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Gesto, Olhar e Sorriso

Palavras que têm vida.

16
Out18

Para te ver sorrir

Carolina Cruz

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Apaixono-me por ti todos os dias e pergunto-me porque é que o amor se gasta tão facilmente nos dias de hoje. Eu fecharia os meus olhos para te ver sorrir e seria capaz de passar milhares de horas a olhar e a beijar o teu sorriso. A sonhar-te, a acordar ao teu lado e ser grato por ser real. 
Hoje não se demora no infinito, é tempo demais. Não, nada disso, comigo não é assim... Eu não tenho pressa, já me basta o dia-a-dia! Eu quero perder-me em ti, habitar no teu abraço, dar-te as mãos e agradecer por encontrar o teu coração dentro do meu.
O amor precisa de longas vontades, não apenas do prazer que manda o corpo, mas de certezas que conquistam a alma. E eu não tenho dúvida que o encanto do nosso encontro é sentir que cada dia é o dia mais certo para se amar.

18
Jan17

[Completas-me] com a Simple Girl

Carolina Cruz

A Simple Girl é uma rapariga extraordinária, fala-nos de sentimentos que nos enchem de vida, e como ela tem dito e revê-se no seu nome, o seu blog é uma simplicidade de desabafos, mas tal como ela eu venero a simplicidade das coisas, e tal como ela acredito que é isso que nos faz felizes. O texto que ela partilha connosco hoje expressa um amor que nunca morre: a amizade. Foi um texto que adorei tanto e que completei de forma tão certa, que nem parece escrito a duas mãos. Querem conferir?

 

"A vida nunca é como queremos ou como planeamos, e aquilo que mais queremos só vai acontecer quando menos esperarmos. Mas às vezes também nos acontecem coisas que não esperávamos e que mais valia não terem acontecido. E uma delas foi o sentimento que criei por ti. Não falo da amizade, que é verdadeira entre nós e em que só nós sabemos como lidar um com o outro. Falo sim desse sentimento que nos faz suspirar, ter borboletas na barriga, que nos assola o coração e que se chama “amor”. Não estava nos meus planos nem muito menos esperava que alguém entrasse na minha vida como tu o fizeste: de repente e apanhando-me completamente desprevenida.
Há coisas que não conseguimos entender e há coisas que não conseguimos explicar. E uma dessas coisas é o amor que sinto por ti, que apareceu do nada, sem eu querer e sem estar minimamente preparada. Ninguém sabe o quanto sofri sozinha ao esconder este sentimento de toda a gente. E porquê? Porque não consigo entender porque é que me apaixonei por ti sabendo de antemão que nunca passaríamos de amizade, porque não consigo explicar o quanto gosto de ti sabendo que não posso gostar desta forma, não além de amigo. Não consigo explicar a ninguém (e não tinha que o fazer) nem entender o como e o porquê de termos a intimidade e a cumplicidade que temos. Nem a mim própria consigo explicar como é que tudo isto aconteceu, como me deixei apaixonar por ti sabendo que isso não podia acontecer.
Mas é sabido que “mudam-se os tempos, mudam-se as vontades” e graças a esse amigo de todas as horas, o tempo, consegui começar a desapegar-me de ti. Não de uma forma total, mas aos poucos, com calma e gradualmente. Tu que entravas sempre pelo meu pensamento quando não devias agora já não entras tantas vezes. Tu que fazias o meu coração acelerar cada vez que te via, que me aproximava de ti, ou quando simplesmente recebia uma mensagem tua, agora já não o fazes tantas vezes como antes. Talvez tudo isto se deva mesmo ao tempo que cura tudo, ou à distância que nos separa fisicamente pois diz o ditado que "o que os olhos não veem, o coração não sente".
Quando me disseste que não sentias o mesmo que eu, podia ter ficado profundamente afectada. Mas não. Claro que fiquei triste por uns momentos, mas depois recuperei porque independentemente disso tens cumprido a promessa que me fizeste e nada mudou na nossa amizade. Segui em frente e apesar de tudo estou-te muito agradecida por..."

 

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Acreditares que posso seguir em frente, contigo a meu lado. Que embora não seja tua namorada, possa continuar ser a tua melhor amiga.
Eu sei e sei bem, que o tempo curou tudo, mas não sei se é apenas acomodação ao saber o que sentes por mim, porque, na verdade, eu questionei-me muitas vezes se a indiferença do meu pensamento em ti esmorecerá quando tu encontrares alguém e se o fizeres antes de mim.
Há uma parte de mim que dirá que ficarei feliz por ti, que vou querer conhecê-la, que quero que ela te faça muito feliz, porque bem mereces. No entanto, a outra parte, essa parte que o meu coração omite, talvez terá ciúmes, talvez quererá estar no lugar dessa rapariga, talvez chore, talvez sorria para esconder essa mesma tristeza.
Até lá não quero pensar, nem em ti, nem em ninguém, quero esperar que o tempo, esse mesmo que me tem curado, me faça encontrar alguém que possa retribuir esse amor que sentira (que talvez ainda sinta), aquele que nos faz levantar de manhã e agradecer não existir mais ninguém. Talvez quem sabe o destino não nos troque as voltas e nos diga que fomos feitos um para o outro, e se assim for estará escrito, se não for não tinha de acontecer. Disso não tenho certezas, porque só há uma certeza que tenho na vida, ter-te é a minha condição de liberdade e em ter-te, ainda que nesta cumplicidade de apenas amigos, eu sou feliz. Tenho a certeza que essa felicidade nunca terminará, que a nossa amizade será para sempre, venha o que vier.

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