Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Gesto, Olhar e Sorriso

Palavras que têm vida.

21
Jun18

Porquê?

Carolina Cruz

solidao (1).jpg

 

Porque é que as pessoas não se lembram simplesmente de serem felizes?
Porque é que é mais fácil guardarem raiva que amor? Mais ódio que compaixão?
Porque é que há gente que só gosta de ver os outros sofrer, porquê? 
Porque é que elas pertencem a este mundo?
Não, desta vez não vou baixar os olhos para o chão, desta vez não vou ficar triste, desta vez não vou dizer não a mim mesmo. CHEGA! BASTA!
Porque tenho eu de sofrer nas mãos de alguém?
Não, desta vez não me rebaixam, sou forte o suficiente para mostrar que a diferença de opiniões, de formas de ser, de estar, é o que faz o mundo girar, que não tenho de ter vergonha de ser como sou. Cada ser é um ser especial e essas pessoas que nos maltratam deviam procurar em si essa ficha sentimental, esse lugar mais bonito: o coração. Em vez de nos magoarem, achando-se superiores, achando que tudo tem mais cor porque os meus olhos as vêm brilhar. Cada um brilha à sua maneira, cada um é melhor a fazer diferentes coisas, porque tenho eu de ser subjugado a esta forma de me sentir mal? 
Quando tento que essas pessoas olhem no seu coração, é porque ainda acredito que há algo de bonito nelas, porque sou eu tão inocente? Porque vejo nos olhos de cada um, uma possível história de se ser melhor… É assim que vejo o mundo, estarei errado?

 

 
03
Mai18

[Ficção] Não mudas

Carolina Cruz

actress-beautiful-black-and-white-city-of-bones-Fa

 

Nunca fui a tua primeira opção, em nada. Porque seria agora? Para que é que teimo ainda em ligar e magoar-me a mim própria?
Não há em ti aquela vontade imensa, aquela partilha necessária em me teres contigo.
Há sempre outras prioridades, em amares mais as coisas que realmente achas que te dizem respeito e eu gostava tanto que demonstrasses mais o carinho que acho que ainda tens por mim.
Continuo a dizer-te a mesma coisa: que são as nossas ações que geram outras ações. Tu sabes disso, mas não mudas.
Continuas a implicar, de mansinho, sem as pessoas perceberem, para que, em tudo o que faças possas ficar por cima, mesmo que não demonstres, mesmo que para isso me tenhas de magoar, e de me inferiorizar.
Eu não sou ninguém a menos que tu, não sou. E não penses, contente, que acho isso por me desrespeitares. Não. Nada disso. Apenas me sinto triste por ainda te amar tanto e continuar a ver que, em ti, não há aquela exaltação de me teres por perto, de partilhares momentos comigo como eu teria todo o prazer em partilhar contigo. Não vejo o sorriso interessado como quando falas com os teus amigos, a forma estupenda e alegre como vibras quando assistes futebol e a tua equipa ganha.
Tu não vês que eu estou aqui. Sei que posso ter cometido alguns erros e sabes que nenhuma das minhas palavras entaladas ficaram por dizer, nunca disse aos outros de forma triste, o que nunca te apontei na cara. Eu estou de consciência limpa quando sempre demonstrei interesse em querer-te.
Eu estou de consciência tranquila sim, mas acredita que dói demais preferires estares de costas voltadas do que seres a minha equipa, o meu lugar terra-a-terra e o meu abraço. Dói demais sabes? E digo-te mais, não há nada material ou mensagens que possas escrever que compram o meu coração magoado. Eu só queria que olhássemos no mesmo sentido, que inventássemos histórias e construísses sorrisos comigo, verdadeiros, para podermos juntos ter memórias para contar.
Sem nada não se criam memórias, por isso vou em busca delas. Se eu não serei nunca a tua primeira opção, nem a segunda… então partirei e o meu coração mudará.

