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Gesto, Olhar e Sorriso

Palavras que têm vida.

06
Abr18

[Ficção] à espera de um abraço teu.

Carolina Cruz

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Agora sou só eu, à espera de um abraço teu.
Por que é que tinha de ser assim? Por que haverias tu de te apaixonares por outro alguém? Sabes o que mais dói? Ser exatamente quando o flor da paixão em mim ardeu, quando o amor em mim implorou para confiar-lhe de novo o meu coração.
Porquê? Por que é que fui tão inocente para me magoar de novo? 
Por que é que te escolhi a ti para acreditar que o amor podia ser de novo uma constante na minha vida?
Eu sei que fui difícil, um tanto fria, mas eu já te amava e não sabia, apenas não queria acreditar, e acreditei... acreditei quando desististe de me amar, de me conquistar.
Ela era mais bonita, mais sexy, mais fácil, certo? Caiu na sintona de ser prazerosa e tu agradeceste. 
Hoje apenas me magoo a mim própria pensando em ti, porque sei que não mereces, porque se sabias que o amor outrora me trouxera traumas não devias ter despertado em mim nem uma pontinha de esperança. Mas tu fizeste-me acreditar que podia ser para sempre, e olha o que fizeste... Desististe por não ser fácil. O amor não é fácil, nunca foi. Tu é que não sabes que para se amar é preciso morrer-se um pouco. Mas tu não morreste, porque és cobarde. Em vez disso, mataste todos os meus sentimentos, a minha vontade de viver, porque antes eu era vida, agora... 
Agora sou só eu, à espera de um abraço teu.

 

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Photo by "Intersection"

04
Jul17

[Ficção] O beijo sonhado

Carolina Cruz

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Apaixonei-me por ti como quem sente o vento, sem intenção, foi um sopro do momento.
O beijo foi sonhado por ambos durante horas, dias, meses e talvez apenas isso tenhamos sonhado juntos.
Nunca soubera nada de ti na verdade, acho que criei alguém à imagem do meu amor, no entanto sei que no mais fundo de ti tu me amaste mas não podias ficar.
Quando nos conhecemos eu jurei fazer a coisa certa - deixar que terminasses essa relação que não te fazia feliz.
Um dia vieste em busca dos meus braços, desse beijo há tanto tempo prometido, dizendo estar tudo terminado. Abracei-te como quem beija o mundo do avesso, senti a vibração da minha alma chorar de alegria.
No entanto, chorava também de receio pois não querias mostrar que esse beijo existia a mais ninguém. E debaixo deste céu que nos condena por amarmos demais quem não devemos eu corri, saltando as nuvens da incerteza que em mim me invadia.
Corri em busca da saudade de ti, saudade de uma paixão que foi apenas um sonho maltratado, de um amor que nunca vivi.
Descobri depois que fui apenas um contratempo nesse tempo que deste à tua mulher.
Desligaste do que fui para ti, na tua opinião nem uma palavra mereci.
Sem eu saber voltaste à "amargura" de te sentires preso a um casamento e a um bebé... Um bebé? Tornaste-te para mim repugnante e com orgulho te digo adeus por sentir que apenas um vazio existira em ti nestes meses em que fui a má da fita e não soubera. No entanto sinto saudades do homem decente que nunca foste! Cresce e cria, sê bom... Eu serei melhor sem ti.

 

 

22
Mai17

[Ficção] Quem ama...

Carolina Cruz

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És valente por vir pedir desculpa? Por vires dizer a verdade? Até podes ser, mas… uma ova! Quem ama não trai.
És um cobarde. De que é que sentiste falta? Do teu espaço de solteiro? Do teu engate piroso, só pelo facto de eu já estar conquistada?
Metes-me nojo. É só isso que te consigo dizer.
Tu sabes que não perdoo, eu não sou ninguém a menos para estar a mais.
Mesmo que aches que não, eu tenho amor-próprio. O suficiente para te dizer que as tuas lágrimas de crocodilo não me afetam, que tenho mais pena de ti que de mim. Eu não perdi nada, mas tu perdeste o teu melhor. Se tivesses mantido a tua dedicação, eu seria a mulher da tua vida, mas não sou do tipo de mulher que implora para ficares ou que quer fiques, depois de toda a desilusão, de toda a merda que fizeste.
Não me irei ajoelhar, muito menos implorar esse amor que ainda dizes sentir. Se para ti, isso é amor, não é igual à minha definição. Quem ama não trai.
Quem ama, não vive somente para essa pessoa, mas a sua vida amorosa pertence a um só corpo, a um só coração. Se partilhaste esse desejo, mesmo que não tenha sido amor, não te quero mais.

