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Gesto, Olhar e Sorriso

Palavras que têm vida.

20
Ago17

[O teu olhar] Âncora

Carolina Cruz

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O destino no seu esplendor. 
O destino a ser, a afastar-nos, a mover-nos para direções contrárias.
Não há direito. 
Isto é mentira. 
Não, não é verdade.
Somos duas metades que se completam. 
Duas almas que furam a floresta juntas, que amam a natureza de ser.
Somos dois corpos perdidos no vazio, mas orientados pelo amor.
Não, nada nem ninguém é quimera suficiente que nos possa afastar.
Nem o destino.
Nós é que somos (e sempre fomos) destino. 
Fomos feitos um para o outro, de forma tão certa, tão coerente, tão precisa, tão nossa, desde os confins do tempo.
Somos flores que florescem juntas, somos os mesmos braços, o mesmo coração. 
Somos uma linha de amor como uma bonita trepadeira, que cresce sem esmorecer. 
Jamais nos cortarão os braços e se nos deixarem à deriva, seremos sempre a âncora um do outro, para tudo, para o que der e vier… 
Somos dois corpos dedicados a tudo o que somos.
Somos duas almas a ser (tão completamente) tudo o que somos.
Sem mais nada, sem mais ninguém.
Uma flor, uma âncora, um amor.

 

(Fotografia da autoria de  Verónica Pedro)

16
Jul17

Com intensidade

Carolina Cruz

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Faremos no silêncio tudo aquilo que o corpo nos pede. Faremos desse silêncio o desejo inteiramente feito da nossa pele. 
Somos e fomos o pecado que quebrou todas as regras. 
Sejamos. 
O que é mais importante ser feliz ou aprisionarmos no que é dito pela sociedade ser bem feito ou com bom senso? 
Chega! A tua pele e a minha conspiram e respiram uma pela outra. Não existem uma sem a outra. Porque haveríamos de ficar longe? Porque haveríamos de lhe renegar o prazer? 
Não. Seremos corpo e alma, felizes. 
Seremos corpo e alma, unidos. 
O amor é o amor, ele pede paixão, desatino, insensatez, coração. Nada disso seremos se não quebrarmos as regras. 
O amor por si só quebra regras, desarma a imensidão. 
Não vale a pena parar o amor, controlá-lo. 
A melhor forma de o viver é sem medida, com intensidade.

 

 

01
Mar17

[Cinema] Room

Carolina Cruz

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“Room” é um filme que nos deixa inquietos, procurando entrar na história a cada minuto.
Envolve-nos de contrariedades, de raiva mas sobretudo de amor, de sorrisos mas com vontade enorme de chorar, uma história de realidade e ingenuidade.
Este filme tão bem produzido, tão bem rodado (o pequeno grande ator deste filme tem uma dicção e um talento incríveis) faz-nos ter a certeza que, como tenho dito tantas vezes, o amor nos salva, mesmo sem darmos conta!
Na tristeza há sempre a esperança de que, se lutarmos, vencemos, que a nossa força é enorme sempre que nos mantivermos unidos, é preciso é não cessar nem desacreditar nessa união.
Viver num pequeno nada, nada saber sobre o mundo e… após cinco anos conhecer esse turbilhão de pequenos nadas que é a nossa sociedade é como aprender e nascer de novo.
Um filme cruel e poderoso que tem tanto para nos ensinar.

Merecedor de óscares, sem dúvida!

 

03
Dez16

Sento-me e sinto.

Carolina Cruz

sento-me e sinto.png

 

Sento-me, carrego comigo toda a mágoa que invade o ser humano e questiono-me sobre tudo o que vai na sua alma.
Hoje cansei-me dele, das suas intrigas, hoje tomei o partido da sensatez e sentei-me, onde o sol se põe e a tranquilidade aflora o simples som do mar, flutuante e calmo, constante, mesmo ali à minha altura.
Canso-me demasiado e inspiro como se morresse hoje arrastada pelas ondas, talvez fosse levada para o paraíso, talvez lá a humanidade não cairia no desumano, não falava em tudo e nada, não comentava e não empinava o nariz com autoritarismo.
Estaremos nós loucos? Que se passa? O que aconteceu ao nosso “eu”? À nossa união que fazia a força nem que fosse por um segundo? Que é feito do conceito de “Família”? Mudámos o nosso vocabulário, mudámos as coisas simples para futilidades, em mesquinhices e rancores, expiro, morri…este não é o meu mundo não é, enfim…
Sento-me e sinto-me, sensata.

02
Set16

[Ficção] Obrigada.

Carolina Cruz

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Obrigada por despertares de novo o amor que desconhecia ainda me invadir, por fazeres palpitar o meu coração no exato momento em que mergulhava na penumbra. 
Obrigada por me aceitares com todas as feridas por fechar, com os pedaços partidos da minha existência. 
Tu uniste-os com esse teu doce olhar e com o teu jeito protetor eu presenciei algo que desconhecia: a fé. Não em Deus, mas na vida, no amor. 
Obrigada por aceitares que ainda sou pela metade, que o meu coração nunca será todo teu por completo. Prometo, apertando-te a mão que serei a melhor namorada do mundo, dar-te-ei este mundo e o outro, porque tu mereces toda a minha eternidade, essa que me trouxe de novo para a vida.
Obrigada é pouco, por isso um amo-te basta.

 

Foto: Filme "I love, rosie"

30
Nov15

Dançar à chuva

Carolina Cruz

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Vem comigo. Vamos dançar na rua, vamos? 
Dançar à chuva, sentindo cada gota de água nossa bênção de amor eterno.
Deixa que ela leve todas as nossas preocupações, e nos traga tempo, sabedoria e esperança de sorrir mais vezes do que chorar e se pudermos chorar de alegria. 
Vamos balançar no tempo, deixando que ele seja fruto da nossa união, e a nossa união seja a nossa vida para que todos os dias, as gargalhadas se unam num beijo sem fim.

12
Nov15

União infinita

Carolina Cruz

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Eu sei, eu sinto que é possível existir amor verdadeiro, aquele que nasce para jamais morrer, eterno e insaciável, feroz e imortal. É o desejo de cada dia, o sorriso conquistado a dar a mão ao mundo.
O tempo não acaba, passa devagarinho, embora acelere com o bater do coração, que ao encostar o ouvido renasce a ternura e a emoção.
Sinto-me e sentes-me numa união infinita, que não cessa mas queima, é paixão ardente, pois é amor, em que se ama realmente.

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