dirias se pudesses escrever-lhes? Sim, ao amor, ao tempo e à morte…
Como te sentirias se deles obtivesses uma resposta?
Howard entra numa depressão após acontecer algo trágico na sua vida e ao escrever a estas três realidades com uma tamanha desilusão, desistindo de todas elas e implorando à morte que lhe leve a sua vida, é confrontado por elas, sendo que estas lhe chamam à razão.
Porque embora estas três coisas que nos ligam sejam difíceis de definir, assim como é difícil viver e vencer na vida depois de nos irmos abaixo, merecemos uma segunda oportunidade, merecemos dar uma nova oportunidade àquilo que somos, mas será que Howard está disposto a isso?
“Beleza colateral” é um filme com um elenco excecional, incluindo Will Smith, Kate Winslet e Edward Norton. É um filme que demonstra que todos carregamos uma história, com desilusões e erros, mas também com alegrias e com uma tamanha beleza. Não nos podemos desligar dessa beleza colateral que existe em cada uma das nossas vidas.
Um filme bonito e realista. Um filme que todos deveriamos assistir.
 

23
Mai17

[Ficção] Oh, meu amor!

Carolina Cruz

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Oh, meu amor...
Como o tempo passou!
Já não és mais a menina ladina de tranças, mas esses olhos cor de limão ainda permanecem com o mesmo brilho!
Como o tempo passou por nós...
Erámos meninos e eu vivia no teu coração!
Hoje vives também no meu, num casamento tão bonito.
Não me esqueço nunca como eras rabugenta, como eu me ria com o teu mau feitio. A mulher ciumenta que sempre se preocupou e que, na verdade, sempre amei.
Faltam-me as palavras...
Por ti, tudo quero.
Por ti, tudo fiz, tudo farei.
Por isso morrerei de desgosto ao ver-te partir...
Oh, meu amor...
 

 

12
Mai17

[Ficção] Tu não me dás amor

Carolina Cruz

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Tu não me dás amor.
Mudaste e partiste como se o teu corpo tivesse morrido, mas quem partiu foi a tua alma.
Não dá mais amar-te. Não dá mais te querer sem me quereres a mim.
Amar não é mentir, omitir, ou esquecer todo o bem que fiz por ti, tudo aquilo que deixei de fazer por mim, para fazer para ti.
Quando todos não te entendiam e não te estendiam os braços, eu estava cá. Ainda assim foste ingrata, esqueceste o passado antes mesmo de eu o fazer. Pediste-me um tempo e não arriscaste magoar-me dizendo que era comum, que era alma do destino a nossa separação. O tanas! Tu simplesmente não quiseste tentar conquistar-me. Não mereces a minha amizade, muito menos isto, todo o amor que sinto por ti.
Magoo-me de todas as vezes que voltas a dizer-me que estás aí para mim, que vens e que ficas, mas sem ficares. Que corriges os teus erros, quando acabas por me culpar por todos eles.
É inquieta essa tua forma de ser, mas se tivesses querido, acontecia... E o nosso rumo mudava. Porém, só nos resta o tempo, esse engano onde sempre voltamos a cair.

 

 

12
Fev17

[Ficção] Basta!

Carolina Cruz

Diz-me: O que é que é mais importante? A fama ou o amor?
Perdes demasiado tempo a querer atenção de quem não te a dá e perdes a verdadeira atenção, de quem te a oferece de coração cheio, sem pedir nada em troca.
És meticuloso, mesquinho, criaste uma família para proteger o teu amor, mas tu não a proteges, apenas queres que sejamos o teu colo antes de partires.
Não consigo aguentar mais. Basta!
Se queres continuar com essa tua feia indiferença de que essa tua profissão é mais importante, tudo bem, continua, que eu não aplaudo.
Estou farta de te querer e não te ter. Estou cansada de esperar pelo tempo, pela altura em que te irás arrepender e pedir desculpa por aquilo que tu não deixaste que acontecesse.
Talvez voltarás um dia para pedires perdão mas nesse dia, serei eu a ter partido e então será tarde demais.
Se tens essa noção, trata já disso, amanhã posso não estar mais.
Se é amor que sentes, basta olhares nos nossos olhos, eles jamais mentem.
Se amas, porque complicas?

 

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06
Fev17

Com o tempo aprendes...

Carolina Cruz

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Com o tempo aprendes a dar tempo. A dar tempo ao amor, às amizades. Porque aprendes que o que é verdadeiro seja a que distância for, espacial ou temporal, nunca morre.
Amigo não é aquele que não te larga o braço ou aquele que sabe realmente tudo sobre ti atempadamente, que fala contigo todos os dias e te manda mensagens a todo o minuto. Não, nada disso.
Um amigo é aquele que te abraça mesmo de longe, que vive as tuas felicidades e te agarra nas derrotas. O verdadeiro amigo não precisa dizer que está aqui todos os dias, porque ele está, e tu sabes disso quando passa o tempo que passar e a conversa desenrola-se como se ontem tivessem estado juntos.
Um verdadeiro amigo conhece-te muito bem e gosta de toda a tua pessoa, até dos defeitos, porque foram as tuas características e as dele, que plantaram na terra todos os vossos momentos, os bons e os maus. Se não quebrou, fez parte, fortaleceu.
Um verdadeiro amigo aparece quando todos os outros partem, quando as adversidades acontecem, amigo é aquele que está lá para o que der e vier, basta ligares, basta chorares, sorrires. Não precisa de morar na tua casa, mas no teu coração.
Amigo é aquele que partilha contigo memórias e deseja criar ainda mais lembranças, porque os tempos mudam, as vontades e a maneira de ser pode mudar, mas a amizade jamais!
Não implores, nem mendigues amor, porque tudo surge, tudo se revela e tudo se mantém, para sempre, se for verdadeiro, fica, permanece.

 

28
Jan17

[Ficção] Tu não me deixas viver

Carolina Cruz

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Não dás valor a nada do que faço, para ti sou e serei sempre aquele fracasso, aquele olhar perdido entristecido na presença do teu sorriso escasso, escondido.
No fundo, não paro de te amar, porque um dia sonho, sonho sempre que voltas ao mundo que eras, ao mundo em que ainda sabias o que era amar!
Não te julgo, nem te quero julgar, muito menos eu que não me canso de te amar. Mas o que sinto é tão puro, tão forte, mas encontro tudo tão escuro, tenho medo de um dia me encontrar com a morte.
Fala-me do que sentes, solta a mágoa que guardas dentro de ti. Eu sei que sentes, mas mentes, mentes sem fim, tentas ser forte, encorajar até a morte mas cada pedaço de ti se torna mais corda em vez de laço, e a mágoa invade o teu espaço.
Mudaste tanto o que há em ti, existe tanta história, tanta mágoa que eu já esqueci para não te fazer sofrer mas a cada passo, tu é que não me deixas viver.

 

 

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