30
Nov17

[Ficção] Não queiras saber de mim

Carolina Cruz

corte-curto-assimetrico-eh-uma-das-tendencias-para

 

Não queiras saber de mim. Não venhas agora com desculpas, com perdões ou certezas.
Esquece. Aliás, esquece-me.
Há coisas que o meu coração mole aprendeu a não perdoar. Ele não ficou frio, apenas se cansou de se aquecer ou vibrar pelas pessoas que são constantemente indiferentes para com ele. 
Acabou o coração que vive para todos, incluindo os ingratos. Acabou a alma que abraça ainda que magoada. Não dá mais. 
Não queiras saber de mim, porque vens agora, que estás só, sem mais ninguém.
Podes dizer à vontade que mudei, não vou interessar-me pelo que tu pensas, não tenho tempo para isso. 
Mudei sim, mudei e sinto-me bem com isso, estou mais calma, importo-me mais comigo mesma, estou em primeiro lugar na minha vida.
Pergunto-me a mim mesma: Queres sofrer por quem não merece? 
Nada disso. 
Quero amar, amar-me, sentir a vida. Sorrir, sorrir muito, sorrisos mil
Tu não mo permitias, contigo já não me conhecia, e é nos ombros de um amigo que devemos ser tudo, inteiramente. E se não me recebes como sou, se só queres a minha companhia quando estás só. Esquece, esquece-me.
Não queiras saber de mim, que eu já esqueci, esqueci-te, já não quero saber de ti.

20
Nov17

[Ficção] Quem me ama pela metade

Carolina Cruz

flores-indie-vintage-Favim.com-3214466.jpg

 

Choro.
Deixo que o meu corpo chore o teu, que ainda vivo permanece morto em mim, seco, rasco, sem cor, sem vida.
Não sou, não és e nada somos. Obrigamo-nos um ao outro a querer ser esse abrigo que já não existe.
Cansámo-nos de fazer as pazes, habituámo-nos a esta repulsa, a este amor que não tem toque nem sensatez.
Choro…
Porque quero ser livre e ainda assim não quero perder-te.
Choro…
Porque esse sorriso ainda me fere o peito, porque não dói, traz-me paz. Já não vivo sem esse sorriso, ainda que morra por saudades de ele me beijar.
A verdade é que ainda que recuse dizê-lo, não vivo sem ti, mesmo que esse corpo ainda que novo esteja velho e cansado de me amar.
Porra de mim, que ama de coração inteiro. 
Porra de mim, que te abraça sem te tocar.
E que ama mesmo quem me ama pela metade.

01
Set17

[Ficção] Sinto-me...

Carolina Cruz

brooklyn_feature-770x472.jpg

 

Sinto-me sem ti. E sem ti sinto-me sozinha. Desamparada. Não sei ser sem ti. Lembraste de eu te dizer isto?
Os meus olhos não mentiam, não sei existir sem o teu beijo.
Fazes-me falta como uma ferida aberta, como uma noite mal dormida a multiplicar por dois ou três anos de vida.
Fazes-me falta e não quero dizer-to e ainda assim to digo.
Faltam-me as gargalhadas que o tempo levou, faltam as confidências que os segredos revelados fizeram perder.
Falta-me o teu corpo na minha cama, o teu sorriso debaixo dos meus lençóis. 
A tua ausência deixa-me ausente da vontade, da vontade de querer viver, custa-me respirar, custa imaginar a dares a mão a outra rapariga que não eu, a voltares-te a apaixonar e não ser por mim.
Desculpa, por favor. 
Fazes-me falta.
Desculpa, se não compreendi. 
Desculpa, se os ciúmes falaram mais alto. Eu não diria que sou ciumenta hoje, mas fui contigo, com o tamanho medo que tinha de te perder… e de que valeu? Perdi-te na mesma.
Eras o melhor de mim e sem ti não sou boa em nada. 
Prefiro perder-me por aí, do que não te encontrar a meu lado.
A roupa manchada das minhas lágrimas, a cabeça que não para de pensar, o corpo que emagrece, a alma que entristece, a vida que não cabe em mim e não me habita. 
Fui feliz ao ter-te, já não serei mais, pois não ser sem ti.
 
 

 

14
Ago17

[Ficção] Já não és quem foste.