 

 

06
Mar16

4 filmes românticos, de traição e suspense

Carolina Cruz

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 Killing me softly

Quanto mais alto voarmos, maior será a nossa queda. No entanto, também podemos pensar que quanto mais confiarmos em alguém, maior será a nossa desilusão. É tudo uma questão de altitude e da temperatura da nossa alma.
A verdade é que o amor, para existir, necessita dessa mesma confiança, senão jamais será amor. Não importa o passado quando amamos alguém, mas sim o que representa em nós, como o seu “eu” é para “nós”. No amor não importa o que passou, importa o presente e o futuro que ambos necessitarão de construir com respeito, sinceridade e confiança.
O mistério envolve-nos e o coração bate mais forte, não deixemos que vozes ditem o que sentimos mas sim que procuremos viver o que é para sentir, longe de tudo o que é dito de má fama. Sabemos quem somos, precisamos apenas de acreditar que o amor é possível, pois se não o fizermos jamais daremos um passo em frente e a desilusão invade o que somos.
Não importa como a vida é ou foi. A vida dele começou de novo, quando a viu. Deixou para trás todos os planos, escondeu memórias para viver com ela, mas a sua alma pedia que lhe contasse mais.
Quem ama, espera que o tempo revele as histórias que existiram e que deixe acalmar as mágoas que se sobressaíram, pois pecado é duvidar, pecado é perder… Pois amar, amar é confiar, amar é também sofrer (junto).

"Killing me softly" deixa-nos a pensar sobre tudo isto e dá-nos no fim, uma revolta inesperada, quem sabe boa, ou não.

 

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O véu pintado

“Como se uma mulher amasse algum homem pela sua virtude”.
Quando se ama os defeitos também se encaram como qualidades e tudo se torna especial no seu todo.
Quando se ama o dever e o amor são um só e a vontade de ficar por perto, no bom e no mau, tem uma razão de ser.
“O véu pintado” é uma história de amor, passada nos anos 20, sob uma vingança de uma traição, levada para o mais terrível dos lugares: uma aldeia remota da China, infetada por colora.
Mas é aí que tudo surge, é aí que tudo se desenvolve e demonstra ter e ser sentido, quando olhares nunca antes trocados por marido e mulher, se tornam não no mais perfeito, mas sim no mais simples do amor.
É na destruição, no mau tempo e na desgraça, que o verdadeiro amor surge e, então aí pode comprovar-se ser eterno.

Edward Norton com o seu inquestionável dom ao lado da brilhante e belíssima Naomi Watts.

 Match Point

"Match Point" é um filme tocante que arrepia e que mexe com a alma.
Woody Allen fez com que este filme consiga ser arrebatador e emocionante, atrativo e a69.jpgtraente, deixando-nos a cada minuto de boca aberta.
"Match Point" é surpreendente porque depois de nos agarrar ao ecran com um óptimo elenco, traz-nos um final com que ninguém conta. 
Entras na história e não te desligas
dela, é como se pedisses um pouco mais de desenlace, porque o preço da traição tem marcas que duram... Quanto tempo?
A dúvida persiste e morre connosco! 
Assistam, vale (muito) a pena!

6 years

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 Quando amamos alguém, queremos essa pessoa na nossa vida para sempre. Custe o que custar, contra a opinião de quem seja. Aliás, quando amamos alguém por mais diferentes que sejamos não há desculpas, há formas de querer estar, de fazer por estar junto.
A nossa vida não termina porque começamos a ter uma relação séria, não nos deixamos de divertir por isso, de sair com os amigos, de nos deslumbrarmos pela pessoa que há tanto tempo vive do nosso lado, o segredo é amar… não há outra forma, outro querer, senão esse.
Quando queremos muito alguém o que vivemos juntos torna-se tudo, o nosso coração muda, a nossa razão de viver também.
O amor tal como as pessoas não se vê pelo olhar dos outros, mas sim pela essência do que se vive, do que se sente. Quando amamos alguém, não queremos nem desejamos mais ninguém, porque senão então na verdade já não amamos ou se calhar então nunca chegámos a sentir. Porque quem ama não faz um esforço, não completa anos de relação, mas vive-os com amor, com uma cumplicidade genuína. Isso é o amor, mas como podemos ter certezas disto?
É assim que defino a mensagem do filme “6 years”. A maioria das críticas que li não foram muito positivas, mas foi um filme que me intrigou e me apegou ao enredo.

 

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