Carolina Cruz

20638607_755362858004275_3988553425473332006_n.jpg

 

Digo-te e não minto, apaixonei-me por ti, na hora em que te conheci, vieste com um olhar terno e um jeito acolhedor. Tínhamos onze anos e marcaste-me para sempre. 
Foste tu que roubaste o meu primeiro beijo aos treze e levaste o meu coração aos quinze quando partiste. 
Hoje aos vinte voltaste e eu ainda estou apaixonada pela pessoa que foste. Acredita que me arrependo por te amar, porque tornaste-te num erro na minha vida, mudaste tanto... O teu sorriso virou mania e o teu jeito é de um Casa Nova disfarçado de Don Juan. 
Ainda gravo o teu beijo no meu corpo, mas a mim não me enganas mais. Passas por mim não me conheces, quando outrora disseste ser eu a tua melhor amiga. Fui para ti apenas mais uma do teu historial aborrecido, sou passado e não te marquei, são um pão sem sal e não uma experiência para te gabares. 
Ainda assim eu amei-te. Ainda assim eu ainda amo o teu sorriso! 
Como é que o amor pode ser tão impuro? Tão infeliz... 
Já não és quem foste, nunca mais serás, ficam as memórias e os caminhos apagados do que nunca nos tornámos.

 

 
01
Mai17

[Ficção] Deixa-me ser feliz

Carolina Cruz

15541870_1256536937768637_5559151199027508845_n.jp

 

Adoro-te. No entanto, por vezes não te consigo ler. As tuas entrelinhas são códigos secretos, dentro delas eu estou cega, porém eu nunca compreendi Braille.
Como posso amar-te senão me deixas? Num minuto sinto que o teu sorriso é sincero, no outro que ele se cansa de mim.
Não quero ser eu a mártire que confessa todos os amores que sinto proibidos, que te ama sem querer nada em troca, que insiste e persiste em te querer do meu lado sem esse amor comum que devia existir entre nós.
Só não resulta porque não queres, só não me tens no meu todo porque nunca me soubeste ter.
Sou apenas um corpo e tu uma mente fria, eu um coração aberto e tu uma alma fechada. Será que eu posso ser o sentimento impulsivo e tu a razão? O contrário? Ou nada disto existe e é pura ficção da minha mente perdida de paixão?
Se é desastre ou ciúme, diz-me, implora-me, cumpre tudo o que prometeste outrora, se não, então vai, sai do meu pensamento, deixa-me, deixa-me ser feliz.
 

 

 
 
 
 

 

02
Mar17

[Completas-me] Com Cátia Cardoso

Carolina Cruz

Hoje, o completas-me veio à quinta-feira, mas o importante é vir e ser bem recebido, partilhado.
Hoje tenho o grande prazer de partilhar a escrita com a talentosa e comunicadora Cátia Cardoso, autora do livro "Linhas Delicadas" (visitem, vão adorar as suas palavras)
Apresentamos um texto simples mas com uma mensagem muito importante: "seguir os sonhos".

 

“É frio o vento. Sopra com cada vez mais força. Os minutos passam e ela permanece no mesmo local. O anoitecer deu-se e ela ali ficou, a contemplar o vão, a fundir-se em pensamentos aleatórios e masoquistas. As lágrimas são cada vez mais espessas e geladas, porém, nada as afaga. Talvez, se tivesse nascido noutro sítio, noutra família, noutro século, noutro contexto... talvez, de uma forma diferente, tudo pudesse ter sido diferente e ela não tivesse de estar agora ali a lamentar-se pela sua pouca sorte.
Não há nada que a conforte. O céu parece preparar-se para que chova. É inverno, estava à espera de quê? Que um sol raiasse e a permitisse ficar ali toda a noite? Começa a chover, porém, ela não procura abrigar-se. Na verdade, nem se move. Permanece estática como se estivesse à espera que alguém lhe dissesse para sair dali e ir abrigar-se. A chuva molha as suas roupas, e funde-se nas lágrimas que lhe atravessam o rosto. Que horas serão? Dez da noite? Meia-noite? Três da madrugada? Perdeu a noção do tempo, e, sem querer, da vida. Está encharcada e parece não se importar com isso. Embora o frio seja cada vez mais incomodativo, nada a faz mover-se. É como se estivesse morta. Morta para a vida. Que outra morte existe, afinal?”

 tumblr_lpa0hgXFvS1qk8vth.jpg

Morremos se estagnarmos, morremos se nos acomodarmos, se nos permitimos parar. Nada mais existe em nós, depois de morrerem os sonhos.
Ela sentia-se como que uma alma vã que atravessava o mundo. Já não existiam razões para viver.
Porquê? Porquê aquilo acontecer? Porquê ela? E mais… porque é que ao morrer um sonho, ela morrera também ao invés de lutar por ele? Os sonhos só morrem se desistirmos deles. E ele só tinha morrido porque ela o matara ao não acreditar mais.
Chega de pensar e se… Se ela vivesse em outro lugar, noutro tempo, iria lutar da mesma maneira? Ou melhor, não iria lutar? O que queria ela? Receber tudo de mão beijada? Talvez fosse mais fácil, talvez soubesse bem receber e concretizar tudo o que sempre devera ser seu por direito. Mas não, não teria o mesmo sentido. Tudo é melhor se assim não for, tudo tem um sabor maior depois das quedas, depois de saber que o que temos foi por mérito próprio.
Houve uma voz, que lhe deu essa luz, que lhe disse que ao sentar-se e se lamentar não iria trazer o seu sonho de volta, não ia dar-lhe o que mais queria. Que lamentar só traz pensamentos negativos, dores na alma e moleza do corpo. Sem a força que o alimenta, ela morrerá por completo e sim, assim sendo os seus sonhos também morrerão.
Então ela deu-lhe razão, deu as mãos a esse pensamento positivo e mudou o seu destino.
Terá ela concretizado os seus sonhos? Pelo menos ao pensar de forma diferente, terá tido uma maior chance. 

01
Mar17

[Cinema] Room

Carolina Cruz

room.jpg

 

“Room” é um filme que nos deixa inquietos, procurando entrar na história a cada minuto.
Envolve-nos de contrariedades, de raiva mas sobretudo de amor, de sorrisos mas com vontade enorme de chorar, uma história de realidade e ingenuidade.
Este filme tão bem produzido, tão bem rodado (o pequeno grande ator deste filme tem uma dicção e um talento incríveis) faz-nos ter a certeza que, como tenho dito tantas vezes, o amor nos salva, mesmo sem darmos conta!
Na tristeza há sempre a esperança de que, se lutarmos, vencemos, que a nossa força é enorme sempre que nos mantivermos unidos, é preciso é não cessar nem desacreditar nessa união.
Viver num pequeno nada, nada saber sobre o mundo e… após cinco anos conhecer esse turbilhão de pequenos nadas que é a nossa sociedade é como aprender e nascer de novo.
Um filme cruel e poderoso que tem tanto para nos ensinar.

Merecedor de óscares, sem dúvida!

 

25
Fev17

[Cinema] 2 filmes para adultos

Carolina Cruz

white_bird_in_a_blizzard.jpg

 

"White Bird in a Blizzard" é um filme poderoso que nos agarra do ínicio ao fim, deixando-nos todo o tempo envoltos de mistérios e ansiedade.
É um thriller com um toque de erotismo, romantismo, paixão e suspense... muito suspense!
Shailene Woodley tem neste filme um papel delicado, arrojado, sensual, quem gosta desta atriz não pode deixar de ver este papel de destaque... pois podem perder este papel de destaque... podem esquecer o olhar mais doce e inocente da menina de "A culpa é das estrelas", esta personagem de Shailene é totalmente diferente.
Além de destacar o seu papel, destaco a trama deste filme que nos faz desconfiar de tudo e de todos, sem prever um minuto que seja o final do mesmo.
Afianl quem terá culpa no desaparecimento da arrogante mãe de Kat? Tudo pode ser um passo em falso mas qual será afinal a razão da sua partida? Não perquem este fantástico filme.

 

p161617_p_v8_aa.jpg

“A dor é universal… mas a esperança também”.
Somos pessoas no mundo. Todos vivemos debaixo do mesmo céu, embora todos tenhamos caminhos e sonhos diferentes.
No entanto, somos seres humanos, e em cada canto desse universo há sentimentos e emoções que nos ligam – o amor, a carência, o desânimo, o medo, a tristeza, o erro, a dor e a esperança.
Sim, todos nós temos o direito de errar, por vezes erramos por medo, por amor, por nos sentirmos sós, porque perdemos alguém, por traumas, por desalento.
“Babel” é um filme que nos demonstra tudo isso. É um filme que retrata muito bem o nosso mundo e as pessoas que nele vivem. Retrata o mundo de cada um e a desumanidade do submundo.
Contando uma série de acontecimentos que acorre por causa de um incidente trágico em Marrocos, ligando quatro grupo de pessoas de diferentes culturas, “Babel” leva-nos a refletir sobre as nossas atitudes e quando isso nos liga ou nos afasta dos outros.
Um filme forte, poderoso, com uma poderosa mensagem.

 

 

 

Mais sobre mim

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Parcerias

Arquivo

  1. 2018
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2017
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2016
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2015
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D